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05 Razões que fundamentam Pedro como a Rocha

Publicado: 28 de fevereiro de 2011 por Rafasoftwares em Doutrina

01- Aramaico o idioma falado naquele tempo

Vamos esquematizá-lo assim:

1) Jesus chamou a este apóstolo em aramaico “Kephas” (João 1,42)

2) Em aramaico existe somente duas palavras para Rocha ou pedra, Kephas = Rocha e Evna=Pedra

3) Sabemos que Jesus falava aramaico e o próprio evangelista Marcos se encarregou de escrever com exatidão as palavras que sairam de sua boca (Marcos 5,41; 7,34; 14,36; 15,34).

Ele necessariamente teve que usar a palavra Kephas duas vezes já que era a única palavra para Rocha em aramaico, na primeira parte para nomear o apóstolo “Tu és Kephas” (como seu nome) e na segunda para se referir ao objeto Rocha (Sobre esta Kephas). A palavra Kephas repetida duas vezes pode ser observado na tradução dos evangelhos na língua aramaica chamada Diatessarón do ano de 170 dC que foi utilizada por muitas comunidades cristãs deste tempo e posteriormente na Bíblia Peshitta (uma tradução mais nova em aramaico dos evangelhos datada no ano de 435 dC, veja abaixo)

4) A passagem do aramaico com os dois Kephas poderia ter sido traduzido assim “Tu és Petra e sobre esta Petra edificarei minha Igreja”, assim se usaria então uma só palavra igual que sucede do aramaico com Kephas e deixaria mais claro o jogo de palavras que nosso Senhor quis dizer, mas existe um problema.

5) Em aramaico não existe gênero mas em grego sim, por ser um idioma um pouco mais evoluido.

O tradutor do grego decide mudar o gênero da primeira parte da frase para que não haja uma contradição de gênero. “Tu és Petra” seria uma forma estranha de se aplicar no grego, sendo o Sujeito, o Apóstolo, um homem. O substantivo Petra é então convertido em um nome próprio masculino, Petros.

Jesus fora deste versículo de Mateus chamava este apóstolo de Kephas, usando-o como nome próprio (João 1,42) e também o faz Paulo (1Corintios 1,12; 3,22; 9,5; 15,5; Gálatas 2,9).

“Petros” e “Petra” no grego antigo (chamado Grego Koiné) eram sinônimos, posteriormente começaram a ter diferença como afirma os estudiosos bíblicos protestantes (Oscar Cullman, Herman Ridderbos, Craig, etc.).

6) O tradutor manteve o substantivo em sua forma original “Petra” na segunda parte da frase “Sobre esta Petra edificarei minha Igreja” não tem o problema de gênero da primeira parte, sendo que colocar na segunda parte “Sobre este Petros” não era necessário, além disso neste tempo a palavra Petros era um nome e não uma coisa, não se usava para objeto. (Como demonstraremos no ponto 3).

 

(A biblia aramaica Peshitta, Ano 435)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

02- “E sobre esta mesma pedra edificarei…”

A frase em grego diz “epi tautee tee petra”. “Tautee” é um adjetivo demonstrativo feminino, sem o outro “tee” posterior, seria assim “sobre esta pedra edificarei”.

“Tautee” + “Tee” significa então “esta mesma”. Com isso resultando no que diz Jesus tu és pedra e sobre ESTA MESMA pedra edificarei. A mensagem que deixa Tautee Tee é que Petros e Petra se refere a mesma Pedra e não a pedras distintas, ou uma pedra e a outra uma rocha ou algo parecido. Se Jesus tivesse feito uma distinção entra as “duas pedras”, haveria esclarecido e não teria dito “Tee”.

3- O que é Lithon ou Lithos? O que é Petros?

Fazendo uma busca em várias versões da Bíblia, encontrei só uma passagem onde faz referência a uma rocha e a uma pedra real e não no sentido figurado. Esta passagem está em Marcos 15,46 e o transcrevo nas diferentes versões:

Rainha – Valera Antiga (ano 1602):

“… um sepulcro que estava escavado em uma rocha e moveu uma pedra para porta do sepulcro”.

Rainha – Valera Revisada (ano 1995):

“… em um sepulcro que estava escavado em uma rocha e fez rolar uma pedra para entrada do sepulcro.”

De Jerusalém:

“…em um sepulcro cavado na rocha. Depois, fez rolar uma pedra na entrada do sepulcro.”

E o texto grego (ano 1550) diz:

“…εν μνημειω ο ην λελατομημενον εκ πετρα και προσεκυλισεν λιθον επι την θυραν του μνημειου.”

Este é o mesmo texto grego com caracteres latinos:

“…en mnēmeiō o ēn lelatomēmenon ek petra kai prosekylisen lithon epi tēn thyran tou mnēmeiou.”

Aqui podemos observar que na bíblia ao se referir a uma rocha é utilizado a palavra grega petra enquanto que ao se referir a uma pedra menor ou pequena se usa lithon ou lithos.

Em outras passagens podemos ver a mesma situação, por exemplo, em 1 Pedro 2,8 e em Romano 9,33 onde diz “pedra de tropeço” (a versão grega diz “lithos proskommatos” e “lithon proskommatos” respectivamente) e “pedra de escândalo” (versão grega: “petra skandalou” e “petran skandalou” respectivamente). (Lithos)

Além disso, em 1 Pedro 2,6, “pedra angular” na versão grega aparece como “lithon akrogōniaion”.

Cristo mesmo é chamado Pedra-Lithos em 1Pedro 2,4.

Petros

Por outro lado a palavra “Petros” só é utilizado na bíblia para se referir a Simão Pedro – Cefas. Não é possível encontrar em todo o novo testamento a palavra Petros designando outra coisa que não seja a ele mesmo, o apóstolo Pedro, jamais encontraremos por exemplo ” e caminhando chutou uma “petros” ou algo similar, existem somente duas palavras Petra=Rocha e Lithos=Pedra.

“Petros” é somente um nome, uma transformação, masculinização de Petra dado pelo evangelista para o apóstolo, naquele tempo não existia um significado em si para a palavra “Petros”, mas como uma “masculinização” de Petra.

O grego usado nesse tempo é o antigo koiné, na qual a palavra Petros significava o mesmo que Petra ou seja Petros era a masculinização de Petra.

Em 1Pedro 2,5 diz assim  “Também vós como pedras vivas edifiquem-se….”

Em grego, este versículo se refere aos apóstolos ou discípulos como pedras da construção,  LITHOS (palavra usada para pedra muito pequena). Pedro usou a palavra LITHOS para falar dos apóstolos como pedras pequenas da grande construção.

Portanto em Mateus 16,18 se Cristo desejasse se referir a Pedro como uma simples pedra da grande construção ou sem vínculo com Petra, a frase deveria ser “Tú és Lithos e sobre esta Petra edificarei minha Igreja”.

Muitos afirmam que Petros é “uma pedra para arremessar”, isso não existe no grego do tempo de Jesus (antigo koiné). No antigo grego usava-se a palavra lithos para significar “uma pedrinha ou uma pedra para arremessar” como podemos constatar no caso da mulher adúltera (João 8,6-7) ou de Jesus (João 8, 59).

Em grego “lapidação ou lapidar” se dizia “lithoboleo”

Não é possível encontrar a palavra Petros no antigo grego dentro da biblia referindo-se a uma pedrinha ou a algúm objeto, mas sim como um nome, uma masculinização de Petra. Então nos baseando na biblia e no grego antigo (koiné), não existem sustentações para afirmar que “Petros” significa “pedra pequena”  porque para isto a Biblia utiliza outra palavra (lithos ou lithon).

4- Ordem semântico

“Eu tenho um carro e um caminhão e este é azul”

Qual é azul?

O caminhão, porque é o substantivo mais próximo do pronome “este”.

E “sobre esta pedra”, como substantivo seu pronome mais próximo é Pedro não a declaração feita versículos atrás”

5- O que crê a Igreja Católica.

A base de nossa fé se funda “sobre a rocha desta fé, confessada por Pedro”. (CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, 424)

Por isso devemos diferenciar aquela metáfora que se entende em um contexto como a “Rocha” da fé, quer dizer, a crença mais importante e que é o coração do Cristianismo (“TU ÉS O MESSIAS,  O FILHO DE DEUS VIVO”) onde se apóiam as demais verdades ou doutrinas.  “Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.” (1Corintios 3,11)

Este é o fundamento do cristão (1Corintios 3,10), é o fundamento do templo que é cada um e o único fundamento da pregação (1Corintios 3,12-17).

Daquela metáfora da “Rocha”, que no contexto de Mateus se refere a entrega de um ministério sobre o qual Cristo fundou sua Igreja para que “Confirme seus irmãos” e a “Proteja dos ataques de satanás” (Lucas 22,31-32), Disponha as doutrinas que se devem seguir e as que não (Mateus 16,17).

Para que “os homens de Deus falem (e ensinem) inspirados pelo Espírito Santo” (2Pedro 1,20-21) e não se ensine qualquer doutrina errônea.

E que assim “não haja divisões” e possam ”ter um mesmo modo de pensar e um mesmo parecer.”(1Corintios 1,10).

Mantendo  “Um só corpo e um mesmo espírito…. Um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4,3-5)  e uma cabeça que é “Cristo” (Efésios 5,23), (Colossenses 1,18)

Pedro é aquele servo na qual Cristo confia “a Casa de Davi” a semelhança de Yahvé e Eliacim (Isaías 22,20-22) e lhe dá as “chaves” para “abrir” e “fechar”, “ligar” e “desligar” (Isaías 22,22) e (Mateus 16,19)

Pedro é aquele pastor, na qual responde ao “Supremo Pastor” (1Pedro 5,2-4)

É o porteiro deixado pelo dono da casa pede-lhe que esteja vigilante (Marcos 13,34-37), pede a ele e aos demais que não durmam. Comparar com Marcos 14,37.

Só repreende “ao porteiro” por ter dormido (Marcos 14,37) (Esta repreensão nos mostra o papel que deve cumprir como porteiro, deve estar vigilante aos demais irmãos).

O Senhor reafirma a fé de Pedro, reafirmando seu amor por Ele, perguntando-lhe: “Amas-me mais do que estes?” Para apagar com as negações (Marcos 14,66-72), e incessantemente pede-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21,15-17)

A Biblia usa distintas metáforas, mas o que significa distinto segundo o contexto. Vejamos:

Num momento afirma que somos “sepultados para morte no batismo” (Romanos 6,4) Este contexto, está se referindo ao batismo que conhecemos e por outro lado Jesus diz: “sereis batizados no batismo em que eu devo ser batizado.” (Marcos 10,39) Aqui está se referindo, neste contexto, a sua Paixão e morte.

Não se deve aplicar o mesmo sentido a todas as metáforas:

Por exemplo, se vou a um campo onde existem rebanhos e digo ao que está cuidando das ovelhas “Que bom pastor que és”, ele vai entender inevitavelmente que se refere a seu ofício de cuidar das ovelhas, se vou a uma igreja e digo a pessoa que preside “Que bom pastor que és” o mesmo vai entender que se refere ao pastoreio de conduzir e levar adiante a comunidade. É uma mesma palavra que em circunstâncias e contextos diferentes possuem significados totalmente distintas.

Metáforas bíblicas similares, mesmas palavras com sentido totalmente distinto.

Algumas vezes Cristo é visto como o pastor (João 10,11) e outras como a porta do curral (João 10,7).

Algumas vezes é visto como edificador (Mateus 16,18) e outras vezes como fundamento (1Corintios 3,10-11).

Algumas vezes é visto como rocha base (1Corintios 3,11) e outras vezes como a pedra angular (1Pedro 2,6) – (Efésios 2,20-21)

Os cristãos também:

Jesus Cristo é o único juiz supremo (Mateus 25,31-46), mas os cristãos também serão juizes (Mateus 19,28; 1Corintios 6,2-3).

Jesus Cristo é o único Pastor (João 10,16; Hebreus 13,20), mas também estabelece pastores (João 21,15-17).

Jesus é o único Rei (Apocalipse 19,16), mas reinaremos com Ele (Apocalipse 2,26-29; 4,10)

Jesus é o Santo de Deus (Lucas 4,34), mas também somos santos (Apocalipse 18,20)

Cristo diz “eu sou a luz do mundo” (João 8, 12) e outra vez afirma “vós sois a luz do mundo” (Mateus 5, 14).

Cristo é visto como pedra (1Pedro 2,4) e às vezes como rocha (1Corintios 10,4)

Em (1Pedro 2,4-5) faz referência a Cristo como pedra e diz que também os apóstolos podem ser pedras e não há contradição nisso.

Não há nada de mal em entender que Cristo é “a Rocha de nossa fé” (Catecismo 424) e por sua vez a “Pedra Angular” como Paulo dá a entender em muitas passagens (1 Corintios 3,11; 1Corintios 10,4) e que Pedro seja a rocha em que Cristo mesmo edificou a Igreja, no sentido, Não que Pedro seja nossa fé mas que é o Porteiro, um pastor. Por acaso nos batizamos em nome de Pedro? (1Corintios 10,11-13)

Comparação entre o Antigo e o Novo Testamento

-Deus abençoa Abraão com incríveis bênçãos, Comparar (Gênesis 17,5-8) e (Mateus 16,18-19), e muda o nome de Abrão por Abraão (Gênesis 17,5)

Jesus muda o nome de Simão por Pedro (Mateus 16,18)

-Yahvé disse “Eu mesmo apascentarei minhas ovelhas” (Ezequiel 34,15), mas depois diz que suscitarei um pastor para elas, que as apascentara, Davi (Ezequiel 34,23).

Jesus disse “Eu sou o bom Pastor” (João 10,11) mas depois de ressucitar designa como pastor a Pedro perante aos demais apóstolos (João 21,15-17)

– Yahvé entrega as chaves para abrir e fechar a Eliacim (Isaías 22,20-22)

Jesús designa Pedro como seu “Eliacim”, seu “Porteiro” (Marcos 13.34-37), entregando-lhe as chaves para ligar e desligar ou abrir e fechar (Mateus 16,19).

– Jacó chamou seus 12 filhos (As doze tribos de Israel que vão ser Tipo dos 12 Apóstolos) e a todos disse-lhes coisas mas somente a um (Judá) disse-lhe:

“Judá, teus irmãos te louvarão. Pegarás pela nuca os inimigos; os filhos de teu pai se prostrarão em tua presença. Filhote de leão, Judá: voltas trazendo a caça, meu filho. Dobra-se, deita-se como um leão; como uma leoa: quem o despertará? Não se apartará o cetro de Judá, nem o bastão de comando dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence por direito, e a quem devem obediência os povos”. (Gênesis 49,8-10).

E sobre ele seguiu a linha do povo de Deus, o remanescente “o Senhor ficou profundamente indignado contra os israelitas e lançou-os para longe de sua face. Só a tribo de Judá subsistiu” (2Reis 17,18; Oseas 1; Juizes 1,1-2). (Juda=Judaísmo: daí provém o nome)

Então quando chegou “Aquele” que deveria vir (Jesus Cristo), chamou aos 12 Apóstolos (Marcos 3,13-19), mas somente a um foi dito: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

“Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16,18-19)

E sobre ele e sobre sua “Tribo” permanece o povo de Deus, o Remanescente.

-A relação entre Cristo e Pedro foi predita por Zacarias (6,12-13)

Declaração de Cristo ao Porteiro

Jesus ao chegar à região de Cesárea de Filipo, perguntou a seus discípulos:

“Quem dizem os homens que é o Filho do homem?” (Cristo, o Grande Mestre, o que sonda os corações e conhece aos homens apresenta o “primeiro conflito doutrinal” da Igreja para que Pedro reconheça sua função posteriormente).

Eles disseram:

Uns dizem que João Batista;  outros,  Elias; e outros,  Jeremias ou algum dos profetas.

(Cada um dos discípulos com boa vontade tenta dar uma resposta conforme o que entendem segundo o que dita suas razão, o que “crêem que seja”).

Ele lhes perguntou:

E vós, quem dizeis que sou?

Respondendo Simão Pedro, diz:

“Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Surgiu a inspiração por meio do Espírito, Cristo realizou em Pedro o que buscava, que caísse nesta “armadilha do amor” que iria assim acabar em um ministério)

Então respondeu Jesus:

“Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.” (Isto veio do Pai, Deus mesmo antecipadamente o fez “praticar” o que posteriormente seria seu ministério como porteiro da Igreja)

“E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

(Bom Pedro! Segundo a função que vai receber agora e por meio do Espírito Santo resolveu “o primeiro conflito doutrinal da Igreja” e assim como revelou minha identidade, como queria que fizesse, agora te digo quem serás, te chamo “Pedro”, “Piedro”, “Roco” ou “Rocky” porque serás a pedra ou rocha da Igreja, o porteiro, cf. Marcos 14,37).

Te darei as chaves do Reino dos céus e o que ligardes na terra será ligado nos céus e o que desligardes na terra será desligado nos céus” (Assim como agora, nesta “pratica” foi ligado a primeira verdade de fé  [Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo] por revelação divina, isto será ligado no céu, confirmado no céu. E por sua vez esta verdade de fé que acabas de confirmar não era revelação tua, nem idéia tua, mas que ja tinha sido previamente “ligada” por Deus e agora foi confirmada aos homens. Assim ocorrerá com os próximos conflitos doutrinais, o que ligardes, confirmes, será e haverá sido ligado por Cristo no céu)

O Senhor deveria ter elegido alguém com a fé mais forte, não Simão (que quer dizer, caniço quebradiço, fé frágil).

Pessoalmente havia elegido Aarão para que falasse diante Faraó “O que deu uma boca ao homem e que faz com que o homem veja…” (Êxodo 4,11-13) elegeu Moisés, assim mesmo elegeu ao João (o discípulo amado) em vez ao de “pouca fé”, mas Deus “o escolheu para confundir os sábios; e o que é fraco no mundo, Deus o escolheu para confundir os fortes” (1Corintios 1,27). Esta Rocha feita por Cristo protegerá esta fé (“TU ÉS O MESSIAS, O FILHO DE DEUS VIVO”).

Confirma seus irmãos (Lucas 22,32), diante ao perigo e a loucura do mundo, apascenta, conforta e reforça em seus irmãos a fé sobre Jesus (João 21,15-17)

Sua fé será protegida por Jesus para que não desfaleça e mantenha firme a Igreja (Lucas 22,32).

Assim como Cristo não permitirá que as portas do inferno prevaleçam sobre Ela (Mateus 16,18).

Pedro é aquela rocha colocada por Cristo, na qual sustentará a Igreja e a pedra angular de nossa fé (“Jesus é o Messias, o filho de Deus vivo”), sobre seus irmãos. (Efésios 2,20-21).

Fonte:

Exsurge Domini

http://www.exsurgedomini.xpg.com.br

Traduzido por: Rogério Hirota

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Como entender a Frase “Fora Da Igreja Não Há Salvação” ?

Publicado: 7 de janeiro de 2011 por Rafasoftwares em Doutrina

Devido a muitas dúvidas levantadas por alguns protestantes e afirmações feitas por alguns tradicionalistas radicais que excluem a graça de Cristo na vida daqueles que O buscam seguir, resolvi postar aqui está matéria que explica de forma simples, usando as mesmas palavras e atitudes de um Papa tido como notável para os tradicionalistas, explicar esta frase titulo do texto.

Quem explicará será um Bispo muito Sábio Dom Henrique Sores, bispo auxíliar de aracajú.

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O  caso de excomunhão por parte de Pio XII .

Aqui vão os detalhes: Pelos anos 40 do século passado, alguns membros do St. Benedict’s Center e do Boston College interpretavam de modo contrário ao sentir da Igreja a fórmula da Tradição “Fora da Igreja não há salvação”. Segundo esses, todas as pessoas que não fossem católicas estariam excluídas da salvação eterna. O Santo Padre Pio XII condenou tal pensamento na Encíclica Mystici Corporis e excomungou o teólogo Leonard Feeney, em 1953, por manter teimosamente tal pensamento. Eis alguns trechos da Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, sobre o assunto, escrita sob a autoridade de Pio XII. Vou comentá-la…


Entre as coisas que a Igreja sempre pregou e nunca deixará de pregar está também a afirmação infalível que nos ensina que “fora da Igreja não há salvação”. Este dogma, porém, deve ser entendido no sentido em que a própria Igreja o entende. Com efeito, não é ao juízo privado que nosso Salvador confiou a explicação do que está contido no depósito da fé, mas ao magistério eclesiástico.

Ninguém será salvo se, sabendo que a Igreja foi divinamente instituída por Cristo, todavia não aceita submeter-se à Igreja ou recusa obediência ao Romano Pontífice, vigário de Cristo na terra.

Na sua infinita misericórdia, Deus quis que os efeitos necessários para a salvação provenientes destes meios de salvação… fossem também obtidos, em certas circunstâncias, quando este meios são acionados só pelo voto ou desejo… Pois, para que alguém obtenha a salvação eterna não é sempre necessário que seja efetivamente incorporado à Igreja como membro, mas requerido é que lhe esteja unido por voto e desejo. Todavia, não é sempre necessário que este voto seja explícito… mas, quando o homem é vítima de ignorância invencível, Deus aceita também o voto implícito, chamado assim porque incluído na boa disposição de alma pela qual essa pessoa quer conformar sua vontade à vontade de Deus… (Denz 3866-3872).

Não se pode compreender como um religioso, a saber, o Pe. Feeney, se pode apresentar como “defensor da fé”, se ao mesmo tempo não hesita em combater a instrução catequética proposta pelas autoridades legítimas.. (Denz 3873).


Observação minha:

1. Fiz questão de citar este texto porque é do pontificado do Santo Padre Pio XII, o herói dos tradicionalistas e, no ver deles, o último papa autêntico e sério.

2. Observem bem como o texto adverte que ninguém deve pretender interpretar os textos do Magistério modificando o sentido que o próprio Magistério lhes dá! Isso os tradicionalistas deveriam aprender, eles que ficam citando textos magisteriais fora do contexto, como os protestantes fundamentalistas fazem com as Escrituras. É clara a queixa do documento aprovado por Pio XII: “Não se pode compreender como um religioso, a saber, o Pe. Feeney, se pode apresentar como ‘defensor da fé’, se ao mesmo tempo não hesita em combater a instrução catequética proposta pelas autoridades legítimas…”

3. Vamos à doutrina ensinada aqui: Pio XII ensina que a fórmula “Fora da Igreja não há salvação” é dogma de fé. É verdade! Mas, adverte que não pode ser compreendida no sentido restritivo: quem não é católico não se salva. Eis a explicação: O meio ordinário, meio querido por Deus, para a salvação é entrar e permanecer na Igreja católica. Mas, todo aquele que sem culpa, está fora da Igreja, pode se salvar pela imensa misericórdia de Deus. O próprio Concílio de Trento, ao tratar do Batismo e da Penitência, já havia acenado para tal possibilidade, pois nunca foi fé da Igreja que quem não é católico não se salva. Tal interpretação é herética!

4. O Concílio Vaticano II, seguindo os passos da antiga Tradição, expressa nas Escrituras, nos primeiros Santos Padres, como São Justino e Santo Irineu, bem como no magistério de Pio XII, desenvolveu de modo mais orgânico e completo esta doutrina: Cristo é o Salvador de todos e não há salvação fora dele. Todo aquele que se salva – mesmo que, sem culpa, não reconheça o Cristo como Salvador – somente será salvo porque Cristo morreu por todos, de modo que, fora de Cristo não há salvação. Ora, a Igreja, como Corpo de Cristo, é ministra de tal salvação. Toda salvação possível dá-se pelo ministério da Igreja. Assim, todo aquele que, sem culpa, não entre ou não permanece na Igreja, se for reto de consciência e verdadeiramente buscar a Deus do melhor modo que lhe for possível, pode, graças à salvação que Cristo obteve e a Igreja ministra, alcançar a salvação.

5. Com tal doutrina, o Concílio, seguindo a Tradição da Igreja, mantém unidas duas afirmações: 1) A Igreja é necessária para a salvação e todos são chamados a ela; e 2) É possível para um não-católico ou não-cristão sincero a salvação por meios que só Deus conhece, pois que Cristo, cabeça da Igreja, morreu por todos.

De onde veio o Diabo?

Publicado: 22 de novembro de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina

Desde sempre, o homem se pergunta: mas como é possível que num mundo tão maravilhoso, criado por um Deus tão bom, poderia existir o diabo? Estragando o universo com a sua maldade?

São três as possíveis respostas.

A primeira resposta é aquela dada pelo mundo da crítica, ao sustentar que a história do diabo nada mais é que um conto mitológico criado pelo homem para explicar o mal, a doença e a morte que nos rodeiam. Portanto, de acordo com os que assim pensam, o diabo não é existe como um ser pessoal, mas apenas na mente dos ignorantes.

Outros pensam que o diabo sempre existiu como um princípio oposto a Deus. Existem dois deuses: um Bom e outro Mau. Ambos estão sempre se opondo um contra o outro, como se fossem o Governo e a Oposição no Parlamento. Muitas religiões antigas sustentam esta teoria, mas está teoria é contrária àquela que encontramos na bíblia, onde é excluído qualquer dualismo. Tudo o que foi criado está sob o domínio de um único Deus.

A terceira possibilidade – que de fato é a doutrina baseada na Bíblia e no Ensinamento da Igreja – é que Deus criou todo o universo, tanto aquilo que é espiritual ( os anjos ), como aquilo que é material ( entre eles, o mundo e os homens ).

No principio tudo era bom, pois nenhum mal jamais pode vir de Deus.

O Diabo, que era um anjo repleto de dons e beleza, mais tarde encheu-se de arrogância e de rebeldia e voltou-se contra Deus. Por isso o mal começou a existir… foi criado o inferno… começou a destruição…

Acertadamente Isaías diz:

“… a fim de que se saiba, do levante ao poente, que nada há fora de mim. Eu sou o Senhor, sem rival; formei a luz e criei as trevas, busco a felicidade e suscito a infelicidade. Sou eu o Senhor, que faço todas essas coisas.” (Is 45, 6-7).

Está é uma descrição que mostra que somente Javé é o Senhor de tudo, e não existe ninguém competindo com Ele (Cf. Amós 3,6).

Não é tão fácil sabermos como os anjos bons se tornaram maus, ou melhor, se tornaram demônios.

Um dos textos mais claros talvez seja aquele de Lucas 10, 18 , no qual Jesus exclama e diz: “Vi satanás cair do céu como um raio”. O que significa isto?

Significa que Jesus estava se referindo à queda do diabo, quando no céu ele se encheu de orgulho e revoltou-se contra Deus?

Ou aqui Ele está dizendo aos Seus discípulos, que retornavam felizes por que até os diabos os obedecia, que por isso deveriam permanecer firmes na fé e se alegrarem, por que Ele via o diabo sendo derrotado por aqueles a quem Ele havia dado o poder?

Como pode ver, é difícil interpretarmos com certeza e exclamação de Jesus, se Ele está se referindo mais ao passado (a queda do diabo) ou ao presente e ao futuro (à derrota dele).

Uma coisa é Fato: que certa época, a moradia de Satanás foi o céu e, num estágio posterior, ele caiu de um estado de alegria para um estado de sofrimento.

Um texto muito importante com certeza é aquele dado por João no livro do apocalipse, onde temos um resultado da batalha entre São Miguel e Lúcifer:

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos; Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.  (Ap 12, 7-9)

Ou seja sua origem é o céu e depois foi precipitado para a terra!

Outro texto que é apresentado para com freqüência provar a origem de Satanás, é aquele que encontramos em Ezequiel. Porém temos que tomar cuidado assim como no livro do apocalipse para não focarmos o texto a dizer o que ele não diz, apesar de fazer menção a satanás os textos se referem diretamente no apocalipse a os reinos políticos e em Ezequiel ao Rei e ao Príncipe de Tiro que estão sob o domínio do maligno.

Eis como o texto se refere ao Rei de Tiro:

“ A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: filho do homem, entoa um cântico fúnebre sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Eis o que diz o Senhor Javé: Eras um selo de perfeição, cheio de sabedoria, de uma beleza acabada. Estavas no Éden, jardim de Deus, estavas coberto de gemas diversas: sardônica, topázio e diamante, crisólito, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda; trabalhados em ouro. Tamborins e flautas, estavam a teu serviço, prontos desde o dia em que foste criado. Eras um querubim protetor colocado sobre a montanha santa de Deus; passeavas entre as pedras de fogo. Foste irrepreensível em teu proceder desde o dia em que foste criado, até que a iniqüidade apareceu em ti. No desenvolvimento do teu comércio, encheram-se as tuas entranhas de violência e pecado; por isso eu te bani da montanha de Deus, e te fiz perecer, ó querubim protetor, em meio às pedras de fogo. Teu coração se inflou de orgulho devido à tua beleza, arruinaste a tua sabedoria, por causa do teu esplendor; precipitei-te em terra, e dei com isso um espetáculo aos reis.” (Ez 28, 11-17).

Mesmo o texto se referindo ao Rei a alusão a queda de Satanás é clara!

A alusão à queda de Satanás, sendo um anjo formoso e se transformando num diabo orgulhoso, lançado no abismo do inferno, é algo claro.

Por exemplo, alguns pais da Igreja, como Tertuliano, acreditam que as palavras de Jesus sobre a queda de Satanás do céu são uma alusão clara a Isaías 14, 12, que assim como Ezequiel faz alusão ao Diabo falando a respeito do imperador. Parece que também São Judas se refere a este texto:

“…Os anjos que não tinham guardado a dignidade de sua classe, mas abandonado os seus tronos, ele os guardou com laços eternos nas trevas para o julgamento do Grande Dia.” (Jd 6)

Assim como São Paulo:

Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demônio.” ( I Timóteo 3, 6).

Estes textos bíblicos mostram que estão se referindo ao texto de Isaías.

E para terminar sobre as origens do diabo coloco o que Origenes afirma:

“Com relação ao diabo e seus anjos e os inimigos poderosos, o ensinamento da Igreja atesta que estes seres realmente existem; mas, como eles são, não sabemos claramente. A opinião comum, no entanto, é a de que o diabo era um anjo; e devido ao fato de haver se rebelado, atraiu atrás de si um grande número que o seguiram e estes, mesmo hoje, são chamados de seus anjos.”.

 

In Cord Jesu, Semper,

Rafael Rodrigues.

 

Matéria extraída do Livro: O Anticristo, quem é e como age; Frei Elias Vela, Editora Palavra & Prece.

 

Proibidos de casar ou castos por opção?

Publicado: 8 de novembro de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina

Um dos argumentos protestantes mais usados contra o celibato é que ele seria algo imposto, que os sacerdotes, religiosas etc., seriam proibidos de se casar e – portanto, alegam – o celibato seria antibíblico. Num fórum de discussão, um protestante alegou: “Paulo não era casado, por opção dele …e não porque era proibido. no catolicismo è proibido”


 

Será isso verdade? Ou isso não passaria de mais um sofisma protestante? Por acaso o protestante supracitado sabe o que vem a ser o celibato evangélico, como proposto por S. Paulo e por Cristo? Parece que não. Inclusive, se soubesse, saberia que nos ritos orientais os sacerdotes podem ser ordenados se forem casados. Se acaso não se ordenam casados, serão celibatários dali em diante. Afinal, Nosso Senhor pede que a todos quantos o forem seguir que nada podemos amar mais que Ele, seja pai, mãe ou esposa/marido (Mt 10, 37-38).

O primeiro a propor o celibato, veja que coisa, foi Jesus! Sim, é isso mesmo: foi Cristo quem propôs pela primeira vez o celibato. Veja as palavras de N. Senhor:

“Respondeu ele: Nem todos são capazes de compreender o sentido desta palavra, mas somente aqueles a quem foi dado. Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.” (S. Mateus 19, 11 e 12)

Então, Jesus fala aí que muitos se fazem eunucos por amor ao Reino dos Céus. Uma coisa importante: o texto fala em 3 tipos de eunucos. O primeiro seria os que “são desde o ventre” de suas mães, são pessoas que nascem com alguma disfunção que lhes tolhe a função sexual. O segundo tipo falado por Cristo são os que foram tornados eunucos “pela mão dos homens”, ou seja, eram pessoas castradas, que eram feitas assim para vigiar haréns, fazer tarefas domésticas ou servir como espiões e por fim há os que são descritos por Cristo, como pessoas que a “si mesmo se fizeram eunucos”, por amor ao Reino. O que isso significa?

Quando Cristo fala de SE FAZEREM eunucos pelo Reino, Ele evoca o celibato, pois embora eles não sejam fisicamente eunucos, eles abrem mão do prazer sexual e – consequentemente – do casamento, já que o sexo fora do casamento não é permitido na moral cristã. Se fazer eunuco – portanto – é a mesma coisa que falar de celibato: renunciar ao casamento e ao sexo, por consequência.

Depois, São Paulo fala a mesma coisa com outras palavras, veja:

“Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular: uns este, outros aquele. Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se.” (1Coríntios 7,7-9)

Ele começa o capítulo 7 falando de como os casados devem proceder (versículos 2 a 6) e aí emenda algo que ele tinha só feito menção no início do capítulo:

“Agora, a respeito das coisas que me escrevestes. Penso que seria bom ao homem não tocar mulher alguma.” (1Coríntios 7,1)

Ele fez menção breve como vc viu, no começo do capítulo e foi para como os casados devem proceder. Aí ele fala que gostaria que todos fossem como ele (Paulo era celibatário), mas ele reconhece ser um dom de Deus tanto um – o celibato – como o outro (casamento). Ao falar dos solteiros e das viúvas, ele os encoraja fortemente a viverem a castidade e a manterem-se celibatários: ” Aos solteiros… é bom se permanecerem assim”. E ainda fala que ele também o faz (“como eu”). Mas, logo ele adverte, que se não conseguir guardar a continência sexual, que se case, pois é “melhor casar que abrasar-se”, segundo o próprio S. Paulo.

São Paulo ainda explica o motivo de ele recomendar expressa e vivamente o celibato:

“Quisera ver-vos livres de toda preocupação. O solteiro cuida das coisas que são do Senhor, de como agradar ao Senhor. O casado preocupa-se com as coisas do mundo, procurando agradar à sua esposa. A mesma diferença existe com a mulher solteira ou a virgem. Aquela que não é casada cuida das coisas do Senhor, para ser santa no corpo e no espírito; mas a casada cuida das coisas do mundo, procurando agradar ao marido” (1 Coríntíos 7, 32-34)

Então, aí está o motivo pelo qual S. Paulo recomendava vivamente o celibato: o solteiro, o celibatário e a virgem estão livres para dedicar-se de modo integral ao Reino de Deus enquanto os casados tem outras preocupações: o marido ou a mulher, filhos, etc. E é por esse mesmo motivo que a Igreja pede que os sacerdotes, religiosos e religiosas sejam celibatários: para serem livres para servirem a Deus. Afinal, eles não terão outra preocupação além do Reino. E quando se abraça a vida sacerdotal ou religiosa, supõe-se que a pessoa em questão o faz para servir a Deus, dedicar-se ao Seu serviço. Nada mais coerente, então, que essa pessoa abdique de coisas santas e lícitas (o casamento, por ex.) para que ela possa ter dedicação total ao seu chamado.

Veja, então, que isso é – ao contrário do que muitos pensam – um dom de Deus. Não é para todos, claro, o próprio S. Paulo o reconhece. E não é – como o protestante citado afirma – uma imposição, antes a vocação sacerdotal ou religiosa é uma opção e uma opção consciente. Aliás, a bem da verdade, não só a vida sacerdotal e religiosa são celibatárias, mas muitos leigos o são celibatários por opção também. Desfazendo, assim, a suposta oposição entre o que diz S. Paulo e o que a Igreja faz. Na verdade, como vimos, a Igreja nada mais faz do que obedecer a São Paulo. Mas a bem da verdade as pessoas que são contrárias ao celibato deveriam ter esses fatores acima citados em mente. Ou correm o sério risco de faltar com a verdade dos fatos.

Autor : Juliana Fragetti Ribeiro Lima

Fonte : Veritatis Splendor

 

Como os primeiros cristãos celebravam o culto a Deus?

Publicado: 8 de novembro de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina

Missa católica ou culto protestante?

Que culto os cristãos devem prestar a Deus, é uma questão presente em algumas discussões religiosas promovidas por círculos cristãos diversos. Com o crescimento das seitas no Brasil, desde o fim da década passada podemos verificar a soberba de muitos não-catolicos em afirmar que o culto ou liturgia que eles prestam a Deus são verdadeiros e solidamente legítimos, pois identificam-se com o culto que os primeiros cristãos tributavam a Deus, sendo seu culto bíblico; seria verdadeiro este argumento? Acusam que a Missa católica é invenção humana e não se trata de um culto a Deus, mais uma simples reunião social, cujo Deus não ouve ou aceita, sem base bíblica mais um sacrifício paganizado; verdade estas afirmações?

Vamos analisar a historicidade litúrgica do culto oferecido pela Igreja, que tipo de culto e ritos os cristãos prestavam a Deus na antiguidade, sabemos que os primeiros cristãos seguiram a doutrina ensinada pelos apóstolos e mais tarde guarnecida pelos Padres da Igreja, o próprio mandamento do Senhor diz como lembra Paulo: “Fazei isto em memória de mim. Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciareis a minha morte, e confessareis a minha ressurreição” (1 Cor 11,26) . Lembra também Jesus no Evangelho de João “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos” Jo 6, 53.

Os cristãos primitivos então viviam:

Na comunhão do pão e na oração perseveravam os primeiros cristãos convertidos após a Ressurreição de Cristo, como atestado na Igreja primitiva (At 2, 42), celebrando os santos mistérios sacramentais, e no inicio do II séc.  usando a disciplina do Arcano¹, onde os mistérios cristãos eram celebrados secretamente para que não se paganizassem e se mantivessem no seio da Igreja, vivos, os gentios não participavam, os que podiam gozar de tais mistérios os “sacramentos” eram os já catequizados e batizados e não os catecúmenos. No serviço litúrgico (At 13, 2); reunidos na casa de membros da comunidade ou em lugares ocultos (como catacumbas), devido à perseguição, nos tempos primitivos muitos apóstolos ministraram a “liturgia”, ou seja, o oficio ou serviço de adoração a Deus, em suas casas edificações que ficaram conhecidas como Domus Eclesiae que mais tarde virá a se tornar Domus Dei edifícios só para o culto cristão.

Celebravam no primeiro dia depois do sábado (o Domingo, segundo São João, Ap. 1, 10), quando S. Paulo diz para partir o pão (At. 20,7), os cristãos cultuavam a Deus mais frequentemente. Faziam à leitura dos profetas, das epístolas dos apóstolos, das cartas que dirigiam às igrejas. Estas leituras eram explicadas, conforme S. João, que, conduzido a Éfeso, limitou-se a esta exortação: “Meus filhos, amai-vos uns aos outros”. Desta prática de explicar o que era lido no Texto Sagrado, deriva a realização das homilias e sermões.

Vejamos os primeiros registros sobre a liturgia o que dizem os Pais Apostólicos da Igreja

S. Justino Mártir, (103-167) filósofo pagão que se convertera , tornando-se sacerdote e mártir, contemporâneo de Simeão (que havia ouvido Nosso Senhor Jesus Cristo), de S. Inácio, de Clemente, companheiro de S. Paulo na pregação, de Potino e de Irineu, discípulos de Policarpo em sua obra Apologia 2, escreve: “No chamado dia do Sol todos os fiéis das vilas e do campo se reúnem num mesmo lugar: em todas as oblações que fazemos, bendizemos e louvamos o Criador de todas as coisas, por Jesus Cristo, seu Filho, e pelo Espírito Santo” e sobre a reunião dos primeiros cristãos para culto ele descreve.

“Lêem-se os escritos dos profetas e os comentários dos apóstolos. Concluídas as leituras, o sacerdote faz um discurso em que instrui e exorta o povo a imitar tão belos exemplos”. “Em seguida, nos erguemos, recitamos várias orações, e oferecemos pão, vinho e água”.

“O sacerdote pronuncia claramente várias orações e ações de graças, que são acompanhadas pelo povo, com a aclamação Amem!”. “Distribui-se os dons oferecidos, comunga-se desta oferenda, sobre a qual pronunciara-se a ação de graças, e os diáconos levam esta comunhão aos ausentes”.

“Os que possuem bens e riquezas dão uma esmola, conforme sua vontade, que é coletada e levada ao sacerdote que, com ela, socorre órfãos, viúvas, prisioneiros e forasteiros, pois ele é o encarregado de aliviar todas as necessidades”.

“Celebramos nossas reuniões no dia do Sol, porque ele é o primeiro dia da criação em que Deus separou a luz das trevas, e em que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos”.

Outro atestado é de;

S. Inácio de Antioquia, (†110) terceiro bispo de Antioquia, sucessor de S. Pedro e de Evódio, contemporâneo dos apóstolos quando muito jovem, que declarou ter visto Nosso Senhor ressuscitado; Conheceu pessoalmente São Paulo e São João. Sob o imperador Trajano, foi preso e conduzido a Roma onde morreu nos dentes dos leões no Coliseu. A caminho de Roma escreveu Cartas as igrejas de Éfeso, Magnésia, Trales, Filadélfia, Esmirna e ao bispo S. Policarpo de Esmirna. Apresenta alguns detalhes sobre a oblação da Eucaristia, na sua primeira carta aos cristãos de Esmirna. E nesta aparece pela primeira vez a expressão “Igreja Católica”.

“Abstêm-se eles da Eucaristia e da oração, por que não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nos­sos pecados e que o Pai, em Sua bondade, ressuscitou.” (Epístola aos Esmirnenses: Cap. VII; Santo Inácio de Antioquia).

S. Ireneu de Lião, (130-202) eminente teólogo ocidental, confirma-nos o sacrifício que era prestado pelos primeiros cristãos figurado no sacrifício de Cristo, em outra obra ele ressalta a importância e a transubstanciação na Eucaristia.

“(Nosso Senhor) nos ensinou também que há um novo sacrifício da Nova Aliança, sacrifício que a Igreja recebeu dos Apóstolos, e que se oferece em todos os lugares da terra ao Deus que se nos dá em alimento como primícia dos favores que Ele nos concede no Novo Testamento. Já o havia prefigurado Malaquias ao dizer: Porque desde o nascer do sol, (…) (Malaquias, I, 11). O que equivale dizer com toda clareza que o povo primeiramente eleito (os judeus) não havia mais de oferecer sacrifícios, senão que em todo lugar se ofereceria um sacrifício puro e que seu nome seria glorificado entre as nações.” (Adversus haereses, São Ireneu de Lion).

Outro Registro é o:

Didaqué um catecismo cristão que fora escrito por volta do ano 120 d.C. um dos mais antigos registros do cristianismo, fala nos do culto cristão e da celebração dos primeiros crentes após transcrever regras a respeito da celebração da eucaristia; diz:

“Que ninguém coma nem beba da Eucaristia sem antes ter sido batizado em nome do Senhor pois sobre isso o Senhor disse: “Não dêem as coisas santas aos cães”. (Didaqué, Cap. IX, Nº 5)

Também diz sobre a reunião dos crentes;

“Reúna-se no dia do Senhor para partir o pão e agradecer após ter confessado seus pecados, para que o sacrifício seja puro” (Didaqué, Cap. XIV, nº 1)

O que tem em comum estes testemunhos do fim do I séc. e inicio do II século, comprovam a liturgia católica como herdeira, da liturgia dos primeiros cristãos oferecidas em suas reuniões, mais tarde no séc. III conhecidas pelo termo Missa, que Procede do latim “mitere”, que quer dizer “enviar, mandar, despedir”. Missa é o particípio que adquira o sentido de substantivo; “missão, despedida, dispensa,” é, pois a despedida na partida. Podemos observar que eles perseveravam na comunhão e na celebração eucarística então onde ficam os cultos protestantes? Os gritos, os longos sermões, e as musicas e estilos exagerados e sentimentais, além dos pseudo-exorcismos e das tidas manifestações do “Espírito”? Se não tem embasamento histórico, bíblico ou nas reuniões dos primeiros cristãos? Trata-se de invenções humanas posteriores a antiguidade cristã.

Notas:

Disciplina do Arcano¹: Disciplina do Segredo, ou Lei do Arcano, é o termo teológico para expressar o costume que prevaleceu na Igreja primitiva, na qual o conhecimento dos mistérios da religião cristã era, por medida de prudência, cuidadosamente mantido oculto aos gentios, aos não-iniciados e até mesmo aos que se submetiam à instrução na fé, para evitar que aprendessem algo que pudessem fazer mau uso, o costume pendurou-se até o séc. VI.

 

Autor : John Lennon J. da Silva.

 

Fonte: Veritatis Splendor

O Namoro Católico

Publicado: 20 de julho de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina

Por Padre Lodi da Cruz

O namoro é o período em que o rapaz e a moça procuram conhecer-se em preparação para o matrimônio.

No matrimônio homem e mulher doam seus corpos, constituem uma só carne e tornam-se instrumentos de Deus na geração de novas vidas humanas.

Mas antes de doar os corpos é preciso doar as almas. No namoro os jovens procuram conhecer, não o corpo do outro, mas sua alma.

Os namorados não podem ter relações sexuais, pois o corpo do outro ainda não lhes pertence. Unir-se ao corpo alheio antes do casamento (fornicação) é um pecado contra a justiça, algo como um roubo.

E como nosso corpo é templo do Espírito Santo (1Cor 6,19) a profanação de nosso corpo é algo semelhante a um sacrilégio.

Não sabeis que sois um templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá . Pois o templo de Deus é santo e esse templo sois vós” (1Cor 3,16-17).

Porém não é apenas a fornicação que é pecado, mas também tudo o que provoca desejo da fornicação, como abraços e beijos que, muitíssimo mais que constituírem expressões de afeto, despertam, alimentam e exacerbam o desejo físico.

Aliás, é possível profanar o templo do nosso corpo até por um pensamento: “Todo aquele que olha para uma mulher com mau desejo já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mt 5,28).

Durante o namoro deve-se evitar o contato físico desnecessário. O contato entre os corpos (beijos e abraços), além de causar o desejo de fornicação , obscurece a razão. O próprio beijo na boca ou de novela já constitui uma entrega física, que, se acidentalmente pode não se consumar, no entanto a prepara ou apressa. Vale aqui lembrar a advertência de Cristo: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito é pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

O prazer da excitação dos sentidos, além disso, torna os jovens incapazes de perceber a beleza da alma do outro. O namoro assim deixa de ser uma ocasião de amar para ser uma ocasião de egoísmo a dois, cada um desejando sugar do outro o máximo de prazer.

Como Namorar

Sendo o namoro o encontro de dois templos sagrados que desejam conhecer-se e amar-se interiormente, os namorados deveriam agir à semelhança de um rito litúrgico:

    • rezar antes e depois do namoro;
    • namorar apenas em lugar visível, para evitar ocasião de pecar. Nada há para esconder;
    • durante o namoro evitar ir além de conversar e dar as mãos;
    • ter sempre em mente : “Eu estou diante de um templo sagrado. Ai de mim se eu profanar este templo até por um pensamento”.

E se o outro não aceitar namorar cristãmente?

É preciso renunciar ao namorado (à namorada).

Aquele que ama pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim. E aquele que ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim” (Mt 10,37).

E Jesus poderia acrescentar :

Aquele que ama o namorado ou a namorada mais do que a mim não é digno de mim“.

Para conservar a graça que Cristo nos conquistou com o preço de seu sangue, devemos renunciar até à própria vida .

Mas há um consolo. Se outro não aceitar namorar senão através de beijos e abraços escandalosos, na verdade ele não ama você, mas deseja gozar do prazer que você pode oferecer. O verdadeiro amor sabe esperar.

É preciso ser diferente de todo o mundo?

Sim. O cristão deve ser sal da terra (Mt 5,13), luz do mundo (Mt 5,14), fermento na massa (Mt 13,33).

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir a qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito” (Rm 12,2)

A alegria da pureza

Aquele que procura o prazer, encontra o prazer. Mas depois vem o vazio, o remorso de consciência e a tristeza.

Aquele que se abstém do prazer por amor encontra a alegria . Os puros de coração são capazes desde já de conhecer as coisas de Deus muito melhor do que os outros. A pureza se expressa no olhar. Ao olharmos para os olhos de uma pessoa pura, vemos algo de Deus em sua alma.

Se os que buscam o prazer na impureza conhecessem a alegria da pureza, desejariam ser puros mesmo que fosse por egoísmo . A alegria da pureza está acima do prazer da impureza assim como o céu está acima da terra. Experimente e diga-me se não é assim.

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz


Oração para antes do namoro

Senhor,
Estou aqui diante de um templo santo onde vós habitais. Amo-vos presente neste templo e prefiro morrer a profanar este santuário mesmo por um pensamento.
Fazei que com este namoro eu aprenda a amar a vós presente no outro e assim descubra se foi este (esta) quem escolhestes para estar ao meu lado por toda a minha vida.
São Rafael Arcanjo, que conduzistes Tobias a Sara e lhes ensinastes a pureza do coração, fazei-nos namorar de tal modo que os anjos possam estar presentes e glorificar a Deus conosco .
Virgem puríssima, dai-nos a pureza do vosso Imaculado Coração.


Depois do namoro

Convém fazer um exame de consciência:
“Estou agora amando a Deus mais do que antes?”

Fonte: Namoro Católico

Uma vez salvo pra sempre salvo. Será?

Publicado: 28 de junho de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina, Seitas & Heresias

Comumente vemos pessoas afirmando que já estão salvas, e portanto apontam o dedo na cara das outras dizendo que elas vão para o inferno, agora eu pergunto com que certeza elas dizem isso? Caso elas abandonem o evangelho mesmo assim ainda serão salvas?

A Igreja Católica nunca deve duvidas da Salvação, agora ela não pode dizer que ninguém está salvo, até por que se estivéssemos salvos não precisaríamos ser julgados no último dia!

Abaixo vou colocar como a bíblia deixa explicito que ninguém tem sua salvação garantida aqui na terra.

Felipenses 3, 10-14. Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a ele na morte, com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos. Não pretendo dizer que já alcancei (esta meta) e que cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho em conquistá-la, uma vez que também eu fui conquistado por Jesus Cristo. Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: prescindindo do passado e atirando-me ao que resta para a frente, persigo o alvo, rumo ao prêmio celeste, ao qual Deus nos chama, em Jesus Cristo. [grifos meus]

Coríntios 10, 12. Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia.

Hebreus 4, 1. Enquanto, pois, subsiste a promessa de entrar no seu descanso, tenhamos cuidado em que ninguém de nós corra o risco de ser excluído.

Hebreus 10, 26-27. Depois de termos recebido e conhecido a verdade, se a abandonarmos voluntariamente, já não haverá sacrifício para expiar este pecado. Só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes.

Romanos 11, 22. Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, bondade para contigo, suposto que permaneças fiel a essa bondade; do contrário, também tu serás cortada.

Romanos 8, 24-25 Porque pela esperança é que fomos salvos. Ora, ver o objeto da esperança já não é esperança; porque o que alguém vê, como é que ainda o espera? 25. Nós que esperamos o que não vemos, é em paciência que o aguardamos.

Tessalonicenses 5,8. Nós, ao contrário, que somos do dia, sejamos sóbrios. Tomemos por couraça a fé e a caridade, e por capacete a esperança da salvação.

Tito 1, 2 …na esperança da vida eterna prometida em tempos longínquos por Deus veraz e fiel…

Tito 3, 7… para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna.

Temos a Esperança que vamos ser salvos e não a certeza que já estamos salvos!

Filipenses 2,12. Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência.

Vejam Paulo mandando os Filipenses trabalharem em sua salvação, como eles trabalhariam por ela se já estivessem salvos?

II Coríntios 6, 1. Na qualidade de colaboradores seus, exortamos-vos a que não recebais a graça de Deus em vão.

Outras passagens mais claras que não precisamos de mais conversa:

Na Bíblia não existe contradição!! O que temos que fazer é examiná-la melhor!

Os Eleitos de Deus São aqueles que o Amam! Esses, ninguém tira da mão de Deus, agora se eles quiserem sair dela ai já é problema deles, todos tem o livre arbítrio!

Hebreus 6, 4-6 Porque aqueles que foram uma vez iluminados saborearam o dom celestial, participaram dos dons do Espírito Santo, experimentaram a doçura da palavra de Deus e as maravilhas do mundo vindouro e, apesar disso, CAÍRAM NA APOSTASIA, é impossível que se renovem outra vez para a penitência, visto que, da sua parte, crucificaram de novo o Filho de Deus e publicamente o escarneceram.

Está claro ai acima, os que já experimentaram Deus, dos dons do Espírito Santo e das delícias celestes, se abandonarem Cristo não serão salvos! Portanto ninguém tem a salvação garantida, e todos até mesmo os que aderem a Jesus Cristo podem negá-lo. Só quem experimenta essas coisas santas é quem já esteve com ele.

2 Pedro 20-22 Com efeito, se aqueles que renunciaram às corrupções do mundo pelo conhecimento de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador nelas se deixam de novo enredar e vencer, seu último estado torna-se pior do que o primeiro. Melhor fora não terem conhecido o caminho da justiça do que, depois de tê-lo conhecido, tornarem atrás, abandonando a lei santa que lhes foi ensinada. Aconteceu-lhes o que diz com razão o provérbio: o cão voltou ao seu vômito (Pr 26,11); e: A porca lavada volta a revolver-se no lamaçal.

Novamente Pedro nos mostra que a pessoa veio para Cristo e depois voltou ao mundo ou seja apostatou da fé, e conseqüentemente não será salva!

A Doutrina Católica do Batismo Infantil

Publicado: 16 de junho de 2010 por Rafasoftwares em Doutrina

Algumas igrejas protestantes, principalmente as fundamentalistas, criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças. Para eles, o batismo é reservado apenas para adultos e crianças mais crescidas, pois este deve ser administrado apenas após a evidência do “nascer de novo” – isto é, após a pessoa “aceitar Jesus como único Senhor e salvador”. No instante desta “aceitação”, a pessoa “nasce de novo” e se torna cristão, um dos eleitos, e sua salvação está garantida, para sempre. Só então se segue o batismo, já que este não possui poder salvífico algum. Na verdade, quem morre antes que seja batizado, mas depois de ter “aceitado” Jesus, vai para o paraíso de qualquer forma.

Da forma como estes protestantes entendem, o batismo não é um sacramento (no real sentido da palavra) mas um ordenança. De forma alguma transmitiria a graça que está simbolizando. Para eles, é apenas um manifestação pública da conversão de alguém. Pelo fato de somente adultos ou crianças maiores poderem se converter, o batismo é negado às crianças que ainda não alcançaram a “idade da razão” (em torno dos sete anos). A maioria destes fundamentalistas bíblicos afirmam que durante os anos anteriores à idade da razão, os bebês e as crianças menores estão automaticamente salvas. Assim que determinado indivíduo alcança a tal idade, deve “aceitar” Jesus para alcançar o paraíso.

Desde os tempos do Antigo Testamento, a Igreja Católica entendeu o batismo de forma diferente, ensinando que este é um sacramento que traz consigo diversas coisas, a primeira das quais é a remissão dos pecados, tanto o pecado original como o pecado atual – apenas o pecado original no caso dos bebês e crianças pequenas, pois são incapazes de pecado atual – quando o batizado for adolescente ou adulto.

Pedro explica o que no ocorre no batismo quando diz, arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo (At 2,38). Porém, ele não faz restrição a este ensinamento apenas aos adultos. Ele acrescenta, pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus (v.39). E também lemos, Levanta-te. Recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o seu nome (At 22,16). Este mandamento é universal, não restrito a adultos. Além do mais, estes versículos tornam clara a necessária conexão entre o batismo e a salvação, uma conexão explicitamente mencionada por Pedro, que diz, esta água prefigurava o batismo de agora, que vos salva também a vós, não pela purificação das impurezas do corpo, mas pela que consiste em pedir a Deus uma consciência boa, pela ressurreição de Jesus Cristo (1Pd 3,21).

Cristo chama todos ao batismo

Apesar de os protestantes fundamentalistas modernos serem os principais opositores do batismo de crianças, esta heresia não é nova. Na idade média, alguns grupos começaram a rejeitar o pedobatismo, como os Cátaros e Valdenses. Mais tarde, os Anabatistas (re-batizadores) deram prosseguimento a esta corrente doutrinária, afirmando que crianças são incapazes de receber o batismo validamente. Porém, a Igreja Cristã historicamente sempre sustentou que as leis de Cristo se aplicam às crianças da mesma forma como aos adultos, pois Cristo disse que ninguém poderá entrar no céu a menos que tenha renascido pela água e pelo Espírito (Jo 3,5). Suas palavras devem ser aplicadas a todos aqueles que desejem ter direito ao seu reino. Ele também defendeu este direito mesmo às crianças, deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham (Mt 19,14).

Lucas nos dá mais detalhes sobre esta bela passagem das Escrituras. Trouxeram-lhe também criancinhas, para que ele as tocasse. Vendo isto, os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,15-16).

Os protestantes afirmam que estas passagens não se aplicam a crianças mais jovens e a bebês pois a passagem implica que as crianças a que Cristo está se referindo são aquelas que podem ir até ele por si mesmas (algumas traduções trazem “soltem as criancinhas para que venham a mim”, o que dá a entender que elas poderiam fazer isso por si próprias). Os fundamentalistas, então, concluem que a passagem se aplica somente às crianças que são capazes de andar, e, presumivelmente, capazes de cometer pecados. Mas o texto de Lc 18,15 diz Trouxeram-lhe também criancinhas (do grego proseferon de auto kai ta brephe). A palavra grega brephe significa “bebês, crianças nos primeiros anos de vida” – crianças completamente incapazes de chegar até Cristo por si mesmas e que não possuem a capacidade de fazer uma decisão consciente de “aceitar Jesus como seu Senhor e salvador”. Este é precisamente o problema. Os fundamentalistas refutam a possibilidade de conceder o batismo a crianças por que elas não possuem ainda a capacidade de fazer uma escolha consciente, como esta, por exemplo. Mas notem que Jesus diz porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas [referindo-se justamente a estas crianças que estavam sendo levadas a ele por suas mães/responsáveis]. O Senhor não exigiu que elas fizessem uma escolha consciente. Disse que elas são precisamente o tipo de pessoa que pode vir até Ele e receber o reino. Então com que bases, pergunta-se aos protestantes fundamentalistas, os bebês e as crianças jovens deveriam ser excluídas do sacramento do batismo? Se Jesus disse Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque impedi-las negando-as o batismo?

Em lugar da Circuncisão

Além disso, Paulo nota que o batismo substitui a circuncisão (cf. Cl 2,11-12). Nesta passagem, ele se refere ao batismo como “circuncisão de Cristo” e “circuncisão não feita por mão de homem”. Usualmente, somente crianças eram circuncidadas sob a Antiga Lei; a circuncisão de adultos era rara, pois eram poucos os convertidos ao judaísmo. Se Paulo quisesse excluir as crianças, não teria escolhido a circuncisão como paralelo do batismo.

Esta comparação entre quem poderia receber o batismo e a circuncisão é muito apropriada. No Antigo Testamento, se alguém quisesse se tornar judeu, deveria crer no Deus de Israel, e ser circuncidado. No Novo Testamento, se alguém quisesse se tornar cristão, deveria crer em Deus e em Seu Filho Jesus, e ser batizado. No Antigo Testamento, aqueles nascidos em lares judeus poderiam ser circuncidados em antecipação à fé judaica na qual iriam crescer e praticar. Da mesma forma, no Novo Testamento, aqueles nascidos em lares cristãos poderiam ser batizados em antecipação à fé cristã na qual iriam crescer e praticar. O caminho é o mesmo: se alguém é adulto, deverá proclamar a fé para ser aceito entre os membros; porém se este alguém é uma criança que ainda não possui faculdades para proclamar a fé, a ele será conferido o rito para aceitação entre os membros sabendo que será nesta fé que irá crescer. Esta é a base da referência de Paulo ao batismo como sendo uma “circuncisão de Cristo” – ou seja, o equivalente cristão da circuncisão.

Somente adultos eram batizados?

Os fundamentalistas relutam em admitir que a Escritura em lugar algum restringe o batismo a adultos, mas quando pressionados, acabam admitindo. Eles concluem que mesmo que o texto não explicite esta idéia, existem significados que suportam esta visão. Naturalmente, as pessoas cujos batismos são lidos na Escritura (e alguns são identificados individualmente) eram adultos, mas porque foram convertidos como adultos. Isto faz muito sentido, pois o cristianismo estava apenas em seu começo. Não existia ainda uma “população cristã”, com crianças educadas em lares cristãos, etc.

Mesmo nos livros do Novo Testamento escritos mais tardiamente no primeiro século, nós nunca – nem mesmo uma vez – vemos uma criança crescida em lar cristão sendo batizada apenas após fazer a tal “decisão” por Cristo. De preferência, sempre se assumiu que as crianças nascidas em lares cristãos já eram cristãs, pois já haviam sido “batizadas em Cristo” (Rm 6,3). Se o batismo de crianças não fosse o costume, deveriam haver referências de filhos de pais cristãos sendo aceitos na Igreja apenas após chegarem à idade da razão, mas não há nenhuma referência a isso na Bíblia.

Referências Bíblicas?

Mas, alguém poderia perguntar, a Bíblia diz que bebês e crianças menores podem ser batizadas? As evidências são claras. No Novo Testamento lemos que Lídia foi convertida pela pregação de Paulo e que foi batizada juntamente com a sua família (At 16,15). O carcereiro a quem Paulo e Silas converteram foi batizado naquela noite juntamente com sua família, então, naquela mesma hora da noite, ele cuidou deles e lavou-lhes as chagas. Imediatamente foi batizado, ele e toda a sua família (v. 33). Em sua saudação aos coríntios, Paulo recorda, aliás, batizei também a família de Estéfanas (1Cor 1,16).

Em todos estes casos, lares e famílias inteiras foram batizadas. Isto significa mais do que apenas o cônjuge, pois as crianças também estavam incluídas. Se o texto de Atos fizesse referências apenas ao carcereiro e à sua esposa, porque não lemos “foi batizado, ele e sua esposa”? Portanto, suas crianças também deveriam estar incluídas. O mesmo se aplica aos demais batismos semelhantes citados na Escritura.

Devemos admitir que é impossível conhecer a idade exata das crianças; poderiam ser crianças que já passaram da idade da razão, mas também poderiam ser bebês ou crianças menores, mais jovens. É mais provável que habitassem tanto crianças mais novas como mais velhas, e certamente haveriam crianças que ainda não alcançaram a idade da razão nestes e tantos outros lares que foram batizados, especialmente se considerarmos que a sociedade da época não se preocupava com métodos de controle de natalidade. Além do mais, dado o caminho para o entendimento de batismo em lares inteiros, se houvesse exceção a esta regra (as crianças), deveria estar explícita.

Padres e Concílios

A doutrina da Igreja Católica de hoje sempre foi a mesma adotada desde o início do cristianismo. Orígenes, por exemplo, escreveu no terceiro século que “de acordo com o costume da Igreja, o batismo é conferido às crianças” [Homilia a Leviticus 8:3:11, (244 d.C.}]. O Concílio de Cartago, em 253, condenou a doutrina de que o batismo das crianças deveria ser adiado até os oito anos de idade. Mais tarde, Santo Agostinho ensinou que “O costume da madre Igreja de batizar crianças certamente não deve ser zombado…nem que esta tradição seja algo que não dos apóstolos” [Interpretação Literal do Gênesis 10:23:39 (408 d.C.)]

Sem chance para “invenção”

Nenhum dos pais ou Concílios da Igreja disse que esta prática era contrária às Escrituras ou à Tradição. Concordavam que o batismo de crianças era uma prática costumeira e apropriada desde os tempos da Igreja primitiva; a única incerteza parecia ser quando – exatamente – a criança deveria ser batizada. Mais evidências de que o batismo de crianças era uma prática aceita na Igreja primitiva é o fato de que se o batismo infantil fosse contrário às práticas religiosas dos primeiros cristãos, porque não possuímos nenhum documento, nenhum, de escritores cristãos que reprovem esta prática?

Entretanto os protestantes fundamentalistas buscam ignorar os escritos dos primitivos cristãos que claramente legitimam o batismo infantil. Tentam se refugiar apelando para a história de que o batismo requer fé e, pelo fato de as crianças serem incapazes de terem fé, não podem ser batizadas. É verdade que Cristo deu instruções sobre a fé atual de adultos convertidos (Mt 28,19-20), mas a sua lei geral sobre a necessidade do batismo (cf. Jo 3,5) não coloca restrições aos sujeitos ao batismo. Apesar de as crianças estarem incluídas na lei que Ele estabeleceu, existem exigências da lei que elas ainda não podem cumprir por causa de sua idade. Não se pode esperar que sejam instruídos e tenham fé se ainda são incapazes de receber alguma instrução ou manifestar a fé. O mesmo é verdadeiro para a circuncisão, a fé em Deus era necessária para que o adulto a recebesse, mas não se fazia necessária aos filhos dos judeus.

Além do mais, a Bíblia nunca diz “a fé em Cristo é necessária à salvação, com exceção das crianças”, mas simplesmente diz “a fé em Cristo é necessária à salvação”. Mesmo os protestantes fundamentalistas devem admitir que aqui há uma exceção às crianças a menos que desejem condenar todas as crianças automaticamente ao inferno. Desta forma, os próprios protestantes fazem uma exceção às crianças em relação à necessidade da fé para alcançar a salvação. Eles, dessa forma, criticam o católico por fazer a mesma exceção para o batismo, especialmente se, como cremos, o batismo for um instrumento para a salvação.

Torna-se aparente, então, que a posição fundamentalista acerca do batismo infantil de fato não é conseqüência de críticas bíblicas, mas da idéia protestante da salvação. Na realidade, a Bíblia indica que as crianças podem, e devem, ser batizadas, pois elas também podem herdar o Reino dos Céus. Além disso, o testemunho e a prática das primeiras comunidades devem silenciar de uma vez por todas os que criticam a prática da Igreja Católica de batizar crianças. A Igreja apenas dá continuidade à tradição estabelecida pelos primeiros cristãos, que atenderam as palavras de Jesus, Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas (Lc 18,16)

Fonte: www.veritatis.com.br