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As doutrinas mutantes das Testemunhas de Jeová

Publicado: 27 de junho de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

No presente artigo trataremos de como a seita das Testemunhas de Jeová ao longo de seus quase 2 séculos de existência, tem uma particularidade de possuir um conjunto de doutrinas com características mutantes a medida em que os anos vão passando desde sua fundação em 1879.

Dada esta abordagem, apresentemos agora a transformação de algumas de suas teses contraditórias de acordo com o tempo, recorrendo à sua própria história como movimento, à fontes históricas primárias (as Revistas Sentinelas), suas próprias publicações e algumas imagens representativas.

Para uma melhor compreensão de que estamos querendo demonstrar, estão enumerados ordenadamente os temas mais polêmicos que são utilizados por seus pregadores

1 – O Famoso Tema de Que “Jesus não morreu em uma cruz e sim em um madeiro”

– Nas páginas 204 e 205 do texto “O que realmente ensina a bíblia?”, a seita afirma o seguinte:

“Primeiramente, temos que levar em conta um fator fundamental: Jesus Cristo não morreu em uma Cruz. A Palavra Grega que se traduz “cruz” é staurus, que significa basicamente “poste ou estaca”. Além do que este termo grego “nunca significou  dois pedaços de madeira transversais em qualquer ângulo […]. No grego do [novo testamento] não há nada que se der a entender que dois pedaços de madeira”… É a palavra grega Xýlon, a qual significa simplesmente “madeiro”  e “pedaço de pau ou  poste, ou árvore” (Atos 5, 30; 10, 39; 13, 29; Gálatas 3, 13; 1 Pedro 2, 24)… Não evidencias que as pessoas que afirmavam ser Cristãos nos primeiros 300 anos após a crucificação de Cristo,  utilizavam a cruz no culto. No entanto, no século IV, o imperador Constantino se converteu do paganismo a uma forma de cristianismo apostata. A partir desde momento promoveu a cruz como símbolo de sua religião… a cruz não tem nada tinha haver com Jesus Cristo. ”

Os membros da Torre de Vigia, quando se encontram com algum cristão, citam os vários versículos bíblicos que apontam literalmente a palavra madeiro. Entre estes estão: Atos 5, 30; 10, 39; 13, 29; Gálatas 3, 13;  e 1 Pedro 2, 24. Nas ditas passagens é verdade que se traduzem na palavra “madeiro”, mas a ênfase dos escritos não tem relação com a forma do objeto e sim relação com o material no qual Jesus foi crucificado. Vamos passo a passo desarticulando esta estapafúrdia idéia tese histórica dos TJ’s.

Dois prego na mão ou um só? Eles apontam somente a presença de um só prego em ambos os pulsos no momento da Crucificação. Na contra mão a bíblia aponta que foram dois pregos, um em cada mão. Isto confirma se confirma de forma clara em João 20, 25 quando São Tomé fala de colocar os dedos em suas mãos e fala de dois pregos, um em cada mão. O grego utilizado neste texto diz Tain Xepov  que significa “suas mãos” e  Ton Elon que significa “os pregos”, e no   Tou elou que é “o prego”. É impossível uma crucificação com  dois pregos nos pulsos e ao mesmo tempo não teria sentido algum.

Se olharmos atentamente para a imagem de baixo, são dois pregos sustentando cada uma das mãos de forma separada. Esta situação é referida em João 20, 25 aos se referir a “os pregos”  nas “mãos”, é  um em cada, e não “um prego” em ambas as mãos. Isso nós damos por feito ao explicar anteriormente sobre a palavra grega utilizada por São João, no que se refere ao relato chamado “dúvida de São Tomé”. Além do que em Mateus 27, 37 enfatiza que acima da cabeça de Jesus se encontrava um letreiro com a inscrição “o rei dos judeus” e não sobre suas mãos (veja a imagem acima).

Cristo morreu em uma cruz (intercessão de duas varas). A Palavra em latim é crux. Esta foi empregada pelos romanos para marcar a crucificação  e não a execução em um porte vertical.

Em grego staurós significa literalmente “barra transversal” e por sua vez foi emprega para traduzir cruz, como no inglês que “like” significa “gostar” e “como” em sentido de comparação. Staurós é utilizada segundo o contexto como “like” em inglês para designar coisas diferentes e se utilizam, em ambos os casos, a mesma palavra. Em latim estaca ou poste se diz palus ou adminiculum,   equanto que os romanos ao se referirem ao “poste de tormento” utilizam, como descrito nos registros dos julgamento com sentença de morte, os termos de “Ad Palum, Alligare ou In Palum Figere”. Para eles crux é simplesmente uma cruz comum e simples e não um poste. Portanto, embora os romanos empalassem alguns, também outros eram crucificados em uma cruz, ato que se sucedeu a Cristo.

A crucificação romana era uma estrutura formada por duas peças: um poste chamado Stipites e um transversal chamado Patibulum. Os pés do executado eram pregados no poste e os braços na barra transversal.

Assim se forma uma cruz. Poste (Stipites) barra transversal (Patibulum) União das duas partes: uma Cruz

A histórica tradição romana de humilhar alguém que ia ser crucificado tinha direta relação com o patibulum, o elemento de madeira, carregado pela mesma pessoa que ia ser executava até chegar ao lugar onde se encontrava o Stipites. Se cristo carregou a cruz, há duas opções: carregou somente, a barra transversal e foi pregado ali, até chegar onde estava o poste para posteriormente ser levantado com o fim de unir as peças e formar uma cruz, ou a cruz completa sem divisão de partes: barra transversal e poste, já unidos.


Se Jesus carregou algo, são as peças separadas ou juntas, definitivamente foi crucificado em uma cruz e não em um poste. Essa é a evidencia fundamental que nos aponta a Bíblia para dar nos a conhecer o modo da execução mediante a crucificação.

Finalmente, vale frisar que Santo André Apóstolo foi crucificado na Grécia em uma em forma de “X”. Esta era um staurós (poste) em forma de X, confirmando uma cruz. Jesus e Santo André foram pregados em cruzes de diferentes formas e não em postes como afirma a seita. Também a estudiosos médicos que enfatizam que se Jesus fosse “pendurado” como dizem os Testemunhas de Jeová, não poderia ter durado tanto tempo pregado e agonizando como afirma a bíblia. Teria tido uma asfixia de imediato, coisa que não acorreu.

A palavra “madeiro” aparece 4 vezes na bíblia em comparação a cruz que aparece mais de 20 vezes. No ano de 1937, os testemunhas de Jeová determinaram que Cristo morreu em um poste e não em uma cruz, distorcendo as formas gramaticais gregas para justificar suas teses. Lamentavelmente, a seita tem serias contradições, por que eles mesmos usaram a cruz durante muito tempo. O posterior argumento do poste é apenas para se considerarem exclusivos e contrariar a Igreja Católica.

A inconsistência doutrinária das Testemunhas de Jeová.

Os testemunhas de Jeová estão contradizendo seu próprio fundador com a afirmação que condena a cruz, considerando ela um símbolo pagão e relacionando-a com forças diabólicas.

No livros dos testemunhas de Jeová chamado “Plano divino das Idades”, se utilizou a cruz. Também se encontrava presente na capa de suas bíblias antes de 1930.

Constantino foi quem impôs a cruz no século IV? Isto é mentira. Séculos antes do nascimento deste imperador, a igreja primitiva utilizou a cruz e seu sinal nas bênçãos. Vamos as seguintes fontes históricas:

1 – São João Apóstolo antes de sua morte fez uma cruz sobre sua cabeça com sua mão. São João morreu pacificamente na cidade de Éfeso, no terceiro ano do reinado de Trajano, por volta do ano cem da era cristã, quando tinha a idade de noventa e quatro anos, de acordo com São Epifanio.

2- Tertuliano por volta do ano 200, afirmou, mais de 100 anos antes de Constantino chegar ao trono imperial, a importância da cruz na vida dos cristão.

3-  Nas cartas de Santo  Afri relata que pelo ano 300 um pagão se dirigiu a São narciso de Gerona e a seu diácono São Félix, mártires executados durante a perseguição do imperador Diocleciano: “Sei que são Cristãos e que com freqüência fazem o sinal da Crus em sua fronte”.

Diocleciano foi um imperador que governou anos antes de Constantino, o império romano onde já se encontrava a presença do sinal da cruz. Diante dessas evidencias históricas, a Watchtower e seus membros adotam posturas de negação, exatamente como aqueles usados ​​para eventos como o Holocausto negando o genocídio nazista da Ucrânia e a existência de presos desaparecidos.

2- As conclusões erradas a respeito dos final dos temos e sua posterior negação. 

-Nas páginas 73 a 85 do Livro “O que a bíblia realmente ensina?” A seita afirma duas coisas. Em primeiro lugar, enfatiza que He duas ressurreições: uma celestial e outra na terra, e, em segundo lugar, que no ano de 1914 Jesus foi coroado para governar  de forma invisível do céu.

Ponto um: Não há duas ressurreições, é somente uma. A ressurreição do último dia se para todos igualmente, sejam salvos ou condenados (Jo 5, 28-29; Daniel 12, 2).

Para os católicos há uma primeira ressurreição que é o batismo (Rm 6, 1-11; Ap 20, 5) onde “sepultamos e morremos” da nossa vida de pecados e entramos na Graça da Santa Igreja.  Na epistola de Barnabé, escrita pelo ano de 70, se utiliza batismo como sepultamento e ressurreição. A seita interpreta esta primeira ressurreição como se fosse o ultimo dia que São Paulo em Romanos diz exatamente o contrário.   

Ponto dois: De onde tiraram que Jesus governa desde 1914?   Isto vem de um Batista chamado Willian Miller que realizou alguns cálculos falhos sobre o dia que ocorreria a Segunda Vinda de Cristo ao mundo. Como não aconteceu nada do previsto, Miller se arrependeu e morreu como batista. Mas foram as Testemunhas de Jeová  que retomaram seus postulados,  para adaptar a fim de validar suas opiniões teológicas sobre o assunto. Cabe frisar que a Bíblia jamais fala do ano 1914, literalmente, como se aproveitam as seitas quando lhes é conveniente, mas diz que “Toda a autoridade foi me dada no céu e na terra” (Mt 28, 18) e também disse que o Reino de Deus já está entre nós (Lc 17, 20-21) e não que haveria de esperar até 1914.

O que pensavam as Testemunhas de Jeová de 1914? Observaram num determinado momento iria ser o Fim dos Tempos. Como o predito final nunca chegou mudaram sua afirmação. Como sabemos que contradisseram estas coisas? Vejamos o que a Torre de Vigia tem afirmado em suas propagandas:

A Torre de vigia, 1 de março de 1923, Página 67. “Desde 1874 foi começado a presença do Senhor.”

A Torre de vigia, 1 de Janeiro de 1924. “Jesus está presente reinando desde 1874.” (Depois afirmaram que isto ocorreu em 1914).

1914: Charles T. Russel, Fundador da Seita, disse que em 1914 o mundo ia acabar. Neste ano começou a 1ª Guerra Mundial e não aconteceu o fim do mundo.

No Livro “O tempo está próximo” de 1908, nas páginas 76 e 78, Russel, líder da seita, afirma: “neste capítulo se apresentam as provas bíblicas demonstrando que chegará a plenitude dos gentios, ou seja, o final completo do domínio e ocupação, no ano de 1914;” e que “nesta data ocorrerá a desintegração do governo dos homens imperfeito… está demonstrado nas escrituras… Jesus estabelecerá sobre as ruínas seu reino terrestre.”  Chegou a data tão esperada e absolutamente nada aconteceu.

No Livro “Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão” Página 97. José Rutheford, segundo líder da seita depois da mostre de Russel, afirma: Moisés, Abraão e outros profetas iam ressuscitar e que o fim do mundo iria chegar até 1925. Chegou este ano e nada dita ressurreição acontecer.

No Livro “Vida eterna na liberdade dos filhos de Deus” (1966), páginas 29 e 30 disse: “Os 6 mil anos da criação do homem terminará em 1975”. Ao passo que nada absolutamente aconteceu.

O que fazem as Testemunhas de Jeová quando alguém lhes diz isto? Eles negam. Felizmente, todos estes arquivos estão disponíveis nas bibliotecas nacionais dos respectivos países, onde existem copias do original. Ali estão as provas. Em Mateus 24, 36 Cristo afirma que ninguém sabe o dia e a hora do Fim.

3- Sobre a Transfusão de Sangue.

-Nas páginas 129 à 133 do Livro “O que realmente ensina a bíblia?”, a seita disse que não é permitido fazer transfusão de sangue e citam Genesis 1, 29; 9, 3; Lv 17, 13-14; At 15, 28, entre outros. O erro está em que os Testemunhas de Jeová confundem,  da mesma forma que outras seitas protestantes, que a obra da salvação está dividida em duas Alianças: A Antiga Aliança, realizada com o povo de Deus que são os Judeus, e a Nova Aliança Eterna, que corresponde ao novo povo de Deus encarnado através da Igreja.

A seita toma citações de coisas estabelecidas sobre a Antiga Aliança, como o tema do sangue de animais e outros. Por que não se circundam se está na bíblia em Gn 17, 1-14? Está na Bíblia! Como eles diriam quando querem justificar suas doutrinas erradas.

Na página 132, do livro mostrado, se afirma que a “a Lei mosaica mostrou com claridade qual é o único uso apropriado do sangue” A lei mosaica não se aplica aos cristãos, mas sim a lei de Cristo (Jo 15, 12-14). Além de tudo, São Paulo afirma constantemente que as “obras da lei judaica” já não servem de nada (Gl 2, 16). As obras em Cristo são válidas para os Cristãos, mas não as obras da lei. Estas foram a “sombra do que havia de vir” (Cl 2, 16-17). Os Cristão não tem que obedecer a lei mosaica, mas sim a lei de Cristo.

O que pensaram os Testemunhas de Jeová sobre as transfusões de sangue em seu passado o qual a seita oculta?

Foi em 1952 que o ex-presidente das Testemunhas de Jeová, Natham H. Knorr, decretou que as transfusões de sangue não eram corretas. O Fundador da seita não acreditava nesta doutrina por que morreu décadas antes. O que está acontecendo com a seita? Eis a questão.

4- Quando as Testemunhas de Jeová celebravam o Natal.

– As Testemunhas de Jeová afirmam que não se deve celebrar a festa de Natal, cuja a origem seria pagã e diabólica. O que acontecia com a seita alguns anos atrás? Celebrava o Natal.

Charles T. Russel, el fundador de la secta, celebró la Navidad con los testigos. Aquí les presentamos una invitación de 1916 en la cual los Testigos de Jehová desean una feliz Navidad. (Fíjese que sale la firma del creador de la secta).

Charles T. Russel, o fundador da seita, celebrou o Natal com os Testemunhas de Jeová. Aqui apresentamos o convite de 1916 no qual as Testemunhas de Jeová desejam um feliz Natal. (Note que a assinatura vem do criador da seita).


Sentinela de 15 de fevereiro de 1919, Número 23, paginas 63 e 93. Nosso irmãos… lhes

desejamos um feliz Natal… lhe levaram presentes.

Foto das Testemunhas de Jeová celebrando o Natal em 1926.

Na Torre de Vigia, 1 de Dezembro de 1904, página 364, a seita declarou que o Natal era um grande evento para os cristão e que era necessário considerar esta festa como o aniversário de Jesus. Depois, como temos visto de forma constante neste escrito, mudaram sua doutrina dizendo na Watchtower, 15 de dezembro de 1983. Página, que o Natal é um “horror” e que está celebração provém do próprio Satanás. Por isso hoje a seita não celebra o Natal.

O criador da seita celebrou o Natal e quarenta anos depois o contradizem? Falsos irmãos profetas.

Neste trabalho apresentamos as principais contradições doutrinárias que as Testemunhas de Jeová possuem. Temas como o Natal ou que “Jesus não morreu na cruz” não faziam parte de suas abordagens por anos. Basta olhar para a evidência histórica para perceber que são um grupo vivem em contradições, cujas doutrinas são parte de uma dinâmica “causa-erro-negação”. A única coisa lamentável é que quando alguém levanta esses presentes argumentos, eles simplesmente negam seu passado sendo que as fontes históricas estão ali, deixando de lado o estudo,  o debate e a honestidade intelectual.

Pergunto, Napoleão cruzou os Alpes ou não? E só vê os escritos do época para descobrir.

Fonte:

Morasso, Andrés. Apologética Católica: ¿Sabías que los Testigos de Jehová celebraban la Navidad? La secta antes de la década de 1970. Disponível em << http://apologeticacatolica.org/Protestantismo/Sectas/Sectas41.html, desde 21/05/2011>>  Tradução: Rafael Rodrigues De Carvalho Severo

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É bíblico o protestantismo?

Publicado: 19 de abril de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Provavelmente todos já ouviram de um protestante a seguinte frase:

“Nós cremos somente na Bíblia, e a Bíblia inteira é a única regra de fé para o cristão”

Está frase é como que um dogma para o protestantismo e reflete todo o pensamento da fundamental doutrina deste ramo religioso a “Sola Scriptura” ou somente as escrituras. Negam, portanto, os ensinamentos transmitidos oralmente por Cristo e os apóstolos conhecidos como Sagrada Tradição.

Baseados nisto vamos agora mostrar que há várias inverdades no uso desta frase por parte de protestantes e mostrar que de bíblicas suas principais doutrinas nada tem.

“A Tradição oral remonta ao próprio Cristo e aos Apóstolos. Ela é anterior à Escritura e se exprime nela. O ponto em que mais aparece a necessidade de algo anterior à Escritura, é a que se refere ao Cânon Bíblico: Com saber se um livro é ou não inspirado?

O próprio protestantismo, que afirma só reconhecer a Escritura, recorre necessariamente à Tradição Oral em 2 ocasiões:

1.                  Sem a Tradição oral, não se pode definir o catálogo sagrado, pois em nenhuma parte da Escritura está escrito quais os livros que, inspirados por Deus, a devem integrar. É preciso procurar a definição dos livros sagrados fora da Escritura: na Tradição. Ora Lutero e o Protestantismo recorreram a tradição dos judeus da palestina, enquanto a Igreja Católica, seguindo o uso dos Apóstolos, optara pela tradição dos judeus de Alexandria.

2.                  Na sua maneira de interpretar a Bíblia, os protestantes também recorrem a uma tradição. Pois embora o texto bíblico seja o mesmo para todas as denominações evangélicas, estas não concordam entre si, por exemplo, no que toca ao Batismo de criança, à observância do sábado ou do domingo, etc. As divergências não provêm do texto bíblico, mas da interpretação dada a este texto por cada fundador. Ou seja, dependem da tradição oral ou escrita que cada fundador quis iniciar na sua congregação. Assim, embora queiram rejeitar a Tradição Oral, o cristão a professa sempre: professa a Tradição oriunda de Cristo e dos Apóstolos, ou a tradição oriunda de Lutero, Calvino… Cada “profeta” protestante faz o que Lutero fez: rejeita a tradição protestante anterior e começa uma nova tradição: sim, lê a Bíblia ao seu modo e dela deduz proposições de fé e de moral que, segundo a sua intuição humana falível, lhe parecem mais acertada.

Assim, a Escritura, só, não pode ser, nem é no protestantismo, a única fonte de fé. Por outro lado, a Tradição Oral e o Magistério da Igreja só tem sentido se fazem eco à Sagrada Escritura.” (Dom Estevão Bettencourt, OSB;  Apostila “Diálogo Ecumênico” , Escola Mater  Ecclesiae)

Interessante cronologia:

1517: Monge Martinho  Lutero Fixa suas 95 teses na porta do castelo de Wittenberg na Alemanha, defendendo as indulgencias, que é negada pela maioria dos protestantes e contestando muitas doutrinas da Igreja. Nasce então o protestantismo.

1521: Lutero começa a tradução da bíblia para o alemão, modificando algumas passagens e removendo livros da bíblia, 7 do antigo testamento e alguns do novo testamento como Tiago, Apocalipse e etc (Livros que não eram compatíveis com suas novas doutrinas), como base em que ele fez isto?

 1524: Nascem então os anabatistas, (ou rebatizadores). Interpretavam as ousadamente as idéias de Lutero, e negavam o batismo de crianças, o que não era condenado por Lutero.

1525: Surgem várias revoltas de camponeses inspirados nas idéias de Lutero e eram incitados pelo anabatista Thomas Münzer. Lutero deixou o castelo onde estava e voltou a Wittenberg. Conseguiu apoio do braço secular para restabelecer  a ordem, e teve que enfrentar os camponeses. Lutero optou pela sufocação violenta dos revoltosos, e Thomas Münzer foi decapitado, o que fez com que Lutero perdesse popularidade com o povo, pois o povo viu que sua nova “Igreja” era para os ricos e não para os pobres.

1534: Terminou a tradução da bíblia, no castelo onde permaneceu, durante este tempo sofreu crises nervosas muito violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos. ¹

1537: Lutero devido a seus pensamentos de que não era digno de salvação e que nada que fizesse poderia contribuir para sua salvação, formulou então a doutrina da “Sola Fide” ou “somente a fé”, que diz que somente a fé pode nos salvar, as obras de nada adiantam, o que foi um dos motivos que o levou a arrancar da bíblia a epistola de Tiago, pois esta contradiz sua doutrina Cf. Tiago 2, 14-26.

Daí então foi um passo para a proliferação das novas seitas iluminadas pelas idéias de Lutero:

1534: Surge o Anglicanismo na Inglaterra, com o Rei Henrique VIII, por que o Papa não queria dar o divórcio ao ele e sua mulher.

1541: Calvino cria Calvinismo em Genebra na Suíça, como novas idéias além das de Lutero. País, o qual é hoje um dos países como mais ateus no mundo. Calvino embora partilhante das doutrinas de Lutero, teve seu ponto característico no conceito de Deus. Colocou a ênfase sobre a majestade divina a ponto de dizer que há duas predestinações: uma para a salvação e outra explícita para a condenação eterna. Para Ele Deus proíbe o pecado a todos, mas na verdade quer que alguns pequem, para que sejam condenados.  Em outras palavras, Deus criou alguns para irem para o céu e outros para irem para o inferno, e as palavras de Jesus, “Ide e pregai o evangelho a toda criatura” cf. Mc 16, 15, então  de nada valem, pois não adianta pregar para os que já irão para o inferno.

1567: John Knox  na Escócia cria o presbiterianismo inspirado nas idéias de Calvino.

1604: John Smith funda a Igreja Batista na Holanda, é também hoje é um dos países mais ateus do mundo. (Tão inspirados foram, como não conseguiram nem mesmo evangelizar o pais onde nasceram?)

1649: John Fox (nos Eua) funda os Quarckers. Estes não valorizavam a bíblia ao invés disso valorizavam mais a inspiração individual do crente. Por isso não tinham dogmas, nem sacramentos, apenas uma corrente de regeneração moral  baseada muito na mão violenta. Não tinham igrejas nem pastores.

1739: Surge o Metodismo fundado por John Wesley na Inglaterra. A Ruptura com o anglicanismo deu origem a esta “Igreja”.  Ordenou seus próprios bispos. A única condição para que se torne metodista é que tenha o desejo de escapar da ira vindoura e ser isento de pecado.

1830: Joseph Smith (nos EUA) supostamente guiado por Deus descobriu alguns escritos (inspirados?) perdidos, nasceu se então o mormonismo. Joseph Smith tem uma visão de 2 anjos que lhe disseram que ele não deveria se filiar a nenhuma denominação religiosa e restaurar o “cristianismo primitivo”. Em 1822 teve uma segunda visão onde foi visitado por um suposto anjo Moroni, onde anunciou que Joseph deveria achar placas de ouro ocultas onde se encontrava uma maravilhosa história do povo de Deus nos EUA. Em 1827 o anjo o levou a uma montanha ele cavou e encontrou as placas nasceu se assim o mormonismo.

Algumas de suas doutrinas são:

Existe um Deus que é “Pai, Filho e Espírito Santo”; O Pai porém, tem carne e osso; quando ao filho e ao E.S são apenas emanações do pai.

O homem é eterno e viveu no reino de Deus antes de vim a terra, neste mundo os homens não têm lembranças da vida passada, para poderem aceitar livremente ou rejeitar o evangelho. Caso não cheguem ao conhecimento de Cristo nesta vida poderão chegar após a morte por um batismo póstumo (ou pós morte).

Este Batismo é uma das mais estranhas doutrinas desta seita que é administrado por parentes do defunto.

Também praticam o casamento pelos mortos, uma mulher que morra sem ter casado nesta vida pode ser casada por seus parentes a um outro morto no além.

1831: Willian Müller funda o Adventismo (nos EUA) 1831, veio da Igreja batista com uma nova revelação de quando supostamente Cristo Iria voltar, marcou a data e até hoje Cristo nunca voltou. Seus  discípulos tentaram recalcular as datas e previram para 1844 e novamente Cristo não voltou. Em meio ao descontentamento das pessoas que os seguiam, surge entoa uma Sra. Chamada Ellen Goud White, que veio com uma nova interpretação, assim ela explicou que a data estava certa o que estava errado era o acontecimento, segundo ela naquele ano cristo não iria voltar e sim entrar nos “Santos dos Santos” do céu  para terminar o sacrifício que não terminou na cruz, que ela dizia ter visto com seus próprios olhos.   Surge então o Juizo investigativo que supõe que Jesus não terminou seu sacrifício na cruz, mas sim em 1844.

Depois que Müller morreu Elen White se tornou a grande mestra do Adventismo, passaram então a observar o sábado, exigem não somente a fé nas escrituras, mas também nos escritos desta cidadã.

Pregam uma doutrina rígida em relação a alimentação o que nos leva a lembrar de uma seita religiosa herética que surgiu nos primeiros séculos através de um sacerdote o Montanismo.

Alguns escritos da sua grande “profetiza” ensina que Jesus é semelhante a nós inclusive em pecado a bíblia, porém diz que Jesus é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo” (Cf. Hb 7,22-27)

1900: Surge nos EUA o Pentecostalismo criado por Charles Parham. Este movimento ensinava que o homem depois da conversão (necessária a salvação), o cristão deve passa por uma “segunda bênção” ou uma nova e mais profunda experiência religiosa que era chamada de “batismo no Espírito Santo”. De início os precursores deste movimento não tinham a intenção de criar uma nova denominação, mas como foram rejeitados por suas denominações  romperam com elas, o que deu início ao maior denominacionalismo da história protestante. Nenhuma denominação protestante está sujeita a dividir-se e subdividir-se tanto quando os pentecostais. Isto ocorre por que as raízes e forças propulsoras são muito subjetivas e emocionais. O crente pentecostal que julgue ter uma visão ou uma “profecia”, facilmente se torna fundador de um ramo independente.

  1. A Emoção muitas vezes supera a razão.
  1. Propensão forte a fenômenos tidos como extraordinários que fazem, vibrar, aplaudir, gritar, dificultando o raciocínio e o senso crítico.
  1. Neste ritmo os pentecostais se afastam cada vez mais do genuíno cristianismo. Tendem a fazer da religião um serviço ao homem e não a Deus; o antropocentrismo predomina, ainda que veladamente. Os seus templos se transformam mais e mais em salões de proclamação da bíblia e com pregação, com a realização de “milagres” correspondentes. (PR n. 282/1985, p. 373s )

1916: Charles Taze Russell  nos EUA também “inspirado” por “deus”  funda os Testemunhas de Jeová. (Ramo que difere um pouco do protestantismo normal) . Esta é uma seita de características peculiares, mas que surgiram como todas as outras denominações protestantes de supostas revelações de Deus. Russell era presbiteriano, insatisfeito com sua denominação e com uma descoberta que fez de que depois dos apóstolos ninguém havia compreendido o evangelho ficou se entoa reservado a Russell a missão de proclamá-lo ao mundo.

Baseados em Textos de Daniel e Ezequiel este cidadão tentou por várias vezes adivinhar a data da vinda de Cristo  para 1914, chegou a data nada aconteceu, depois seus sucessores tentaram adivinhar para 1925, nada aconteceu, de novo tentaram para 1968, nada aconteceu e novamente para 1975 e até hoje esperamos a vinda de Cristo.

O principal erro dos testemunhas de Jeová é que negam a divindade de Cristo, dizem que Cristo é como se fosse um semi –deus que apenas veio cumprir um papel aqui.

Falam que apenas 144 mil irão para o céu ver a face de Deus os demais salvos ficaram aqui na terra.

As almas dos que não aceitarem Jeová serão aniquilados, ou seja, deixarão de existir.

1977: No Brasil Edir Macedo funda a “Igreja Universal do Reino de Deus”. Edir Macedo depois de passar por várias religiões entra na Igreja Pentecostal Nova Vida depois de anos rompe com a mesma, funda a Igreja Universal, auto sagrou-se bispo e conseqüentemente sagrou seus companheiros. Feito se “bispo”, Edir criou para si um vasto império. Como pregador do evangelho e arauto de curas, foi adquirindo vários meios de comunicação e outros bens materiais no Brasil e no interior.

Diz ele : “O dinheiro é uma ferramenta sagrada que Deus usa na sua Obra” (Jornal da tarde, 06/04/ 1991, p. 14)

Esta é mais uma denominação a serviço do homem e não de Deus. Se torna uma pronto socorro religioso aonde as pessoas vão pra serem curadas e não para adorarem a Deus.

A Religião antes de tudo é a ligação do homem a Deus; tem como objetivo primeiro adorar e glorificar a Deus, por que Ele é santo e infinitamente bom e sábio, independentemente, deste ou daquele feito extraordinário que ele tenha feito.

Anos seguintes:

Surge o neopentecostalismo.

Entre os neopentecostais surgem as vigílias do ré-té-té, reuniões feitas às sextas feiras a partir da meia noite onde o culto ocorre em meio a gritarias e rodopios que nos lembram mais centros de umbanda do que um culto a Deus. Quem quiser saber mais sobre esta vigília é só ler uma matéria já publicada no blog:

https://sadoutrina.wordpress.com/2010/06/30/louvor-e-adoracao-ou-macumbaria/

Surge a teologia da prosperidade, uma das mais pérfidas doutrinas surgidas no meio protestante. Segundo a Teologia da Prosperidade, Deus concede riqueza e bens materiais a quem Lhe é fiel e paga o dizimo com generosidade; mas esta concepção está mal fundamentada. No entanto o adeptos dessa teologia, baseiam-se no Antigo Testamento para dizer que os homens de Deus foram ricos como Salomão, e que Jesus prometeu que veio para que tenhamos “vida em abundância”. (Jo 10,10)

Jesus nunca ensinou que o Evangelho pudesse ser uma fonte de enriquecimento ou um meio de se levar uma vida “regalada”, “em nome de Deus”; ao contrário, o Senhor ofereceu a renúncia e a cruz àqueles que o seguirem:

“Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz a cada dia e me siga. Porque, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim salvá-la-á” (Lc 9,23-24).

Jesus fala de sacrifico, renúncia, perder a própria vida; e diz que se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, não pode dar fruto (cf. Jo 12, 24). Isto está longe de ser um ensinamento de enriquecimento porque se faz a vontade de Deus. Ele não é contra a riqueza justa, e sabiamente usada para o bem de si mesmo e dos outros, mas isto está longe de justificar a teologia da prosperidade.

A fraguimentação das seitas se tornou tão grande que é impossível relatar todas aqui, foram citadas aqui apenas as mais conhecidas.

Depois desta leitura podemos novamente nos perguntar: “É bíblico o protestantismo?”

“Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo. Nisto se reconhece o Espírito de Deus: todo espírito que proclama que Jesus Cristo se encarnou é de Deus; todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo.”  (1 Jo 4, 1-3)

Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2 Tm 4, 3-4)

Referencias bibliográficas:

– Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de, Falsas doutrinas: Seitas e religiões 10ª Ed. – Lorena:  Cléofas, 2009.

Dom Estevão Bettencourt, OSB;  Apostila “Diálogo Ecumênico” , Escola Mater  Ecclesiae

Revista Pergunte & Responderemos n. 282/1985, p. 373s

Carnaval festa de satã

Publicado: 2 de março de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

É MENTIROSO aquele que diz que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA

Carnaval é tempo dos espetáculos profanos, dos bailes de mascarados, das danças e orgias que se multiplicam nas vésperas da Quaresma, mormente nos três dias antes da Quarta-feira de Cinzas. Perder tempo, exagerar as despesas, fazer da barriga seu deus, fingir que está alegre, encher a alma com imagens e pensamentos indecentes, avivar o fogo das paixões, atirar-se de caso pensado aos maiores perigos… não será isto diretamente oposto ao Cristianismo que prescreve o bom uso do tempo, prudente economia, a temperança, a vigilância nos sentidos, a mortificação das paixões e a fuga dos perigos? Deixam após si, estes dias de pecados: tantas vítimas de impureza, de embriaguez e milhares de famílias na vergonha e na miséria.
Quisera a Igreja Católica preparar seus filhos à penitência, e por isso lhes lembra, nesta fase, os sofrimentos de Jesus Cristo. Não negará esta boa Mãe, aquele que passa estes dias na dissipação? Com que cara podem católicos assim dizer-se discípulos de Cristo e filhos da Igreja Católica, que sempre condenou tais desordens? Não digam que não fazem mal! Será pouco mal esbanjar tempo e dinheiro, estragar a saúde, expor a honra e a inocência a perigos onde tantas vezes naufragam? Não se desculpem com a necessidade do descanso: estarão, porventura, bem descansados no dia seguinte? Serão descansos, divertimentos que arruínam a saúde do corpo e da alma?
Fugi, católicos, de tão perigosos passatempos! Seja vosso gosto trabalhar, combater e sofrer com Jesus Cristo, neste mundo, para, com Ele, gozar eternamente no Céu. Quem pula carnaval grita: SOLTA BARRABÁS e CRUCIFICA JESUS CRISTO.

O CARNAVAL é a festa do demônio e o desfile do inferno.
O CARNAVAL é a festa do nudismo e da bebedeira.
O CARNAVAL é a festa da prostituição e da destruição das famílias.
O CARNAVAL é a festa da fornicação e da exaltação do homossexualismo.
O CARNAVAL é a festa das drogas e do assassinato.
O CARNAVAL é a festa do barulho.
O CARNAVAL exalta o mal e ridiculariza o bem.
O CARNAVAL é a festa do pecado. Nela, o demônio laça milhões de almas para o seu exército.

Nessa festa do inferno, milhares de crianças perdem a inocência e milhares de jovens perdem a virgindade.
Ai daquele que PROMOVE o CARNAVAL! Melhor seria se não tivesse nascido! “… ai do homem pelo qual o escândalo vem!” (Mt 18, 7).

Os SANTOS e o CARNAVAL
Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).

Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”. Naqueles dias, esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).

Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.

Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).

Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
CATÓLICO, não FIQUE de BRAÇOS CRUZADOS, mas PROTESTE contra essa FESTA do DEMÔNIO!

Savonarola e o protesto contra o carnaval
Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.
Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção?

São Pedro Claver e o carnaval
Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.
O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.

Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que eduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.
É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).

CARNAVAL: Semana de FOLIA desenfreada
No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.
Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele?
Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento das suas vestes e a sua bárbara flagelação?
E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?
E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?
Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.
Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.
Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.
Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante…!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.
Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara?

“Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.
Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.
Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras…”
Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.
Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).
Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.
Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.
Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).
Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira.
O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio.
Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.

CARNAVAL: água lodosa
Na História Sagrada conta-se o caso de uma cidade onde as águas se haviam tornado lodosas e impotáveis. Os habitantes correram ao profeta Eliseu, que, mandando trazer a si um vaso cheio de sal derramou-o nas fontes poluídas. Desde esse momento as águas tornaram a fluir límpidas e potáveis (2 Rs 2, 19-21).
No tempo do carnaval, as águas do mundo tornam-se realmente lodosas, e exalam miasmas pestíferas de corrupção. Os bons católicos forçados a viver no meio dele estão em grave perigo de contágio, se não recorrerem à desinfecção. E eis que a Santa Igreja imita o gesto do profeta Eliseu, e com maternal preocupação derrama nas almas o sal que purifica e que preserva. Este sal é a lembrança da Paixão de Nosso Senhor.
Num trecho do Evangelho, Nosso Senhor prediz aos Apóstolos a sua crucifixão iminente. O Mestre ia para a Páscoa em Jerusalém, e sabia que fazia uma viagem sem retorno na sua vida. Ao longo da estrada Ele tomou à parte os Doze e levantou para eles o véu que ocultava o seu fim próximo. “Chegado é o momento em que as profecias sobre o Filho do homem devem verificar-se. Dentro em pouco Ele será dado em poder dos romanos: e eis que já vejo que o escarnecem, que lhe cospem no rosto, que o flagelam até o sangue; depois de o flagelarem, conduzem-no à morte. Contudo, não passarão três dias e Ele ressuscitará”.
Destas misteriosas e dolorosas previsões os Apóstolos não compreendiam nada; se alguma coisa compreendiam, não queriam acreditá-la, tanto ela lhes parecia horrível. Eram cegos na alma como o era no corpo o infeliz que eles haviam encontrado nas vizinhanças de Jericó, ao qual Jesus dera a vista com um milagre.
Também os Apóstolos se lhes abririam depois os olhos para entenderem o mistério da cruz. Também os nossos olhos foram abertos à luz da fé. Por isso, na terça-feira, que o mundo chama “gorda” por causa dos prazeres sensuais e das loucas alegrias a que muitos se abandonam, refletindo nas palavras do Senhor sobre a sua paixão, devemos sentir-nos comovidos. Deve jorrar-nos do coração a prece de Santo Agostinho: “Senhor, faze-me sentir toda a tua dor e todo o amor que experimentaste na tua paixão: toda a dor, para que eu aceite toda a minha dor neste mundo; e todo o amor para que eu recuse todo amor mundano”.

O que deve ser feito nos DIAS da FESTA de SATANÁS, isto é, do CARNAVAL?
1. Mortificar a língua, isto é, conversar moderadamente.
2. Jejuar. Evitar comer carne, frutas, doces e refrigerantes.
3. Não olhar programas televisivos.
4. Meditar a Sagrada Paixão de Nosso Senhor em São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João.
5. Participar da Santa Missa todos os dias e oferecer a Comunhão reparadora.
6. Visitar a Jesus Sacramentado aos menos 5 vezes ao dia.
7. Rezar o Santo Terço diante do crucifixo.
8. Confessar-se.
9. Não participar da maldita “Cristoteca” nem do “Carnaval de Jesus”. Quem promove essas COISAS, usa do MANTO e do NOME SANTÍSSIMO de JESUS para esconder as suas paixões vergonhosas.

Autor: Padre Divino Antônio Lopes

Fonte: http://www.recadosaarao.com.br

Obras de Ellen White: inpiradas por Deus ou em obras alheias?

Publicado: 14 de fevereiro de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias
A Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) faz proselitismo dizendo que os escritos da Sra. Ellen White (fundadora desta denominação protestante) foram escritos sob a inspiração do Espírito Santo. Estas obras no adventismo são o fundamento de sua doutrina e chave para sua interpretação e hermenêutica das Sagradas Escrituras. Entretanto, estudos recentes mostraram que as obras da Sra. Ellen White são fruto de plágio: não do Espírito Santo, mas de obras de outros autores.

Um pastor adventista descobre o segredo White

Há um ditado popular que diz: “mentira tem perna curta”. E isto se cumpriu fielmente quando em 1982, Walter T. Rea, ex-pastor adventista publica nos EUA a obra “The White Lie” (A Mentira White ou A Mentira Branca).

Sr. Rea se converteu ao Adventismo ainda muito jovem, como confessa em sua obra: “Desde a primeira vez que ouvi falar dela, no princípio de minha adolescência, converti-me em devoto de Ellen G. White e de seus escritos” (1, Introdução). Foi “pastor” na IASD onde inicialmente exerceu seu “ministério” no estado americano da Califórnia.

Já em Orlando na Flórida, trabalha na Kress Memorial Church (Igreja em Memória dos Kress). Foi nesta época que “por acaso” ele recebe um inusitado presente de um casal adventista amigo seu:

A família Kress me presenteou com um antigo livro de Ellen White, Sketches From The Life of Paul, publicado em 1883, mas que nunca foi reimpresso. Quando um dia mostrei este livro a um membro da igreja, disse-me que o problema do livro era que se parecia demasiado a outro que não tinha sido escrito por Ellen White, e que nunca tinha sido reimpresso por causa da estreita similitude entre os dois. Sendo de mente inquisitiva, fiz um estudo comparativo e descobri que algumas das críticas pareciam ser verdadeiras” (ibidem).

Em sua interessante obra o Sr. Rea conta como foi descobrindo que as obras da pseudo-profetisa do Adventismo, não passavam de plágios grosseiros e sem qualquer menção aos autores originais.

Um caso interessante envolve o maior best seller da Sra. Ellen White, o livro “O Grande Conflito”, veja aqui http://tempodofim.tripod.com/EGWGravura.htm.

 

Depois desta triste constatação, o “pastor” Walter T. Rea abandona a IASD.

O Veltman Report

Depois das denúncias do ex-pastor adventista Walter T. Rea, os dirigentes da IASD pressionados pela mídia e pelos fiéis resolveram empreender um dossiê sobre o caso. Para o trabalho contrataram o Dr. Fred Veltman PhD, membro da IASD, que em 1980 era diretor do departamento de religião do Pacific Union College.

O Veltman Report (como ficou conhecido o relatório final deste trabalho) custou à Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia cerca de meio milhão de dólares e 8 anos de trabalho da equipe do Dr. Veltman. O relatório final conclui que mais de 30% do “Desejado de Todas as Nações” foi copiado de outros autores (incluindo até romances de ficção). O mesmo se encontra disponível no site oficial da IASD (1).

 Foto do Veltman Report tirada por Ennis Meier na sede da IASD nos EUA. Depois de ler todo o relatório deixou de acreditar o profetismo de Ellen White.

Desde então tornou-se no Brasil uma das principais vozes contra as enganações da Administração da IASD.

Em Novembro de 1990, o parecer do Dr. Veltman é publicado na Revista Ministry (3) (Revista oficial para pastores da Conferência Geral em Silver Spring, MD. USA). Deste parecer destacamos as seguintes palavras:

 “A maior parte do conteúdo do comentário de Ellen White sobre a vida e o ministério de Cristo, O Desejado de Todas as Nações, é derivado, antes que original Em termos práticos, esta conclusão declara que não se pode reconhecer nos escritos de Ellen White sobre a vida de Cristo nenhuma categoria geral de conteúdo ou catálogo de idéias que sejam somente dela“. (Pág. 12).

 Sala onde o Veltman Report e guardado na sede da IASD nos EUA.

Eu tenho que admitir para começar, que no meu julgamento esse é o mais sério problema para enfrentar com referência à dependência literária de Ellen White. Isso atinge o coração da sua honestidade, sua integridade e portanto da sua honradez” (pg. 14).

Segundo o Dr. Veltman, a Sra. Ellen White empregou um mínimo de 23 fontes de vários tipos de literatura, inclusive ficção, em seus escritos sobre a vida e natureza de Cristo (4). E acrescenta:

Na verdade, não há meios de saber quantas fontes [exatamente] estão representadas na obra de Ellen White sobre a vida de Cristo“. (Op. Cit., pág. 13).

Antes que alguém pense que a IASD foi muito boazinha em permitir o estudo do caso, saibam que todos estes problemas já lhe eram conhecidos, porém escondidos de seus fiéis. Esta também foi mais uma triste constatação do Sr. Walter T. Rea durante suas pesquisas.

A Sra. Ellen White sempre alegou que suas obras eram frutos de revelações de Deus. Entretanto, seus livros, além do empréstimo indevido de outros autores, eram sempre revisados, corrigidos e interpolados por suas auxiliares, como as Sras. Marian Davis e Francis Bolton. Suspeita-se até que a obra “Caminho a Cristo” tenha sido escrita em sua totalidade por Francis Bolton. Será mesmo que uma Revelação Divina precisa de tanta revisão humana?

Conclusão

Nos EUA tem havido uma grande debandada de fiéis da IASD por conta destas constatações. Alguns outros continuam adventistas, só não mais ligados à IASD. Com efeito, nossa Fé é algo que nos é muito caro, por isso abandoná-la por qualquer motivo é um ato muito difícil. Quando se professa uma falsa religião, isso é ainda mais complicado já que nestes casos a vontade age de forma ilegítima sobre a inteligência, esta que viu a Verdade, mas que não consegue lhe dar assentimento por causa daquela.

Em outras oportunidades vimos denunciando dos embustes presentes na doutrina adventista contra o Catolicismo. A mentira da IASD para seus fiéis é um escânda-lo que revela a quem ela realmente serve: ao Pai da Mentira, Satanás.

Fica aqui a minha denúncia e o meu apelo aos cristãos adventistas, para que deixem esta seita perniciosa (fundada para justificar o falso profetismo do Sr. Guilherme Miller) e que ingressem enquanto há tempo na Única e Verdadeira Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo: a Igreja Católica.

Notas

(1) REA, Walter R. The White Lie. Disponível em http://www.ellenwhite.org/egw17.htm. Último acesso em 23/05/2007.

(2) VELTMAN, Fred. General Conference – Office of Archives & Statistic: Veltman Report. Disponível em http://www.adventistarchives.org/documents.asp?CatID=13&SortBy=1&ShowDateOrder=True. Ùltimo acesso em 23/05/2007.

(3) http://www.adventistas-bereanos.com.br/imagens/revistaministry1990.jpg.

 

(4) http://www.alvorada.us/0049.htm.

Leitura Complementar

VELTMAN, Fred. The Ellen White Research Project: The Desire Of Ages Projetc. Disponível em http://www.ellenwhite.org/egw40.htm. Ùltimo acesso 23/05/2006.

Truth or Fabel Web Site: Exposing Seventh-day Adventist Fable. Disponível em http://www.truthorfables.com/Desire_of_Ages_Veltman.htm. Ùltimo acesso 23/05/2006.

Veltman Report. Adventistas Bereanos Website. Disponível em http://www.adventistas-bereanos.com.br/2007abril/thewhitelie.htm. Último acesso em 23/05/2006.

//  Fonte: Veritatis Splendor

A cegueira na inteligência dos protestantes

Publicado: 21 de janeiro de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Me entristeço cada vez mais quando troco email com irmãos protestantes acerca das coisas da fé. Os argumentos deles continuam baseados em “achismos”, teses fantásticas, ginásticas mentais e outros tantos recursos que uma mente obscurecida da razão se utiliza para fundamentar o infundamentável e defender e o indefensável.

Vejamos alguns exemplos desta loucura:

– Embora os cristãos que ouviram a pregação do Evangelho da boca dos próprios Apóstolos, foram seus seguidores e discípulos, tenham deixado para nós o testemunhho da fé da Igreja Primitiva, eles preferem o testemunho dos Reformadores que nasceram 1500 anos depois e que nem conheceram os Apóstolos.

– Embora mostremos através de documentos históricos, escritos antigos, que a Igreja Católica sempre teve autoridade para definir questões de fé e moral para todos os cristãos (um exemplo são as definições dos Concílios Ecumênicos) , eles dizem que somente a Bíblia possui esta autoridade, como podem dizer isto, quando sabem que foi a Igreja Católica que definiu a Bíblia através da autoridade que eles dizem que a Igreja não tem?

– Todos já ouviram falar sobre os Concílios Ecumênicos (eram as reuniões dos Bispos do mundo inteiro para tratar de alguma divergência doutrinária surgida no ceio da Igreja) e sabem que a Igreja Antiga utilizava dos Concílios para resolver questões de fé e moral. No entanto alegam que a Igreja não tem qualquer autoridade para defnir questões de fé e moral, que isto é papel da Bíblia, sabendo que esta foi definida nos Concílios Ecumênicos pela Autoridade que dizem que a Igreja não tem.

– Alegam (de forma totalmente arbitrária) que a Igreja Católica definiu a Bíblia nos Concílios para fazer dela a única Regra de fé e não aceitam 7 livros do AT que constam na Bíblia que a Igreja definiu.

– Para os protestantes históricos, as confissões protestantes históricas possuem autoridade para definir seu corpo doutrinário, mas a Igreja Católica que sempre definiu questões de fé e moral para todos os cristãos, como foi muito bem registrado na história dos Concílios, não tem esta autoridade.

– Consideram a Igreja Católica traídora do Evangelho e quando vivem dentro do Protestantismo uma verdadeira Babel Bíblica.

– Alegam que a Igreja deve ser sempre legitimada pela Bíblia quando sabem que a legitimação da Bíblia dependeu da Igreja.

– Sabem que desde o Concílio Regional de Hipona (393 d.C) e do Concílio Ecumênico de Cartago (431 dC) a Igreja Católica reconhece os livros 7 livros deuterocanônicos do AT como canônicos, mas continuam afirmando que a Igreja incluiu estes livros na Bíblia durante o Concílio de Trento.

– Sabem que os 7 livros deuterocanônicos do AT constam na Bíblia de Guttember (primeiro livro impresso da história. 1460 dC) que é anterior à Reforma, e dizem que estes livros nunca estiveram na Bíblia e que foram incluídos pela Igreja durante o Concílio de Trento.

– Embora alguns tenham a oportunidade de conhecer os escritos dos primeiros cristãos e que 90 % destes escritos dêem testemunho de que a Tradição dos Apóstolos e o Magistério da Igreja sempre foram considerados também como Palavra de Deus, preferem ficar com os 10% que aparentam fundamentar a fé na Sola Scritpura.

– Embora demonstremos que qualquer ponto doutrinário da fé católica apresenta seu paralelo na fé da Igreja Primitiva (mostrando a fé Primitiva através dos escritos dos primeiros Cristãos), preferem ficar com o que entenderam da Bíblia e ainda alegam que este entendimento é a autência fé Primitiva.

Quem lê os itens acima vai pensar que é coisa de doido, mas eu acho isso náo é doidice não… é bem mais grave. Me lembra algo que aconteceu no tempo do Profeta Isaías:

“O boi conhece o seu possuidor, e o asno, o estábulo do seu dono; mas Israel não conhece nada, e meu povo não tem entendimento.” (Is 1,3)

Algo fechou o entendimento de nossos irmãos protestantes para a Verdade. Faz-se oportuno aqui transcrever um trecho de uma bela obra:

“A naja é uma serpente terrível. Ela cospe seu veneno a dois metros de distância. Apontando para os olhos da vítima, cega-a, temporária ou definitivamente, e assim essa se torna presa fácil.

Desde as nossas origens, a serpente tem o triste privilégio de representar o demônio, em razão da malícia e da mordida mortal que a caracteriza. Parece no entanto que, passados alguns séculos, a técnica demoníaca evoluiu. Não contente em nos morder o calcanhar, como a víbora, descobriu um veneno que nos cega. A víbora tornou-se naja. Vejamo-lo.

No início do Cristianismo, o demônio atacava a fé suscitando heresias. Mas a Igreja valeu-se dessas negações fazendo delas ocasiões para proclamar seus dogmas, ainda com mais clareza. “Oportet haeresses esse”, é preciso [conveniente] que haja heresias (1 Cor. 11, 19). Para fazer surgir almas e uma Igreja negadoras do objeto da fé, seria preciso cegar a inteligência humana, tornar-lhe impossível qualquer contato com o verdadeiro. Assim fazendo, a fé se diluiria no relativismo, as almas se perderiam sem o saber.

Como é fácil de constatar, o atentado obteve êxito.

Quem nunca fez a seguinte experiência: falar durante uma hora com uma pessoa com o propósito de levá-la de volta à Igreja; argumentar com toda a sabedoria; responder claramente a todas as suas objeções; e, no entanto, ouvi-la dizer ao desperdir-se: “Tudo o que você disse é interessante, mas é a sua verdade. O que importa é estar bem onde nos encontramos”? Ou: “Muito bem… tudo isso é verdade… no passado”.

Essas reflexões revelam um mal profundo e universal. De fato, dizer que a verdade é subjetiva é atentar contra a nossa própria inteligência, na sua estrutura íntima e nos seu exercício natural. É interditar qualquer conhecimento verdadeiro.

Nesta análise, seguiremos o Papa S. Pio X na sua Encíclica Pascendi (8 de dezembro de 1907). Sua Santidade enxergou numa falsa teoria do conhecimento – o agnosticismo – o ponto de partida do modernismo (§6). E assim resume suas causas: “Trata-se da aliança da falsa filosofia com a fé [cega], as quais, ao se misturarem, formam uma massa [densa, opaca, gigantesca e mostruosa] cheia de erros, danificando o sistema da fé” (§58).

Entre os remédios contra o modernismo, S. Pio X destaca, como “o melhor”, “o ensino da filosofia que nos legou o Doutor Angélico” (Santo Tomás). E advertiu os professores “de que desprezar Santo Tomás, sobretudo nas questões metafísicas, traz prejuízos graves” (§63). “.

(A VERDADE , Ir. Jean-Dominique, O.P., Edições Santo Tomás, 2003.)

Aí está, meus irmãos, o drama moderno que nós vivemos. Como falar a alguém que está lesado no seu “DNA da inteligência”?

Mais uma vez, tenho que dar razão ao meu amigo e professor Carlos: “Onde não há virtudes naturais a graça não pode operar”.

Fonte : Veritatis Splendor

Sincretismo em Salvador

Publicado: 9 de janeiro de 2011 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias
Um amigo da Web, Professor Dycastro de Cascavel – Ce, me enviou uma notícia sobre a realidade sincrética de Salvador na festa do Bonfim dia 07/01/2011. Eu respondi. Posto aqui sua fala e minha resposta.

Fala do professor Dycastro:

 

Ontem, (sete de Janeiro) casualmente assisti uma reportagem sobre a festa do Senhor do Bonfim em Salvador. O apresentador destacou como positivo o lado sincretista da festa observando que dela participavam tanto católicos como seguidores do candomblé, pois para estes o Senhor do Bonfim é Oxalá, o orixá-pai de todos os deuses. Porém, o que mais me entristeceu foi a declaração do padre: “Temos aqui um grande exemplo de convivência fraterna entre as religiões. Pois o Senhor do Bonfim de braços abertos acolhe a todos.” Estaria eu enganado? Seria o Senhor do Bonfim o mesmo Jesus, o Cristo que disse aos apóstolos e ao povo que o ouvia: “Pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Não, eu vos digo, mas a divisão. Pois de hoje em diante, numa casa com cinco pessoas estarão divididas três contra duas e duas contra três. (Lc 12, 51; MT 10,34-35) Teriam os primeiros cristãos se enganado ao preferir morrer a acolher os deuses pagãos do Império romano? A não atender a suplica de pais, parentes e amigos para oferecer incenso aos deuses pagãos e desta foram salvar suas vidas? Seria o Jesus do Evangelho o mesmo Jesus do padre, que está de braços abertos para acolher a todos, inclusive a Oxalá? Fiquei confuso e escandalizado. E também triste. Porque provalvemente neste caso, eu seria o rejeitado, como causador de divisões e discórdias, se dissesse em Salvador em plena festa do Senhor do Bom fim, que Oxalá e o Senhor do Bonfim não são e não podem ser o mesmo senhor. Oxalá é uma entidade que expressa uma força da natureza. Um deus pai entre outros deuses. Neste caso não culpo o baiano simples, sem formação católica eficiente, pois nunca a recebeu e é cercado de terreiros por todos os lados desde os tempos da escravidão. Lamento, e muito, a oportunidade desperdiçada dos padres de catequizarem este povo.
 
Não admiro se muitos dos que vão à Igreja do Bonfim cultuar o Senhor do Bom fim e Oxalá, depois se tornem protestantes, por terem descoberto que Oxalá é um ídolo e que a Igreja (no caso os padres de lá) nunca o alertou sobre esta verdade. Houve várias missas durante todo o dia de ontem na basílica do Senhor do Bon fim. Perdeu-se a providencial oportunidade de proclamar que Jesus é o único Senhor do Bon fim, por sua ressurreição gloriosa dentre os mortos. Mas nada tem a ver com Oxalá, um orixá que não existe. Uma entidade que pode acobertar um demônio, pois como disse o grande apóstolo Paulo, cultuar deuses falsos é cultuar os demônios.” Aquilo que os gentios imolam, eles oferecem aos demônios, e não a Deus. Ora, não quero que entreis em comunhão com os demônios.” (1Cor 10, 20). Sei quanto é difícil denunciar o sincretismo religioso no Brasil. Principalmente agora com toda esta promoção em defesa da africanidade, que se propõe até a ensinar as crenças das religiões africanas nas escolas.
 
Na verdade, o sincretismo é uma das armadilhas de Satanás infiltrado na Igreja, para causar a divisão e manchar o culto verdadeiro a Nosso Senhor Jesus Cristo. Porem, se é prudente evitar provocar discórdias entre crenças, não é proibido anunciar Jesus Cristo como o único Senhor e deixar bem claro que entre ele e Oxalá nada há de comum. Percebi que é isto que os padres de Salvador não fazem. Pelo contrário, o padre entrevistado elogiou essa mistura entre o Senhor do Bom fim e Oxalá. “Pois o Senhor do Bom fim de braços abertos recebe a todos?’ disse ele. A todos? Inclusive a Oxalá o outro senhor pai de outros deuses? Que são os deuses dos pagãos se não ídolos? Estariam errados os missionários que destruíam templos pagãos e erguiam altares a Nosso Senhor Jesus Cristo? Errou o grande São Bento de Nurcia ao destruir o templo do deus Apolo para erguer no lugar o seu Mosteiro com a finalidade de adorar e servir o verdadeiro Senhor e Deus? Estou angustiado e confuso perante esta situação. Antes os padres tinham a coragem de anunciar Cristo como único Salvador e Senhor. E se aproveitavam os costumes pagãos integrando-os na liturgia, esforçavam-se também, para eliminar toda referência ao deus cujo a forma de cultuar foi assimilada ao culto a Cristo e aos santos. Esta sim é a verdadeira inculturação. Foi assim que a Virgem Maria destruiu o culto a todas as deusas, assumido nomes e imagens diferentes em cada cultura. Mas sempre se reforçou que se venerava a mãe de Cristo e não mais Isthar, Juno, Afrodite ou Isis ao lado desta. A relação com Cristo era fundamental e reforçada. Hoje se prega a mistura, a convivência pacifica entre os ídolos e Cristo. A paz que o mundo dar é esta. Mas não é a paz que Cristo dá. Pois esta só se torna realidade quando se ama Cristo e serve-se apenas a ele como único e soberano Senhor. Enfim, suplico a Nosso Senhor Jesus, que apesar de tudo, dos maus padres, dos católicos de nome, conceder-me dizer, ao fim da minha vida, o que disse Santa Teresa d´Avila: “Enfim, morro como Filho da Igreja.” E salvai, Ó Cristo, Salvador e o Brasil do Sincretismo.
 

Minha resposta a Dycastro:
  

“O modo e o método de pregar a doutrina católica de forma alguma devem transformar-se em obstáculo para o diálogo com os irmãos de outras igrejas. É absolutamente necessário que toda a doutrina católica seja exposta com clareza aos católicos. Pois, nada é tão alheio ao ecumenismo como aquele falso respeito humano pelo qual a pureza da doutrina católica sofre detrimento e é obscurecido o seu sentido genuíno e certo. Ao mesmo tempo, a fé católica deve ser explicada mais profunda e corretamente, de tal modo e com tais termos que possa ser de fato bem compreendida também pelos irmãos separados” (UR, n.11).
 
A mim como pastor de uma comunidade paroquial é enviado o apelo do Senhor: “Fortalecei as mãos frouxas, e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus” (Isaías 35,3-4). No dia de minha posse, o Pe Toni Cezar leu minha nomeação que trazia, entre outras atribuições: “faça com que a Palavra de Deus seja integralmente anunciada aos que vivem na Paróquia; cuide que os fiéis sejam instruídos na verdade da fé”. E um dia antes de minha ordenação Sacerdotal, na capela da residência episcopal diante do Bispo, de minha mãe e de Jesus Eucaristia fiz a seguinte e solene profissão de Fé: “presto minha adesão com religioso acatamento de vontade e inteligência às doutrinas enunciadas, quer pelo Romano Pontífice, quer pelo Colégio dos Bispos, ao exercer o Magistério autêntico, ainda que não sejam proclamadas por ato definitivo”. Isto tudo não foi um teatro. O padre não pode brincar de ser padre. Eu sou um padre da Igreja Católica Apostólica Romana e estou aqui para confirmar a comunidade paroquial na fé cristã autêntica, assim como todos os demais irmãos no sacerdócio. A Igreja não é do padre, do Bispo ou do Papa. Ela é de Deus e a Ele devemos subserviência legítima. Naquele mesmo dia, na capela da residência episcopal, eu professava: “Firmemente também acolho e guardo todas e cada uma das afirmações que são propostas definitivamente pela mesma Igreja, a respeito da doutrina sobre a fé e os costumes”. Sim. E ainda professei: Com firme fé também creio tudo o que na palavra de Deus escrita ou transmitida se contém e que é proposto como divinamente revelado e de fé pela Igreja, quer em solene definição, quer pelo magistério ordinário e universal.
 
Todos os padres devem prestar estes juramentos antes de serem ordenados. O padre não pode reinventar a Igreja, a teologia ou a tradição. O padre não vai reinventar a roda. Deve ser somente um homem obediente. Outro dia ouvi de um Bispo: Não precisamos de padres que pensem, pois os que pensam destruiram a Igreja. Concordo em termos com ele. Eu ouvi exatamente isto ontem de um padre que dizia: A Igreja precisa mudar! E hj eu meditava: Como o Papa é sábio no que faz. Que o Senhor conserve-lhe longa vida. Mas, não se preocupe. Correm rumores que é do interesse do Santo Padre mudar esta situação de Salvador. Foi por isso que os dois auxiliares já foram despachados e o Arcebispo tão logo renuncie, será sucedido por um bispo um tanto mais ortodoxo. No entanto, será para o futuro, uma briga bonita de se ver… rsss… não perca as esperanças. O papa vigia por ti e por nós!
 

Por: Padre Luis Fernando

A Igreja de Cristo pode ser protestante? (Refutando o CA”C”P)

Publicado: 22 de dezembro de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Existem dois tipos de argumentações que normalmente são feitas e que mostram que o protestantismo não faz sentido. O primeiro tipo delas é mostrar que suas objeções não fazem sentido, o que na maioria das vezes é fácil, e, hoje, apesar dos empecilhos mais emocionais que racionais, estão vindo cada vez mais à tona. O que é ruim para a mentira pregada (mesmo que sinceramente) dos deformadores. Deformada, sempre deformando. No segundo tipo se encontram as incoerências do próprio protestantismo em relação à mensagem Cristã, o que mostra que é tudo, menos algo fundado por Jesus.

Dentre esses do segundo tipo, a questão da unidade da Igreja (característica intrínseca de sua natureza) têm despertado as pessoas, um dos principais fatores, hoje, é a clara necessidade de união, sendo que o protestantismo só causa o contrário. Mas mesmo que não houvesse a necessidade, é fato que Jesus declarou que a Igreja deve ser uma. As Escrituras também mostram que as divisões não estão de acordo com o propósito de Deus para a sua Igreja. Cientes disso, algumas pessoas têm tentado contornar o óbvio com desculpas toscas. Ao ler alguns artigos do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas, ou, como um amigo gosta de chamar: Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas, CA”C”P), encontrei mais um exemplo desse desespero em um texto escrito pelo Sr. João Flavio Martinez. Por isso decidi escrever sobre o assunto, não tratando diretamente palavra por palavra do que o artigo diz, mas mostrando os equívocos além de explicar elementos que foram deixados de lado pelo autor do artigo. Mas antes gostaria de citar algumas perguntas que o Sr. Flávio colocou em sua introdução:

A suposta unidade do catolicismo é sinal de ortodoxia? Existe base lógica para condenar a diversidade nas igrejas evangélicas como sinal de heresia? Até que ponto essa unidade alegada pelo catolicismo é verdadeira? É realmente tão grave esta diversidade no protestantismo a ponto de não nos enquadrarmos na perícope de João 17.22? E a igreja cristã, sempre teve essa unidade que reivindica o catolicismo?

Ele tenta responder as perguntas de moto que fique evidenciado que a Igreja Católica não é Una. Acaba por distorcer as verdades nas Sagradas Escrituras (e da Sagrada Tradição) para convenientemente apoiar sua visão preestabelecida de que as divisões não significam que as diversas igrejas protestantes não estão contrário ao ensinamento apostólico. Pior, tenta argumentar que a Igreja desde sempre possuía divisões. Houve vários equívocos, dentre eles que não existia hierarquia na Igreja primitiva, mas dentre esses equívocos o pior é utilizar de sofismas para defender que a Igreja pode ter diversos ensinos doutrinários e ainda ser uma. Por isso antes de tudo, vamos ver o que as Escrituras ensinam sobre a unidade da Igreja, e a Igreja como um corpo. Não desejo distorcer as escrituras para que seja conveniente a minha visão. Ou seja, mesmo que a passagem se torne algo difícil de explicar diante das supostas divisões da Igreja Católica. Estaria disposto a admitir que assim como os protestantes não são um, a Igreja Católica não é una, se fosse verdade. É claro que aí seria admitir que Jesus errou, pois instituiu uma Igreja Una, onde as portas do inferno não prevaleceriam, mas que o inferno teria triunfado (o que não concordo).

A Igreja é comparada a um corpo, onde cada parte do corpo possui sua função. A mão é diferente dos pés, os pés são diferentes dos olhos e os olhos são diferentes do nariz. Ambos devem estar em perfeita união e concordância. Mas uma pessoa não possui apenas mãos e pernas, mas [uma] mente, um só pensamento. Então, apesar de cada parte do corpo possuir uma [função] diferente, todas essas partes fazem parte do [único] corpo que possui um [pensamento]. Não vários pensamentos divergentes e contraditórios (estamos falando do corpo em que Cristo é a cabeça), mas um só pensamento. Se Jesus Cristo é a Cabeça e Ele é Deus, então não pode haver pensamentos divergentes e contraditórios, pelo contrário, deve haver uma união assim como Jesus é um com o Pai. Uma Igreja que possui divergências doutrinárias não é [uma] Igreja, muito menos é uma [Igreja] de Deus. Pode ser igreja de homens ou do demônio, mas não de Deus.

Jesus disse que devemos ser um assim como ele é um com o Pai (João 17,22). “Como nós somos um”. Jesus demonstra nas Escrituras que é um com o Pai não só em amor, ou em pequenos detalhes, mas em propósito, vontade e, principalmente, ensino. Jesus não ensinava aquilo que seu Pai não havia ensinado, e também não ensinava aquilo contrário ao que seu Pai lhe dizia. Dessa forma, se a Igreja deve ser unida assim como Jesus é com o Pai, ela deve ser unida não somente em questões principais, esquecendo pequenos detalhes, mas até mesmo em questões doutrinárias mínimas (se é que qualquer questão de doutrina é mínima, sendo que a Verdade, que é Jesus, é o que importa, seja ela mínima ou não). Diante disso, vemos descrito por Lucas que “a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma” Atos 4, 32. Antes de prosseguir, vejamos o que é colocado no texto sobre a Igreja como um corpo:

É uma unidade no Espírito, pois é a vontade de Deus para seu povo (Efésios 4.3 – João 17. 11,20,21).  Assim, a verdadeira igreja de Cristo é invisível e espiritual composta de todas as demais igrejas visíveis pelo vínculo da paz (Hebreus 12.23).  Contudo essa unidade não implica em uniformidade total. É um fato independente da diversidade exterior. A igreja é comparada a um corpo diversificado (I Coríntios 12.13-26) com diversos ministérios e dons; é a diversidade na unidade.  Um bom testemunho disso tem sido a “Marcha para Jesus”, um evento que é realizado no mundo todo e tem tido um crescimento vertiginoso a cada ano. Essa manifestação que inclui centenas de denominações evangélicas é um fato incontestável do que estamos falando.

Ainda comete a tolice de falar em relação a unidade que “com exceção das falsas igrejas (seitas), as igrejas evangélicas possuem de fato”. O que qualquer pessoa sabe que visita tais igrejas sabe que não é verdade. Nem mesmo a “marcha pra Jesus” (?), exemplo dado no texto, é sinal de unidade, pelo contrario, de conveniência, e, como está cada vez mais claro, politicagem. Tanto que nas próprias machas “para” existem evangélicos criticando essas posturas (o que é um sinal de bom senso). Alias, o próprio autor admite isso, falando que a unidade seria nos pontos principais que definem o que é ou não cristão, admitindo assim que, mesmo em questões aparentemente insignificantes (o que não concordo), não há essa unidade. Ou seja: um tipo de união totalmente subjetiva onde se tolera as diferenças mínimas de doutrina e pensamentos, todos considerados seguidores da Verdade, sendo que essa verdade é diferente em detalhes. O que conseqüentemente somos levados a concluir que não seguem A Verdade, pois várias verdades mesmo que diferentes em detalhes, não são uma única verdade, apesar de compartilharem de parte dEla. São diversas mentiras que compartilham características da Verdade, mas não a Verdade. Primeiro confunde a diversidade de [dons] e de [funções] com diversidade [pensamento] (doutrinas). Não dando atenção à exortação do Apóstolo Paulo: “guardai a concórdia com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; sede estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar.” 1 Coríntios 1,10. O apóstolo (não esses supostos apóstolos descarados de hoje) fala, assim como já foi explicado através da conseqüência lógica das palavras de Jesus, que devemos estar unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar. Para não dar vazão a mais malabarismos, é bom destacar que esse “estreitamente” ligado não significa que apesar de deverem estar ligados em questões principais, podem discordar em questões não muito importantes, a não ser que alguém queira crer também que esse era o tipo de crença entre Jesus e o Pai a respeito de seus ensinos, a respeito da Verdade (que é o próprio Jesus).

Discordando do ensino apostólico, é dito que podemos discordar em questões negociáveis. Questões que definem quem ou o quê é cristão. Bom, gostaria que fosse sincero consigo mesmo: Se o batismo é apenas simbolismo ou um sacramento é importante ou não? É claro que é importante, mas a hipocrisia faz isso ser considerado negociável. Devemos negociar a Verdade? Jesus está presente no pão e vinho? Alguns protestantes ensinam que sim, outros que não, muitos (como eu antigamente) nem imaginava que a idéia de estar presente de fato no pão e vinho de forma que também é um sacramento. Isso é negociável? Não, não é negociável: a Verdade não é negociável. Mas as igrejas protestantes ensinam de forma diferente negociando a verdade. Parece até mesmo um novo tipo de mercadores da fé, onde não se visa o lucro, mas a conveniência. A Verdade é transformada em questões negociáveis ou não, onde em nome de uma suposta unidade de paz apenas essas diferenças são toleradas. Segundo o autor do texto, itens negociáveis não determinam se a pessoa é ou não cristã. Fico a me perguntar a partir de que padrão podemos determinar se uma pessoa é ou não cristã, e a partir de que padrão objetivo podemos saber quais são ou não os itens negociáveis de uma “verdade que diverge entre si” sendo que os apóstolos ensinaram constantemente o contrário, pois eles ensinaram sobre [uma] Igreja, e por ser [uma] é universal (Católica). Não toquei na questão a universalidade e unidade de crenças por acaso, e sim porque mais um equivoco (cada vez mais surgem equívocos sem tamanho) em relação a Igreja Católica. Ele dá a entender que há diversidade doutrinaria no catolicismo, sendo que não pode haver por definição, pois as crenças da Igreja Católica devem ser universais, por isso quem não possui uma crença contrária, pode ser qualquer coisa menos católico. Mas então, como pode possuir crenças universais se foram apresentadas tantas diferenças? A resposta é que as diferenças  não são em doutrinas estabelecidas, mas em costume e em doutrinas ainda não estabelecidas. Para um melhor entendimento, decidi tratar em outro item.

– Diversidade na Igreja Católica?

Antes de explicar quais tipos de diferenças existem, penso que seja interessante fazer um resumo de como elas surgiram na história da Igreja. Essa questão então vai aos tempos apostólicos, quando as primeiras igrejas eram fundadas. Depois que os apóstolos fundaram várias comunidades cristãs, certos lideres eram instruídos, inclusive na forma de instruir os novos lideres. Eles possuíam uma mesma fé, passada de forma unanime pelos apóstolos, por isso a Igreja era uma, onde “a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma”. É claro que algumas questões não estavam completamente desenvolvida, questões como a explicação e conciliação dos ensinos apostólicos. Com o passar do tempo essas comunidades cristãs passaram a expressar a fé de forma diferente, devido a sua cultura e língua. Mas eles não tinham diferenças nas doutrinas, pois acreditavam na Igreja Una, assim como dizem os credos, mas nas [expressões] dessa fé e sua forma de conciliar e explicar o que foi ensinado pelos apóstolos. Como algumas questões foram deixadas em aberto pelos apóstolos, surgiram aparentes divergências doutrinarias, e as vezes divergências de fato, entretanto todos sabiam a necessidade de ter um só pensamento, por isso eram feitos os concílios. Ambos observavam determinada doutrina, e se ela tivesse sido repassada pelos apóstolos aos seus sucessores (e assim por diante), então essa doutrina era aceita por ser Universal (católica). Essa era a forma de decidir os primeiros concílios e sínodos. Concílio, uma palavra que os protestantes poderiam aprender a usar. A forma de expressar era particular em cada igreja, mas a fé era universal (Católica). Os apóstolos também faziam isso, como é demonstrado em Atos 15. Os judeus tinham o costume da circuncisão, como determinava a lei, mas os gentios não precisavam seguir isso por conta da Nova Aliança, mesmo assim o costume dos judeus foi preservado, mesmo sabendo eles que não era algo necessário à Nova Aliança. Dessa forma é totalmente explicável que a questão doutrinaria possa divergir em sua expressão, ou até que ela seja conciliada posteriormente quando a questão se torna resolvida (como foi os exemplos, que não será necessário citar). Foi assim com a Divindade de Jesus, a Trindade, a Infalibilidade Papal e o Canon (não falo do Canon protestante retalhado).

Fica evidente que não é o tipo de diferença que existe nas igrejas evangélicas. É claro que nas Igrejas evangélicas existem aparentes diferenças, mas em outras há diferenças doutrinárias de fato que estão contrárias ao ensino apostólico, principalmente o da unidade que não se pode mais assumir.

No mais, Sr. João Flavio Martinez, gostaria que mostrasse de forma mais detalhada os “77 pais que comentaram este verso apenas 17 opinaram que se refere a Pedro”, e o fato deles terem comentado como não se referindo a Pedro significasse que eles não acreditavam nisso. Várias pregações, por exemplo, são feitas sobre determinados trechos bíblicos, o que não significa que o pregador não acredita na questão fundamental ensinada. Seria interessante também notar a diferença da Igreja Católica do México que não faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana, e é sim mais uma seita como as igrejas protestantes que surgem a cada descobrimento da América.

Em resumo, a Igreja de Cristo deve ser uma, mas pode divergir em [expressões] da única fé que seguem (Romanos 14, por exemplo), mas não nas questões de fé (depois de terem sido resolvidas).

O protestantismo falha em ser um assim como o Pai é um com Jesus, e assim como os primeiros cristãos eram um: em vontade, crenças e amor (deixando de lado, assim, certos costumes). No entanto, se o Espírito de Deus tivesse dado inicio a “deforma protestante”, ambos reformadores saberiam das doutrinas que estavam erradas e não divergiriam tanto formando essa Babel Doutrinária onde a única coisa que concordam é que devem criticar a Igreja Católica a qualquer custo.

A Igreja de Cristo só pode logicamente subsistir na Igreja Católica, pois é este corpo em unidade que possui as características da Igreja que Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam. Afinal, há um só Deus, um só Espírito Santo, um Senhor, uma só Igreja, e uma só fé.

Autor: Jonadabe Rios

Seitas de A a Z

Publicado: 12 de novembro de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

A seguinte lista é uma síntese das principais seitas que funcionam na América Latina. É importante que os pais com os filhos adolescentes conheçam a origem e as características de alguns grupos totalitários. Não são os únicos. Lembremos que na região funcionam grupos sectários sumamente destrutivos e outros simplesmente que margeiam o mundo do sectário, o que chamamos grupos de risco.


Ananda Marga

Ananda Marga (Caminho da Felicidade Perfeita) é um grupo de origem hindu fundado em 1955 por Prabhat Ranjan Sarkar, conhecido por seus seguidores como Baba (deus). A doutrina está baseada no tantrismo e o yoga. Seu doutrinamento se realiza em sessões de meditação e lições de filosofia hindu.

O grupo se apresenta no Ocidente como espiritual e pacifico, mas sua história na Índia é controversa. Na década de sessenta organiza motins e atentados políticos e em 1970 o governo decide proibi-los e deter a Baba, responsabilizado por vários assassinatos. Em junho de 1975, Indira Gandhi decreta a total expulsão da organização.

Ananda Marga e mas de mil e quinhentos membros são encarcerados. Um ano depois um grupo de seguidores como protesto porque seu líder está preso se suicidam ao bonzo em praças públicas.

Bhagwan Rajneesh (Osho)

Rajneesh Chandra Mohan nasceu na Índia em 1931. Fundou seu primeiro ashram em 1969 teve seu momento de auge até o fim da década de setenta e princípios dos oitenta quando instalou a sede principal nos Estados Unidos. Sua doutrina se baseia no yoga tântrico e foi conhecido como o ‘guru do sexo’.

Os adeptos são captados através de cursos terapêuticos ou de meditação e hoje tiveram um ressurgimento através de terapias vinculadas à Nova Era. Nas terapias de grupo são utilizadas técnicas de hipervintilação, música e gritos que levam à ruptura emocional do adepto.

Em 1983, o governo dos Estados Unidos começou a investigar as denúncias de padres e ex-adeptos, detendo-o e expulsando do país. Os fiscais norte-americanos encontraram no ashram, que tinha estabelecido no estado de Oregon, que o guru, apóstolo da paz e do amor, possuía seu próprio exército particular.
Rajneesh faleceu na Índia em 1990.


Igreja da Cienciologia

A Igreja da Cienciologia, também conhecida como Dianética, está considerada pelos investigadores como um dos grupos mais destrutivos do mundo sectário. Seu fundador foi o norte-americano Ronald Hubbard um ex-oficial da marinha e escritor de ficção científica.

Dianética se apresenta como “uma ciência exata do pensamento que funciona sempre, invariavelmente, e não às vezes como as curas pela fé ou as terapias tradicionais. Dianética é a única Rota de Saúde para a humanidade”.

Os adeptos são captados quando lhes é oferecido cursos e testes gratuitos. Nas sessões, chamadas ‘audições’ são ajudados a superar suas falhas espirituais que os levaram ao sofrimento. A maioria dos adeptos termina dependendo psicologicamente do grupo e entregando seu dinheiro.

Este grupo foi denunciado por vários governos europeus e nos Estados Unidos o FBI desmascarou suas atividades.


Escolas do quarto caminho

As escolas do Quarto Caminho, ou agrupamentos de denominação similar, se baseiam nos ensinamentos de um mestre esotérico de origem russa chamado George Gurdjieff e seu discípulo Ouspensky.

Gurdjieff expressa a idéia de que os seres humanos, com raras exceções, vivem em um estado análogo ao do sonho.

Para superar este estado sonolento deve-se despertar acordando-se de si mesmo. Para isso utiliza diversos exercícios (superesforço, training psicológico, movimentos rítmicos, danças rituais, tarefas que o mestre ordena).

Por sua parte Ouspensky expressava que a única saída que o homem tinha era através das Escolas e os ensinamentos do mestre e nessa evolução o discípulo podia se elevar e tomar consciência até chagar a N7 , a escala mais alta para um homem.


Grupos espiritas

A origem deste movimento remonta-se ao lar das irmãs Fox, que em 1848 expressaram que se comunicavam com os espíritos dos mortos. Mas a grande figura que dará transcendência a esta corrente foi Allan Kardec, que publicou importantes livros como O livro dos Espíritos e o Evangelho segundo o Espiritismo.

A doutrina expressa que a pessoa consta de três elementos: o corpo material, a alma ou se imaterial e um cordão que une aos dois e que pode ser visto nas sessões espiritas através dos médiuns.


Grupos gnósticos

Os gnósticos perseguem a libertação da consciência, como o instrumento que nos permite investigar a realidade dos mundos superiores.

Este movimento nasceu no século II de nossa era e produziu o primeiro confronto importante dentro da doutrina cristã. Os gnósticos afirmam que Jesus Cristo ensinou duas doutrinas: uma para o mundo comum e outra para os discípulos. Foram expulsos da Igreja, logo após um encarniçado debate.

O gnosticismo contemporâneo nasce na Colômbia quando Samuel Aun Weor, funda o Movimento Cristão Gnóstico Universal em 1950. Este líder expressava em um de seus livros que: “A Igreja gnóstica é a Igreja invisível de Jesus Cristo. Para ver esta Igreja há que se viajar em corpo astral e somente nosso movimento pode ensinar esse segredo”.

O estudo dentro do gnosticismo dura aproximadamente quatro anos e neles é ensinado filosofia, arte, religião e ciência, tudo deste uma óptica esotérica.
Hare Krishna

O hindu Abhay Charan De, mais conhecido como Bhaktivedanta Swami Prabhupada fundou a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna em 1965. A Doutrina está baseada na filosofia advaita e os preceitos do guru. Sua norma central baseia-se em cantar um mantra: hare krishna, hare krishna, krishna, krishna, hare, hare, hare rama, hare rama, rama, rama, hare, hare, um mínimo de 1728 vezes por dia, e praticar os quatro princípios regulativos (não comer carne, peixe ou ovos; não praticar sexo ilícito; não tomar intoxicantes; e não praticar jogos de azar nem especulação mental, isso é, não raciocinar).

Os adeptos vivem em estruturas fechadas e devem obedecer cegamente ao guru. Após a morte de Prabhupada em 1978 a seita começou a declinar e se caracterizou por rupturas e escândalos produzidos por seus novos líderes. Tanto nos Estados Unidos como na Europa foram denunciados por suas técnicas de reforma de pensamentos e por tráfico de jóias e drogas.


Maçonaria

Sugere que Deus, o Grande Arquiteto, fundou a Franco-maçonaria, e que esta teve por patrões a Adão, os Patriarcas, os reis e filósofos de outrora. Inclusive Jesus Cristo é incluído na lista como Grande Mestre da Igreja Cristã.

Os maçons estão obrigados unicamente à observância da “lei moral” resumida praticamente nos princípios de “honra e honestidade” nos que ” todos os homens estão de acordo”. Esta “religião universal da Humanidade” que gradualmente elimina as acidentais divisões da humanidade devida a opiniões particulares “ou religiosas” , e aos “preconceitos” nacionais e sociais, deve ser o vínculo de união entre os homens na sociedade Maçônica, concebida como o modelo de associação humana em geral.


Meditação transcendental

O guru Maharishi fundou o grupo em 1958 e segundo seus próprios escritos não é uma religião mas que é uma técnica que serve para melhorar o estilo de vida através de recitar um mantra durante 20 minutos na manhã e posteriormente na tarde.

O momento de maior auge da MT deu-se em meados dos anos sessenta quando o popular grupo britânico “The Beatles” foram fotografados com o guru. Em pouco tempo, eles foram desiludidos de suas charlatanices e mentiras.


Missão da luz divina

O guru Maharaj Ji começou sua fama desde muito pequeno. Aos 13 anos e com apoio de sua família viajou ao Ocidente. Sua doutrina ensina a reencarnação e a prática de três exercícios para aproximar-se ao conhecimento do divino: a visão da luz divina, a escuta da música celestial, e a degustação do néctar divino.

O grupo que teve seu auge nos anos setenta começa a declinar em meados dos oitenta quando seu líder se casa com uma loura aeromoça e frente a oposição de sua mãe, este a expulsa do grupo. É famoso por viver na opulência e a grande quantidade e Rolls Royce que possui.


Igreja Universal do Reino de Deus

A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por Edir Macedo no Brasil em 1977.

Antes de autoproclamar-se “bispo” Macedo trabalhou como caixeiro da loteria do estado do Rio de Janeiro. A igreja universal é similar a outros evangélicos pentecostais. Por exemplo acreditam na deidade de Jesus Cristo, a Trindade, a ressurreição corporal de Jesus Cristo e a salvação pela graça através da fé.

A doutrina central do “bispo” Macedo é a luta contra os demônios e a teologia da prosperidade. A Igreja Universal pratica a libertação de demônios nos fiéis. Em todos os seus templos se ora pela libertação de espíritos.


Mormons

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, mais conhecidos como mormons, foi criada em 1823 por Joseph Smith nos Estados Unidos. Segundo Smith, um dia lhe apareceu um anjo chamado Moroni que lhe revelou a verdadeira história de Deus. O livro do Mormon resume sua principal doutrina, a qual é bastante confusa.
Desde um princípio os mormons tiveram problemas com a sociedade por aceita a poligamia e considerar a raça negra como inferior.

Para evitar as perseguições trasladaram-se a um deserto na zona oeste dos Estados Unidos, o que hoje se conhece como o estado de Utah.

Durante os anos setenta foram acusados de trabalhar para a CIA em todo o mundo e de ter participado na derrocada de Salvador Allende no Chile e do general Torrijas no Panamá.


Meninos de Deus

Os Meninos de Deus nascem em 1969 nos Estado Unidos. Seu fundador foi um pastor evangélico chamado David Berg. A doutrina do grupo baseia-se na Bíblia e a particular interpretação de seu líder, também conhecido como Moisés David ou Padre Mo. Odeiam o sistema, são apocalípticos e dão grande importância ao sexo, como presente de Deus.

Em 1972 começaram a ter problemas com a justiça norte-americana e posteriormente tiveram que passar à clandestinidade na maioria dos países ocidentais pelas denúncias de corrupção de menores e de prostituição.


Nova Era

As idéias e os objetivos da Nova Era recolhem elementos das religiões orientais, o espiritismo, as terapias alternativas, a psicologia trans-pessoal, a ecologia profunda, a astrologia, o gnosticismo e outras correntes. Os mistura e os comercializa de mil formas, proclamando o início de uma nova época para a humanidade.

Mas, no fundo, não parece ser mais que outra tentativa inútil do homem de se salvar fazendo promessas que não pode cumprir e atribuindo-se poderes que não possui.


Sai Baba

Sai Baba nasceu em Puttaparthi, um pequeno povoado da Índia, em 1920.
A história oficial relata que aos 13 anos anunciou que “não era humano, era a reencarnação de um santo maometano, chamado Sai Baba de Shirdi”.

O crescimento deste grupo deve-se em parte à linguagem light, não agressiva como outros grupos hindus. Sai Baba diz: “Todas as religiões são minhas. Vocês não têm necessidade de mudar de uma religião à outra, sigam adiante com seus próprios modos e suas práticas de adoração e quando assim o fizerem se aproximarão mais e mais a mim. A religião de Sai Baba é a essência de toda fé e toda religião, incluindo aquelas como o islamismo , o cristianismo e o judaísmo”.


Seitas satânicas

São poucos autores que dão uma definição de seita satânica, principalmente porque tais grupos apresentam uma diversidade de estilos.
Quiçá a definição mais exata seja que a seita satânica é um grupo minoritário de pessoas reunidas premeditadamente com o objetivos de adorar o demônio, como um ser com poderes sobrenaturais capazes de intervir no mundo.

Seus integrantes costumam ser principalmente pessoas com transtornos psicológicos e uma profunda rejeição à todas as instituições sociais estabelecidas: família, igreja, estado, etc.


Seitas ufonistas

Nos últimos anos um fato novo ronda o mundo sectário. A aparição de dezenas de grupos, alguns muito pequenos e outros claramente organizados, que a partir do fenômeno ufológico se estruturaram como seitas. Estes grupos em maior ou menor medida, afirmam que Jesus é um extraterrestre que vive confortavelmente em uma nave espacial, orbitando pela terra.

Entre outros grupos de maior atividade encontramos a Fundação Cosmobiofísica de Investigadores (FICI) de Pedro Romaniuk; o grupo alfa de Francisco Checchi, a Fundação para o Encontro Cósmico (FUPEC) que é presidida por Dante Franch; o comando Ashtar, fraternidade Cósmica que seguem ao italiano Eugênio Siragusa e Missão Rama do peruano Sixto Paz Wells.

Siloismo

Seu fundador é o argentino Mário Rodrigues Cobo, mais conhecido como Silo. O grupo começa a funcionar nos anos sessenta e através de sua história foi mudando de nome: Poder Jovem, A Comunidade, Partido Humanista, Partido Verde e desde 1988 como O Movimento.

A base teórica do siloismo consiste em praticar várias técnicas de autolibertação que levam a ‘reconciliar o passado, presente e futuro’ de cada pessoa. O adepto deverá realizar ‘experiências guiadas’ com um instrutor que consiste em exercícios de meditação que lhe permite reconciliar-se com o passado. Outra das experiências de meditação é encontrar-se com o ‘guia interno’ que deve ser construído e encontrado pelo próprio adepto.

O ‘guia’ deve ter três requisitos: “sabedoria, bondade e força”; não é um ser ‘físico’ e sua presença ‘só é sentida’ e para ser invocado deve ser chamado com uma ‘grande força emotiva’.

O siloismo expandiu-se por vários países latino americanos e europeus.


Testemunhas de Jeová

Charles Russell funda o grupo em 1872, ao romper com a Igreja Adventista. No princípio chamavam-se A Torre de Vigia e posteriormente Aurora do Milênio, adotando em 1931 o nome de Testemunhas de Jeová.

A doutrina dos Testemunhas é apocalíptica; anunciaram o fim d mundo em 1914, 1925, 1976 e 1984. Não acreditam na divindade de Jesus e rejeitam a imortalidade da alma. Desde seu nascimento tiveram problemas em diversos países por negarem-se a aceitar deveres cívicos e sociais, assim como em não aceitarem as transfusões de sangue.

Mantêm-se isolados da sociedade e para isso possuem uma extensa lista de proibições para os adeptos.

 

Fonte: ACIDIGITAL

São Paulo contra o Adventismo do Sétimo Dia

Publicado: 9 de novembro de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Assim a lei se nos tornou pedagogo encarregado de levar-nos a Cristo, para sermos justificados pela fé. Mas, depois que veio a fé, já não dependemos de pedagogo, porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo”. (Gl 2,24-26).

Introdução

Um ramo bem particular do Protestantismo é o Adventismo do Sétimo Dia, principalmente pelo seu sincretismo entre os princípios da Reforma e a Lei judaica. Como toda denominação protestante dizem que sua doutrina se baseia única e exclusivamente na Bíblia, mas, no entanto é a própria Bíblia que os desmentem. Como seria demasiado longo escrever sobre todos os pontos em que a doutrina adventista se choca com a Sagrada Escritura e sobre os ensinamentos dela que são totalmente desprezados, neste trabalho trataremos somente da doutrina paulina. Com efeito, ninguém foi mais duro com os judaizantes do que S. Paulo.

A autoridade do AT e do NT

Para os adventistas o AT e o NT possuem a mesma autoridade. Defendem esta tese com as seguintes palavras de S. Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça” (2 Tm 3,16).

Dizem eles “Toda é Toda”, concluindo que não se pode ter preferência pelo NT em detrimento ao AT.

Com efeito, de forma alguma negamos a inspiração divina do AT, nem tampouco dizemos que dele não se deve tirar proveito. Entretanto é o próprio Apóstolo que diz que a Lei não vale mais com o advento de Cristo:

Irmãos, vou apresentar-vos uma comparação de ordem humana. Se um testamento for feito em boa e devida forma, por quem quer que seja, ninguém o pode anular ou acrescentar-lhe alguma coisa. Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: aos seus descendentes, como se fossem muitos, mas fala de um só: e a tua descendência, isto é, a Cristo. Afirmo, portanto: a lei, que veio quatrocentos e trinta anos mais tarde, não pode anular o testamento feito por Deus em boa e devida forma e não pode tornar sem efeito a promessa. Porque, se a herança se obtivesse pela lei, já não proviria da promessa. Ora, pela promessa é que Deus deu o seu favor a Abraão. Então que é a lei? É um complemento ajuntado em vista das transgressões, até que viesse a descendência a quem fora feita a promessa; foi promulgada por anjos, passando por um intermediário. Mas não há intermediário, tratando-se de uma só pessoa, e Deus é um só. Portanto, é a lei contrária às promessas de Deus? De nenhum modo. Se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, em verdade a justiça viria pela lei; mas a Escritura encerrou tudo sob o império do pecado, para que a promessa mediante a fé em Jesus Cristo fosse dada aos que crêem. Antes que viesse a fé, estávamos encerrados sob a vigilância de uma lei, esperando a revelação da fé. Assim a lei se nos tornou pedagogo encarregado de levar-nos a Cristo, para sermos justificados pela fé. Mas, depois que veio a fé, já não dependemos de pedagogo, porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo”. (Gl 2,15-26) (grifos meus).

Aqui S. Paulo expõe muito bem a distinção de autoridade entre o AT e o NT. O Primeiro é o ministério da Lei através de Moisés, o segundo é ministério da Graça através de Cristo. O primeiro teve sua utilidade, mas pela Fé em Cristo não dependemos mais dele. Para S. Paulo o AT não é igual ao NT, nem tem a mesma autoridade. Interessante, pois aqui S. Paulo mostra que o NT é mais antigo que o AT.

Ainda: “Sepultados com ele [Cristo] no batismo, com ele também ressuscitastes por vossa fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos. Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados, cancelando o documento escrito contra nós, cujas prescrições nos condenavam. Aboliu-o definitivamente, ao encravá-lo na cruz” (Cl 2,12-14) (grifos meus).

S. Paulo mais uma esclarece que o AT foi abolido por Cristo na Cruz. Para os sabatistas o Apóstolo está se referindo apenas às observâncias cerimoniais. Ora, desde quando estas observâncias acusavam os judeus? O que os acusavam eram as prescrições morais da Lei (cf. Tg 2,10-11). Mas os sabatistas que dizem ter a Bíblia como única regra de Fé e prática dizem que tais prescrições ainda valem para nós cristãos.

A doutrina Paulina entre os Testamentos também é expressa de forma clara em Hebreus 9.

Sobre os Dez Mandamentos

Para os sabatistas dos Dez Mandamentos conforme constam na letra do AT são irrevogáveis. Daí concluem que os cristãos ainda estão obrigados à observância do Sábado dos judeus.

Vejamos o que S. Paulo diz sobre os Dez Mandamentos:

Ora, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de tal glória que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés, por causa do resplendor de sua face (embora transitório), quanto mais glorioso não será o ministério do Espírito! Se o ministério da condenação já foi glorioso, muito mais o há de sobrepujar em glória o ministério da justificação! Aliás, sob esse aspecto e em comparação desta glória eminentemente superior, empalidece a glória do primeiro ministério. Se o transitório era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece!” (2Cor 3,7-11) (grifos meus).

A Escritura não deixa dúvidas de que o Apóstolo estava se referindo aos Dez Mandamentos. S. Paulo se refere a um evento registrado no Êxodo:

Moisés ficou junto do Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. E o Senhor escreveu nas tábuas o texto da aliança, as dez palavras. Moisés desceu do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas da lei. Descendo do monte, Moisés não sabia que a pele de seu rosto se tornara brilhante, durante a sua conversa com o Senhor. E, tendo-o visto Aarão e todos os israelitas, notaram que a pele de seu rosto se tornara brilhante e não ousaram aproximar-se dele” (Ex 34,28-30) (grifos meus).

Para S. Paulo o Decálogo era transitório e tornou-se pálido com o advento de Cristo. Enquanto para os sabatistas ele é eterno e vivo. Ver ainda 2Cor 3,2-3.

Sobre o Sábado e comidas

Os adventistas crêem que os cristãos devem guardar o Sábado e que devem se abster de carne de porco. Porém, S. Paulo escreveu aos Colossenses: “Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. Tudo isto não é mais que sombra do que devia vir. A realidade é Cristo” (Col 2,16-17) (grifos meus).

Dizem os adventistas que S. Paulo estava se referindo aos sábados festivos e comemorativos. Porém, S. Paulo utiliza aqui a palavra grega Sabbaton, que quando utilizada na forma como empregou o Apóstolo (sem ser precedida de numeral ordinal: primeiro, segundo e etc) significa Sétimo Dia. No NT TODAS AS VEZES em que este ela aparece nesta forma refere-se ao Sétimo Dia. Por quê só em Col 2,16 não?

Os sábados comemorativos são as festas e as luas novas (cf. Nm 10,10; 1Cr 23,31; Jt 8,9; Is 1,13-14; Os 2,13). Se S. Paulo estivesse referindo-se somente aos sábados comemorativos não relacionaria do Sétimo Dia ao lado das festas e luas novas.

S. Paulo ensina aos Colossenses que os cristãos não devem ser incomodados por causa de comida e bebida, entretanto Ellen White prescreveu uma série de restrições alimentares.

No Domingo acontecia a Ceia do Senhor, reunião de adoração a Deus

Em 1Cor 11 S. Paulo dá instruções sobre como os fiéis devem se comportar nas reuniões de Culto a Deus. Os versículos 20 e diante tratam exatamente da Ceia do Senhor que era ordinariamente celebrada no primeiro dia da semana, isto é, Domingo (cf. At 20,7). Ainda em 1Cor 16,2 há instruções sobre as coletas. Isso prova que a Ceia do Senhor não era uma mera reunião de refeição como ensina Ellen White. Prova também que o Domingo desde os tempos apostólicos já era observado como dia de culto.

O Juízo Investigativo

Ellen White ensina que Jesus em 22 de Outubro de 1844 entrou no Santuário Celeste para espiar os pecados dos homens. Porém em Hebreus lemos: “[…] [Cristo] Depois de ter realizado a purificação dos pecados, está sentado à direita da Majestade no mais alto dos céus” (Hb 1,3). Logo Jesus não realizou a expiação dos pecados em 1844, mas com seu sacrifício na Cruz.

Também consta em Hebreus: “Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. […] sem levar consigo o sangue de carneiros ou novilhos, mas com seu próprio sangue, entrou de uma vez por todas no santuário, adquirindo-nos uma redenção eterna” (Hb 9,11-12) (grifos meus). A Escritura ensina que Cristo entrou no santuário celeste logo após sua morte e não em 22 de Outubro de 1844.

Jesus tinha pecado?

Ellen White ensina que Jesus era tudo semelhante a nós, inclusive no pecado. Como pode Deus ser inimigo de Si mesmo, já que o pecado é uma ofensa a Ele? É claro que a Escritura rechaça tamanho absurdo. Veremos qual é o ensino Paulino sobre esta matéria:

E esta aliança da qual Jesus é o Senhor, é-lhe muito superior. Além disso, os primeiros sacerdotes deviam suceder-se em grande número, porquanto a morte não permitia que permanecessem sempre. Este, porque vive para sempre, possui um sacerdócio eterno. É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. Tal é, com efeito, o Pontífice que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus, que não tem necessidade, como os outros sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro pelos pecados próprios, depois pelos do povo; pois isto o fez de uma só vez para sempre, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7,22-27) (grifos meus).

É a própria Escritura na qual os adventistas dizem ser sua regra única de Fé que afirma que Jesus não tinha necessidade de oferecer sacrifícios por seus pecados, pois eles eram inexistentes, pois era “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores”. É um absurdo que tamanha heresia seja ensinada como doutrina cristã autêntica.

Quem obterá vitória sobre o Demônio?

Ellen White ensina que a “Igreja Remanescente”, isto é, a Igreja Adventista, obterá a vitória final contra o Demônio. Entretanto lemos na carta aos Romanos: “a todos os que estão em Roma, queridos de Deus, chamados a serem santos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e da parte do Senhor Jesus Cristo! Primeiramente, dou graças a meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é preconizada a vossa fé […] O Deus da paz em breve não tardará a esmagar Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!” (Rm 1,7-8.20) (grifos meus).

S. Paulo não só ensina como também profetisa que a vitória será da Igreja Romana.

Conclusão

Seria necessário escrever um livro para apresentar todas as contradições da doutrina adventista em relação à Bíblia. Tais contradições são gritantes e bradam até aos céus!

Aos seguidores de Ellen White valem ainda as palavras de S. Paulo: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado” (1 Cor 5,7). Com efeito, ainda estão ligados ao velho fermento dos fariseus (cf. Mt 16,6), por isso possuem tanta dificuldade em aceitar toda a Graça de Cristo. Também sobre isso S. Paulo ensinou: “Não fazemos como Moisés, que cobria o rosto com um véu para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no fim daquilo que era transitório [o Decálogo]. Em conseqüência, a inteligência deles permaneceu obscurecida. Ainda agora, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu permanece abaixado, porque é só em Cristo que ele deve ser levantado. Por isso, até o dia de hoje, quando lêem Moisés, um, véu cobre-lhes o coração. Esse véu só será tirado quando se converterem ao Senhor” (2 Cor 2,13-16).

Dizem os adventistas que as obras de Ellen White são uma “luz menor” que explica a “luz maior” que é a Bíblia. Entretanto a prática é bem outra: os livros de Ellen White são a verdadeira Regra da Fé para os adventistas. Para que a doutrina adventista tivesse coerência com seus próprios princípios deveria fazer como os ebionitas que recusaram como Escritura todas as cartas de S. Paulo.

Autor : Alessandro Lima

Fonte: Veritatis Splendor

Reunião da Troca do Anjo da Guarda

Publicado: 21 de outubro de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Não, Não é uma piada, é mais uma da Igreja Universal, já não bastavam a unção dos milhonários, dos 318 pastores, a passagem pelas 18 portas, o martelo de fogo e outras bizarrices heréticas da empresa do Sr. Edir Macedo, quando eu imaginava que nada mais poderia me surpreender, eis que fui pego por esses vídeos!

Agora eles estão funcionando como uma empresa de RH, encaminhando mão de obra angelical e fazendo o processo de demissão e admissão dos anjos. Era só o que me faltava, essa fábrica de heresia trabalha a todo vapor, cada dia mais estão melhorando a produção. E o pior é que tem gente que ainda acredita nessas coisas, por mais absurdas que sejam, sempre tem um monte de besta, me desculpe a expressão, para acreditar nisso, cada vez mais vão se confirmando as palavras de São Paulo:

Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Tendo nos ouvidos o desejo de ouvir novidades, escolherão para si, ao capricho de suas paixões, uma multidão de mestres. Afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas. (2Tim 4,3-4).

Vamos primeiramente analizar o dialogo de um pastor com um ouvinte em uma rádio:

Apresentador: Irmão, você esta passando por algum problema, como esta a sua vida?
Ouvinte: – Ai pastor, estou desempregado, as portas estão fechadas pra mim, “outros dizem” nada pra mim da certo, meu filho esta nas drogas, meu casamento esta uma desordem.
Apresentador: Irmão, você esta passando por isso porque o seu anjo da guarda está fraco, você precisa troca-lo urgentemente, venha nesta sexta-feira em nossa igreja, pois estamos realizando a grande troca dos anjos… suas orações não estão sendo respondidas, porque o seu anjo precisa ser trocado, ele não esta mais prestando, a mesma coisa aconteceu com Daniel, ele orava e a resposta não vinha, enquanto não trocou o anjo ele não recebeu sua benção…

Ora Deus mandou um anjo muito mal preparado então, por que não conseguiu completar a missão, estou abismado com as falhas angelicais. Brincadeiras a parte explicando a passagem de Daniel onde diz que o primeiro anjo mandado não conseguiu chegar até Daniel, para quem não sabe os anjos tem uma hierarquia, cada um com sua função definida, o anjo que foi entragar a mensagem a Daniel era um mensageiro, dai satanás não deixou ele passar, porém ele voltou e veio Miguel que é Arcanjo a mais alta patente dos anjos e guerreiro, dai conseguiu passagem por onde um anjo mensageiro não conseguiria passar.  Não há nenhuma troca de anjo, e sim exercicios de funções.

Agora vamos ver os vídeos, eu naõ sei se eu riu ou se eu choro, por que cada vez mais muitas almas são levadas para o abismo por essa empresa:

Mateus 24, 24. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.

“Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7,15).

2 Tessalonicenses 2, 9. A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. 10. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar. 11. Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. 12. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal.

Se as passagens citadas, se encaixarem nos vídeos, vocês saberão com quem estão lhe dando!

Oremos!