A Igreja de Cristo pode ser protestante? (Refutando o CA”C”P)

Publicado: 22 de dezembro de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Existem dois tipos de argumentações que normalmente são feitas e que mostram que o protestantismo não faz sentido. O primeiro tipo delas é mostrar que suas objeções não fazem sentido, o que na maioria das vezes é fácil, e, hoje, apesar dos empecilhos mais emocionais que racionais, estão vindo cada vez mais à tona. O que é ruim para a mentira pregada (mesmo que sinceramente) dos deformadores. Deformada, sempre deformando. No segundo tipo se encontram as incoerências do próprio protestantismo em relação à mensagem Cristã, o que mostra que é tudo, menos algo fundado por Jesus.

Dentre esses do segundo tipo, a questão da unidade da Igreja (característica intrínseca de sua natureza) têm despertado as pessoas, um dos principais fatores, hoje, é a clara necessidade de união, sendo que o protestantismo só causa o contrário. Mas mesmo que não houvesse a necessidade, é fato que Jesus declarou que a Igreja deve ser uma. As Escrituras também mostram que as divisões não estão de acordo com o propósito de Deus para a sua Igreja. Cientes disso, algumas pessoas têm tentado contornar o óbvio com desculpas toscas. Ao ler alguns artigos do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas, ou, como um amigo gosta de chamar: Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas, CA”C”P), encontrei mais um exemplo desse desespero em um texto escrito pelo Sr. João Flavio Martinez. Por isso decidi escrever sobre o assunto, não tratando diretamente palavra por palavra do que o artigo diz, mas mostrando os equívocos além de explicar elementos que foram deixados de lado pelo autor do artigo. Mas antes gostaria de citar algumas perguntas que o Sr. Flávio colocou em sua introdução:

A suposta unidade do catolicismo é sinal de ortodoxia? Existe base lógica para condenar a diversidade nas igrejas evangélicas como sinal de heresia? Até que ponto essa unidade alegada pelo catolicismo é verdadeira? É realmente tão grave esta diversidade no protestantismo a ponto de não nos enquadrarmos na perícope de João 17.22? E a igreja cristã, sempre teve essa unidade que reivindica o catolicismo?

Ele tenta responder as perguntas de moto que fique evidenciado que a Igreja Católica não é Una. Acaba por distorcer as verdades nas Sagradas Escrituras (e da Sagrada Tradição) para convenientemente apoiar sua visão preestabelecida de que as divisões não significam que as diversas igrejas protestantes não estão contrário ao ensinamento apostólico. Pior, tenta argumentar que a Igreja desde sempre possuía divisões. Houve vários equívocos, dentre eles que não existia hierarquia na Igreja primitiva, mas dentre esses equívocos o pior é utilizar de sofismas para defender que a Igreja pode ter diversos ensinos doutrinários e ainda ser uma. Por isso antes de tudo, vamos ver o que as Escrituras ensinam sobre a unidade da Igreja, e a Igreja como um corpo. Não desejo distorcer as escrituras para que seja conveniente a minha visão. Ou seja, mesmo que a passagem se torne algo difícil de explicar diante das supostas divisões da Igreja Católica. Estaria disposto a admitir que assim como os protestantes não são um, a Igreja Católica não é una, se fosse verdade. É claro que aí seria admitir que Jesus errou, pois instituiu uma Igreja Una, onde as portas do inferno não prevaleceriam, mas que o inferno teria triunfado (o que não concordo).

A Igreja é comparada a um corpo, onde cada parte do corpo possui sua função. A mão é diferente dos pés, os pés são diferentes dos olhos e os olhos são diferentes do nariz. Ambos devem estar em perfeita união e concordância. Mas uma pessoa não possui apenas mãos e pernas, mas [uma] mente, um só pensamento. Então, apesar de cada parte do corpo possuir uma [função] diferente, todas essas partes fazem parte do [único] corpo que possui um [pensamento]. Não vários pensamentos divergentes e contraditórios (estamos falando do corpo em que Cristo é a cabeça), mas um só pensamento. Se Jesus Cristo é a Cabeça e Ele é Deus, então não pode haver pensamentos divergentes e contraditórios, pelo contrário, deve haver uma união assim como Jesus é um com o Pai. Uma Igreja que possui divergências doutrinárias não é [uma] Igreja, muito menos é uma [Igreja] de Deus. Pode ser igreja de homens ou do demônio, mas não de Deus.

Jesus disse que devemos ser um assim como ele é um com o Pai (João 17,22). “Como nós somos um”. Jesus demonstra nas Escrituras que é um com o Pai não só em amor, ou em pequenos detalhes, mas em propósito, vontade e, principalmente, ensino. Jesus não ensinava aquilo que seu Pai não havia ensinado, e também não ensinava aquilo contrário ao que seu Pai lhe dizia. Dessa forma, se a Igreja deve ser unida assim como Jesus é com o Pai, ela deve ser unida não somente em questões principais, esquecendo pequenos detalhes, mas até mesmo em questões doutrinárias mínimas (se é que qualquer questão de doutrina é mínima, sendo que a Verdade, que é Jesus, é o que importa, seja ela mínima ou não). Diante disso, vemos descrito por Lucas que “a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma” Atos 4, 32. Antes de prosseguir, vejamos o que é colocado no texto sobre a Igreja como um corpo:

É uma unidade no Espírito, pois é a vontade de Deus para seu povo (Efésios 4.3 – João 17. 11,20,21).  Assim, a verdadeira igreja de Cristo é invisível e espiritual composta de todas as demais igrejas visíveis pelo vínculo da paz (Hebreus 12.23).  Contudo essa unidade não implica em uniformidade total. É um fato independente da diversidade exterior. A igreja é comparada a um corpo diversificado (I Coríntios 12.13-26) com diversos ministérios e dons; é a diversidade na unidade.  Um bom testemunho disso tem sido a “Marcha para Jesus”, um evento que é realizado no mundo todo e tem tido um crescimento vertiginoso a cada ano. Essa manifestação que inclui centenas de denominações evangélicas é um fato incontestável do que estamos falando.

Ainda comete a tolice de falar em relação a unidade que “com exceção das falsas igrejas (seitas), as igrejas evangélicas possuem de fato”. O que qualquer pessoa sabe que visita tais igrejas sabe que não é verdade. Nem mesmo a “marcha pra Jesus” (?), exemplo dado no texto, é sinal de unidade, pelo contrario, de conveniência, e, como está cada vez mais claro, politicagem. Tanto que nas próprias machas “para” existem evangélicos criticando essas posturas (o que é um sinal de bom senso). Alias, o próprio autor admite isso, falando que a unidade seria nos pontos principais que definem o que é ou não cristão, admitindo assim que, mesmo em questões aparentemente insignificantes (o que não concordo), não há essa unidade. Ou seja: um tipo de união totalmente subjetiva onde se tolera as diferenças mínimas de doutrina e pensamentos, todos considerados seguidores da Verdade, sendo que essa verdade é diferente em detalhes. O que conseqüentemente somos levados a concluir que não seguem A Verdade, pois várias verdades mesmo que diferentes em detalhes, não são uma única verdade, apesar de compartilharem de parte dEla. São diversas mentiras que compartilham características da Verdade, mas não a Verdade. Primeiro confunde a diversidade de [dons] e de [funções] com diversidade [pensamento] (doutrinas). Não dando atenção à exortação do Apóstolo Paulo: “guardai a concórdia com os outros, de sorte que não haja divisões entre vós; sede estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar.” 1 Coríntios 1,10. O apóstolo (não esses supostos apóstolos descarados de hoje) fala, assim como já foi explicado através da conseqüência lógica das palavras de Jesus, que devemos estar unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar. Para não dar vazão a mais malabarismos, é bom destacar que esse “estreitamente” ligado não significa que apesar de deverem estar ligados em questões principais, podem discordar em questões não muito importantes, a não ser que alguém queira crer também que esse era o tipo de crença entre Jesus e o Pai a respeito de seus ensinos, a respeito da Verdade (que é o próprio Jesus).

Discordando do ensino apostólico, é dito que podemos discordar em questões negociáveis. Questões que definem quem ou o quê é cristão. Bom, gostaria que fosse sincero consigo mesmo: Se o batismo é apenas simbolismo ou um sacramento é importante ou não? É claro que é importante, mas a hipocrisia faz isso ser considerado negociável. Devemos negociar a Verdade? Jesus está presente no pão e vinho? Alguns protestantes ensinam que sim, outros que não, muitos (como eu antigamente) nem imaginava que a idéia de estar presente de fato no pão e vinho de forma que também é um sacramento. Isso é negociável? Não, não é negociável: a Verdade não é negociável. Mas as igrejas protestantes ensinam de forma diferente negociando a verdade. Parece até mesmo um novo tipo de mercadores da fé, onde não se visa o lucro, mas a conveniência. A Verdade é transformada em questões negociáveis ou não, onde em nome de uma suposta unidade de paz apenas essas diferenças são toleradas. Segundo o autor do texto, itens negociáveis não determinam se a pessoa é ou não cristã. Fico a me perguntar a partir de que padrão podemos determinar se uma pessoa é ou não cristã, e a partir de que padrão objetivo podemos saber quais são ou não os itens negociáveis de uma “verdade que diverge entre si” sendo que os apóstolos ensinaram constantemente o contrário, pois eles ensinaram sobre [uma] Igreja, e por ser [uma] é universal (Católica). Não toquei na questão a universalidade e unidade de crenças por acaso, e sim porque mais um equivoco (cada vez mais surgem equívocos sem tamanho) em relação a Igreja Católica. Ele dá a entender que há diversidade doutrinaria no catolicismo, sendo que não pode haver por definição, pois as crenças da Igreja Católica devem ser universais, por isso quem não possui uma crença contrária, pode ser qualquer coisa menos católico. Mas então, como pode possuir crenças universais se foram apresentadas tantas diferenças? A resposta é que as diferenças  não são em doutrinas estabelecidas, mas em costume e em doutrinas ainda não estabelecidas. Para um melhor entendimento, decidi tratar em outro item.

– Diversidade na Igreja Católica?

Antes de explicar quais tipos de diferenças existem, penso que seja interessante fazer um resumo de como elas surgiram na história da Igreja. Essa questão então vai aos tempos apostólicos, quando as primeiras igrejas eram fundadas. Depois que os apóstolos fundaram várias comunidades cristãs, certos lideres eram instruídos, inclusive na forma de instruir os novos lideres. Eles possuíam uma mesma fé, passada de forma unanime pelos apóstolos, por isso a Igreja era uma, onde “a multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma”. É claro que algumas questões não estavam completamente desenvolvida, questões como a explicação e conciliação dos ensinos apostólicos. Com o passar do tempo essas comunidades cristãs passaram a expressar a fé de forma diferente, devido a sua cultura e língua. Mas eles não tinham diferenças nas doutrinas, pois acreditavam na Igreja Una, assim como dizem os credos, mas nas [expressões] dessa fé e sua forma de conciliar e explicar o que foi ensinado pelos apóstolos. Como algumas questões foram deixadas em aberto pelos apóstolos, surgiram aparentes divergências doutrinarias, e as vezes divergências de fato, entretanto todos sabiam a necessidade de ter um só pensamento, por isso eram feitos os concílios. Ambos observavam determinada doutrina, e se ela tivesse sido repassada pelos apóstolos aos seus sucessores (e assim por diante), então essa doutrina era aceita por ser Universal (católica). Essa era a forma de decidir os primeiros concílios e sínodos. Concílio, uma palavra que os protestantes poderiam aprender a usar. A forma de expressar era particular em cada igreja, mas a fé era universal (Católica). Os apóstolos também faziam isso, como é demonstrado em Atos 15. Os judeus tinham o costume da circuncisão, como determinava a lei, mas os gentios não precisavam seguir isso por conta da Nova Aliança, mesmo assim o costume dos judeus foi preservado, mesmo sabendo eles que não era algo necessário à Nova Aliança. Dessa forma é totalmente explicável que a questão doutrinaria possa divergir em sua expressão, ou até que ela seja conciliada posteriormente quando a questão se torna resolvida (como foi os exemplos, que não será necessário citar). Foi assim com a Divindade de Jesus, a Trindade, a Infalibilidade Papal e o Canon (não falo do Canon protestante retalhado).

Fica evidente que não é o tipo de diferença que existe nas igrejas evangélicas. É claro que nas Igrejas evangélicas existem aparentes diferenças, mas em outras há diferenças doutrinárias de fato que estão contrárias ao ensino apostólico, principalmente o da unidade que não se pode mais assumir.

No mais, Sr. João Flavio Martinez, gostaria que mostrasse de forma mais detalhada os “77 pais que comentaram este verso apenas 17 opinaram que se refere a Pedro”, e o fato deles terem comentado como não se referindo a Pedro significasse que eles não acreditavam nisso. Várias pregações, por exemplo, são feitas sobre determinados trechos bíblicos, o que não significa que o pregador não acredita na questão fundamental ensinada. Seria interessante também notar a diferença da Igreja Católica do México que não faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana, e é sim mais uma seita como as igrejas protestantes que surgem a cada descobrimento da América.

Em resumo, a Igreja de Cristo deve ser uma, mas pode divergir em [expressões] da única fé que seguem (Romanos 14, por exemplo), mas não nas questões de fé (depois de terem sido resolvidas).

O protestantismo falha em ser um assim como o Pai é um com Jesus, e assim como os primeiros cristãos eram um: em vontade, crenças e amor (deixando de lado, assim, certos costumes). No entanto, se o Espírito de Deus tivesse dado inicio a “deforma protestante”, ambos reformadores saberiam das doutrinas que estavam erradas e não divergiriam tanto formando essa Babel Doutrinária onde a única coisa que concordam é que devem criticar a Igreja Católica a qualquer custo.

A Igreja de Cristo só pode logicamente subsistir na Igreja Católica, pois é este corpo em unidade que possui as características da Igreja que Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam. Afinal, há um só Deus, um só Espírito Santo, um Senhor, uma só Igreja, e uma só fé.

Autor: Jonadabe Rios

comentários
  1. Mateus Soares disse:

    Viva a Igreja Católica, una e única Igreja de Cristo….

    Parabéns pelo blog, Tem servid de muita luz para mim…

    Deus te abençoe meu irmão… como diz em Isaias…

    “o ungido e escolhido do senhor não descansará
    até ter estabelecido a verdadeira Igreja sobre a face da terra”

    E nós católicos não vamos descansar, Demonstrando nossa

    Unidade, Nossa mansidão, e a falta de nescecidade em

    Criticar a igreja dos outros pra nos mostrar superiores

    o que eles tentam e não conseguem por Simplesmente

    não terem um só argumento plausível…

    Deus te abençoe… E Nossa Senhora te cubra com seu manto santo Forte abraço…

  2. fabio disse:

    Só li o início e achei várias falácias. primeira: você afirma que a igreja protestante prima o lado emocional: mentira (ao que parece tu conhece todos os segmentos da igreja protestante). A reforma protestante surgiu à partir das ideias dos filósofos iluministas, período de enorme racionalidade. Assim como há segmentos dentro da igreja católica voltados para o lado emocional, onde a maioria das pessoas só seguem dogmas ditados sem conhecer a origem. O mesmo ocorre dentro da igreja evangélica, havendo segmentos que pregam o lado emocional em detrimento do racional, às vezes(não sei o que se passa na mente das pessoas) deixam escapar o viés de manipulação. outro ponto que tratado no primeiro paragráfo é de que os protestantes não se apegam aos ensinamentos de Jesus. Engraçado, a fonte utilizada pelos protestantes é a mesma do catolicismo, que é os evangelhos sinópticos. Discordo desse posicionamente, pois vejo muitos protestantes se apegarem de de forma verdadeira, procurando seguir. Alguns analisam a situação e perguntam se Jesus aprova tal coisa, ou se é a vontade de Deus. Dando sequência ao que você se propos a desenvolver, você afirma que a igreja protestante não é una. Dependendo do contexto que o tema está inserido é verdade, modelo que inclui a igreja católica. Como você me explicaria a cisão do oriente, fora que ao decidirem qual seria o cânone Bíblico havia sacerdotes que discordavam da divindade de Cristo, que através desse viés, a divindade de Cristo é apenas uma decisão política. ainda deixo de lado várias coisas que ocorreram na história. Então, se a igreja católica é una, como você me explica as cartas enviadas às igrejas do apocalipse e as cartas de Paulo direcionadas à igreja de éfeso, cotíntio, gálatas…entre outras? Na prática, você demonstra falta de conhecimento acerca da história da igreja, se assume tal posição perpetuando mentiras, e agora que exclareço que você perpetua uma mentira, qual a posição que você está assumindo de acordo com joão 8:44? algo a se pensar.
    e para contrapor à sua ideia de que a igreja protestante não é igreja vai um versículo Bíblico:
    Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei.”
    Mt 18, 20
    ok. muito bem. Igreja significa o corpo de Cristo. O versículo passa a ideia de “assumi-se a posição de Cristo”formando em qualquer grupo de indivíduos, que o proposito é a figura de Cristo uma igreja. Unidade está no sentido de todos possuirem o mesmo propósito, significando que indíviduos ao depositar sua fé em Cristo pertencem a mesma igreja, não importando se é protestante, católico ou outro.
    E para concluir, não importa o templo(local físico ou instiuição político-relisioso),mas sim o propósito dos indivíduos em se crucificarem juntos com Cristo. Suas ideias acerca do que desenvole no primeiro parágrafo são enganosas(só li o início, como vi muitas falácias desistir de ler)

  3. Jonadabe Rios disse:

    Primeiro, o [fato] de certos protestantes (eu não disse todos, principalmente por conhecer vários protestantes coerentes) primarem pela emoção no lugar da razão não está ligado ao meu argumento, que é a unidade da igreja e falta de unidade do protestantismo. Eu disse dos [empecilhos emocionais] diante dos fatos, e não o que você se referiu.

    Sua postagem é uma evidencia disso que falei.

    Segundo, você não refutou a visão Bíblica e a exposição de como o corpo de Cristo é um. Apenas citou alguns exemplos históricos que foram distorcidos de seu contexto.

    Sobre o que disse refernte ao Oriente, sim, haviam bispos que não defendiam a divindade de Jesus. Essa doutrina não estava desenvolvida, e por isso existem os concilios: para se conciliar as idéias chegar a um denominador comum (o que os protestante só vão ter quando se tornarem católicos, como vários já tem se tornado graças a Deus).

    Você também disse “que através desse viés, a divindade de Cristo é apenas uma decisão política”. Na verdade é o contrário. Primeiro por que Constantino era ariano, e o arianismo se encaixava muito bem nos conceitos pagãos (diferente da plena divindade do Logos), pois pregava a idéia de um semi-deus, tal qual os semideuses filhos dos deuses que eram adorados na época. Isso é registrado até mesmo por dócumentos de pessoas favoráveis ao arianismo (como Eusébio de Cesaréia). Na verdade, o arianismo foi oficializado pelo filho de Constantino e Atanásio (um verdadeiro Reformador, e não um deformador como Lutro e cia) foi exilado. Isso aconteceu porque o filho dele queria unificar Roma com uma crença parecida com o paganismo, que foi a doutrina de Ário. Mas isso foi inutil, pois as portas do inferno não prevaleceriam contra a Igreja de Cristo.

    De qualquer forma, isso só evidencia a falha m seu argumento, pois se o interesse fosse político, as idéias de Ário teriam vencido tal Concílio.

    Na verdade, isso sim que você disse é falácia, pois mesmo [se] o intersse fosse político, não mudaria o fato que a Tradição Cristã Primitiva de forma universal (ou seja, Católica) ensinava a divindade do Logos, assim como as Escrituras o fazem.

    Caso se interesse mais nesse assunto, dê uma lida no livro “Jesus é Deus?” de Jefferson Ramalho, onde trata dessa questão, ou o primeiro volume da coleção de história do cristianismo de Daniel Rops.

    Quanto as cartas enviadas, meu caro, é simples. Elas foram enviadas por motivos diferentes, não porque a Igreja ensinava doutrinas diferente, e sim para assegurar que não ensinasse e evitar alguns equivocos.

    Na verdade, eu gostaria até de te agradecer por mais um argumento a favor do que propus nesse texto, isso porque as cartas enviadas com o interesse de exortar aqueles que foram ensinados a estar “estreitamente unidos no mesmo espírito e no mesmo modo de pensar” do qual haviam aprendido oralmente em um momento anterior a essas cartas. Até porque não faz sentido exortar os cristãos por meio de cartas a prmanecerem no que foi aprendido, e corrigir erros e atitudes de pessoas já convertidas se já não tivessem ensinado oralmente a doutrina. Por isso as cartas, apesar dos propositos diferentes, serviam para assegurar essa unidade e evitar que cada um ensinasse uma coisa (como ocorre com as igrejas protestantes).

    Na verdade, se observar nas cartas apostólicas, no livro de atos e nos evangelhos, verá intensamente a movimentação dos cristãos em busca de unidade doutrinária.

    Você também disse que a Igreja de Cristo são os que estão reunidos no nome de Cristo. Eu concordo. Mas não é só isso, e como disse no texto (e isso não refutou, apenas ignorou) pois a unidade não seria apenas o mesmo propósito (como até mesmo refutei no texto), e sim doutrinário e um mesmo modo de pensar, já que possuimos um só Senhor e um só Espírito, tal Senhor que é o Cabeça da Igreja e o Espírito que nos guia, de modo que se há um só Senhor, um só Espírito Santo, e uma só Igreja (um só corpo), então deve haver além de um só proposito, uma forma de pensar.

    Por ter lido apenas o inicio, acabou colocando coisas que já foram tratadas no resto do texto. E por chamar de falácia o que não é, acabou cometendo o erro que me acusou.

    No mais, mesmo que a Igreja Católica não fosse una, isso não desmenteria a argumentação qu fiz sobre a essencia intrinseca da unidade da Igreja, apenas significaria que a Igreja Católica não é ela e que Jesus errou pois não há nenhum corpo unido [assim como Jesus e o Pai eram um], significando assim que as portas do inferno prevaleceram contra a Igreja de Cristo (o que não concordo).

    Espero que proxima vez leia os textos de forma completa antes de argumentar, caso contrário só evidenciará mais uma vez que vários protestantes acabam tendo empecilhos emocionais e por isso deixam de usar aquilo que Jesus ordenou que fizessemos em sua totalidade: amar a Deus com todo nosso entendimento.

  4. fabio disse:

    nesse parágrafo faz-se afirmações falsas, pelo que conheço sobre religiões. Não estou defendendo o catolicismo e nem o protestantismo. Em ambas as religiões há indivíduos mal intencionados e e bem intencionados. Conheço pessoas de ambos os segmentos religiosos, que, inclusive os tenho em auto estima. Mas eu sou contra quando diz que “o protestantismo não faz sentido”, se não fizesse sentido não haveria tantos fiéis de todas as classes sociais(jovens, velhos, intelectuais…etc…existe até comunista cristão e um um segmento filosófica chamado de existencialismo cristão). Ao fazer tal afirmação, você deixa implícito que é coisa de louco. outro ponto contraditório que você coloca é em relação a “mentira pregada (mesmo que sinceramente) dos deformadores”, sinceramente não entendo tal posicionamento, pois a base da fé é a bíblia, se não me engano o novo testamento é o mesmo, se eles pregam o que está na Bíblia, esta se faz falsa, logo o protestantismo e o catolicismo são falsos. E, o último citado no parágrafo e intimamente ligado ao anterior é que “incoerências do próprio protestantismo em relação à mensagem Cristã, o que mostra que é tudo, menos algo fundado por Jesus”, isso demonstra que você conhece de maneira empírica todos os segmentos dessa igreja para propor tal afirmação. de tal modo, pelo que você desenvolveu no primeiro parágrafo mostra altamente tendencioso, fazendo afirmações falsas. Devido à isso eu me recuso a ler todo o texto, pois a apresentação no primeiro parágrafo demonstra ódio por um determinado grupo religioso, coisa que eu sou contra. Outro dado que tu apresentaste na resposta foi o fato de Lutero ser deformador, acho que são ideias deturpadas. Ele queria reformar a igreja, corrigir as práticas erradas que estavam em voga na época. Em relação aos motivos políticos em volta de Jesus ser Deus, é uma das interpretações possíveis, mas que é muito forte no ramo da história, assim como a revolta de Cristo no templo é tido como um viés político, ideia humanista. Não estou falando que tal igreja é certa ou errada, apenas vi incoerências no seu discurso e altamente tendencioso ao fazer tais afirmações, alimentando ódio reliogioso.

    um grande abraço

  5. Jonadabe Rios disse:

    Amigo, você está equivocado no que disse.

    Mas não é só nisso que está equivocado, e sim sobre como saber a validade ou falsidade de algo.

    Pra decidir se algum conjunto de crenças (ou vários conjuntos divergentes, como é o caso do protestantismo) são válidos, deve-se avaliar as evidencias, e não a quantidade de pessoas que seguem tais crenças.

    Caso fosse, deveriamos considerar o Islã como verdadeiro por tal motivo, e Jesus como um mentiroso por ter dito que muitos seriam os chamados e poucos os escolhios.

    Também não dei a entender que conheço todos os ramos do protestantismo de forma empirica, e sim que a sua essencia é falha em relação a mensagem apostólica. Não se precisa conhecer folha por folha se já sabe que sua base e raiz é ruim.

    Não vou continuar defender o qu eu disse e repetir as mesmas coisas enquanto você insistir em não ler o texto.

    O motivo você diz que é um suposto ódio meu (que não tenho em relação ao protestantismo). Na verdade isso está parecendo mais uma desculpa, pois o tempo dessas postagens que você fez sem ler poderia ser gasto lendo o texto.

    Se de um lado não tenho ódio aos protestantes (meus pais e parentes são protestantes, ainda), por outro tenho aversão a mentira. E é isso que conclui a respeito do protestantismo (que deveriam ser chamados de “protestantismoS”) é isso, e parte dos motivos estão nesse texto.

    No mais, Lutero foi sim um deformador, e não só eu, mas outros “reformadores” de sua época também pensavam algo parecido:

    “O demônio apoderou-se de Lutero de tal modo que até nos faz crer que o possui por completo. Quando é visto entre os seus seguidores, parece realmente que uma legião o possui” (Zwinglio)

    “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer.” (1 Coríntios 1:10)

    Abraços.

  6. fabio disse:

    É né, cada um acredita no que quer acreditar, deixam-se entregar aos desejos do coração. Em relação a isso, não há nada a comentar. Se não me engano há um versículo bíblico com essa ideia: o deus deste século cegou o entendimento do homens, ou algo parecido. Não defendo uma igreja em detrimento da outra, só não entendo o fato de a base ser a mesma e haver tantas dissenções entre ambos os meios. Uma querendo desconstruir a outra. Se formos pegar as práticas dentro da igreja católica encontramos várias origens pagãs, processo de aculturação. E tu afirmastes que tal igreja é mentirosa, isso é apontar um dedo sendo que há quatro na sua direção.
    não há necessidade de ler o texto todo, geralmente o primeiro parágrafo representa uma introdução do que vai ser tratado no restante do texto, e nesse encontrei mais de uma afirmação falsa. Não quero me “emburrecer”.

    um grande abraço

  7. Jonadabe Rios disse:

    Bom, e é o que pensa (ainda acho que está com uma idéia equivocada).

    Fica com Deus.

    Abraços.

  8. SanTiago disse:

    Muito boa essa matéria, que Deus te ilumine sempre com esse dom, abraços fique com Deus!!!

  9. Daniel Dumaresq disse:

    Mesmo sem ser protestante eu sei que Lutero não queria outra igreja, por isso ele mesmo gostaria de uma “reforma” dentro da Igreja Cristã (ou Católica, se preferir), o que não ocorreu.

  10. (Anderson) disse:

    PROTESTANTISMO – QUESTÕES QUE OS PROTESTANTES NÃO PODEM RESPONDER
    1)Diz o protestante que religião não salva ninguém. Diz também o protestante que religião não serve para nada. Para justificar sua rebeldia contra a Igreja Católica diz ainda o protestante que Jesus não fundou a Igreja Católica.
    Pergunta-se: Jesus fundou o que ? Uma Igreja ? Uma religião ? Ou Jesus não inaugurou nada ?
    O que é o cristianismo para você ? Uma Igreja ou uma religião ?
    Se Jesus não fundou nada, como e por que você pretende segui-lo ?
    Se Jesus não fundou nada, o que significam as palavras: “Sobre ti edificarei a minha igreja” ?
    Se Jesus fundou a Igreja Católica, por que você protestante não adere a ela ?
    Se Jesus fundou uma religião por que você diz que religião não salva ou não serve para nada ?
    2)Uma denominação protestante tinha 500 membros.
    10 membros deixaram a denominação protestante porque o pastor começou a pregar a teologia da prosperidade e estes 10 discordaram.
    Dos 10 membros dissidentes, 5 fundaram novas igrejas e os outros 5 foram para outras denominações protestantes, conforme se vê abaixo:.
    Os 05 que fundaram novas denominações começaram a pregar pela ordem: a)Contra o divórcio e a favor de pregadoras mulheres, b)A favor do divórcio e contra pregadoras mulheres, c)A favor do aborto, d)A favor do evangelho judaizante, e)A favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Os 03 primeiros batizavam e os outros 02 não batizavam. Os 02 primeiros rejeitavam a trindade e os outros 03 a defendiam. 04 aceitavam sacramentos e 01 os rejeitava. 04 batiam palmas e 01 achava tal prática um desrespeito.
    Os outros 05 membros dissidentes que foram para as outras denominações dividiram-se da seguinte forma: a)Igreja Batista, b)Denominação pentecostal, c)Igreja Luterana, d)Igreja Adventista, e)Igreja Anglicana
    Quais são as nossas dúvidas ?
    Qual destes grupos reteve a sã doutrina ?
    Qual destes grupos pratica o verdadeiro evangelho de Jesus Cristo ?
    Qual destes grupos pode ser chamado de sucessores dos verdadeiros apóstolos de Cristo ?
    Quais destes grupos devem ser considerados como hereges ?
    Todos estão salvos ?
    Uma vez que você protestante venha a considerar que todos estão salvos independentemente de denominação e do Cristo que cada grupo segue em cada igreja, poderíamos dizer que o importante para a salvação é tão e somente o rótulo protestante ?
    Então por que o protestante diz que placa de igreja não salva ninguém ? Claro que salva.
    Bastou levantar o dedo na denominação protestante que todos já são irmãos em cristo, ainda que sejam todos divergentes entre si.
    Se todos estão salvos, por que brigaram e se dividiram ?
    Por que ao invés de brigarem não louvaram a DEUS pela “salvação” de todos ?
    Qual destes grupos representa a igreja primitiva ?
    3)A salvação uma vez “obtida” pode ser perdida ?
    Se você acha que salvação não pode ser perdida, pergunta-se:
    Se todos estão salvos e salvação não pode ser perdida, e é fato que uns chamam aos outros de hereges, inclusive gerando inúmeras e contínuas divisões, podemos dizer que heresia não condena ninguém ao inferno ?
    Se heresia não leva ninguém ao inferno, podemos dizer que não faz diferença o Cristo que se prega ou o Cristo que se pretende seguir ?
    Se heresia não condena ninguém e a salvação está restrita aos grupos protestantes, ainda que escandalosamente divergentes entre si, podemos dizer que o importante para a salvação é tão e somente levantar o dedo em qualquer denominação protestante e “aceitar” Jesus ?
    Se todos estão salvos a partir do “aceitar” Jesus, por que precisam de pastores, templos, cultos, pregações, dvd’s, música Gospel e dízimos ? O que pode ser mais importante do que a salvação ?
    Se a salvação não pode ser perdida, estando todos os grupos protestantes salvos, independentemente do cristianismo que abraçaram, que diferença faz pagar ou não dízimos ? Escutar ou não música Gospel ?
    Alguém fica mais ou menos salvo se praticar ou não todas estas coisas ?
    4)O grupo que se auto denomina como os “Sem Igreja” se diz salvo também. E você o que acha ? Eles estão salvos ou condenados ?
    Se os “sem igreja” estão salvos, tal como aqueles que frequentam denominações, podemos dizer que igrejas protestantes não servem para nada já que não são essenciais para a salvação ?
    5)O mesmo grupo dos “Sem Igreja” justifica sua decisão em função de que constatou diversas heresias nas milhares de denominações protestantes.
    Pergunta-se: Os “Sem Igreja” tomaram a decisão correta em abandonar as igrejas por suas práticas heréticas ?
    Eles estão salvos ? Eles agradaram ou desagradaram a DEUS ?
    E os que permaneceram nas igrejas que praticam heresias ? Estão salvos ou condenados ?
    Qual dos grupos está salvo ? Os “Sem Igreja” ou os “Com milhares de Igrejas” ?
    Qual dos grupos está interpretando a Bíblia corretamente ?
    6)Se nem todos estão interpretando corretamente a Bíblia, seria correto para um protestante afirmar que nem todos são assistidos pelo Espírito Santo quando fazem a leitura da Bíblia ?
    Como o protestante distingue quem está ou não sendo assistido pelo Espírito Santo ? Qual é o critério bíblico para que se faça tal distinção ?
    Quantos Espíritos Santos existem ? Pode um mesmo Espírito Santo dar a cada denominação ou cada crente teologias e direções diferentes ?
    7)Retomando o exemplo da denominação que prega a teologia da prosperidade e seus dissidentes, pergunta-se:
    Se a maioria dos membros permaneceram com o pregador da teologia da prosperidade, alguns dele fugiram e, estes mesmos que se foram também não permaneceram unidos, pergunta-se onde está na Bíblia a permissão para cada grupo tomar a decisão que tomou ?
    Onde está na Bíblia a permissão para se trocar de denominação ?
    Onde está na Bíblia a ordem para permanecer na denominação ?
    Quem está certo ? O que saiu ou que ficou na denominação ?
    Onde está na Bíblia a quantidade de vezes que cada crente pode mudar de denominação ?
    Onde está na Bíblia que alguém insatisfeito pode fundar uma nova denominação ?
    8)Ainda sobre a denominação que pratica teologia da prosperidade e seus seguidores e dissidentes:
    Se todos os grupos citados em nosso exemplo estão corretos em suas interpretações bíblicas e doutrinas, e, considerando que “placa” de igreja não salva ninguém, assim dito pelos protestantes, pergunta-se por que brigam tanto e fundam tantas denominações ?
    Por que fundam tantas igrejas se eles mesmo dizem que igreja não salva ninguém ?
    Por que se dividem se todos concordam que igreja não serve para nada e se todos se chamam uns aos outros de irmãos em Cristo ?
    Afinal, são todos “irmãos” em Cristo ? E por que uns chamam os outros de hereges ?
    9)Se todos dizem que Lutero foi necessário para consertar os “erros” do catolicismo, por que todos estes grupos não permaneceram com Lutero ?
    Onde está na Bíblia que alguém pode se rebelar contra o “ungido” do Senhor, “escolhido” para consertar a “Babilônia” que seria a Igreja Católica ?
    Lutero foi levantado por DEUS ou pelo Diabo ?
    Se foi por DEUS, por que não permaneceram com Lutero ?
    Se foi pelo Diabo, por que lhe dão ouvidos e o tem por mestre e ídolo ?
    10)Se alguns dizem que mesmo antes de Lutero já existiam grupos que se opunham a “opressão” da Igreja Católica e segundo a tese protestante tais grupos representam a Igreja primitiva, pergunta-se:
    Como é possível a Igreja primitiva que não tinha Bíblia, gritar em alto e bom som o dogma de Lutero “Só a Bíblia” ?
    Como é possível aos que se dizem representantes atuais da igreja primitiva utilizarem a Bíblia como única fonte de revelação se a Bíblia não existia no tempo da Igreja primitiva ?
    Como é possível aos que se dizem representantes da igreja primitiva aceitarem a Bíblia produzida por um ex monge da grande “Babilônia” que seria a Igreja Católica ?
    Como é possível aos que se dizem representantes da igreja primitiva aceitarem a Bíblia de Lutero que foi produzida a partir da Bíblia produzida pela Igreja Católica que seria a Grande Babilônia ?
    E é sabido que Lutero também condenou tais grupos. E até os persegui.
    Pergunta-se: Lutero estava certo ou errado em condenar tais grupos que, entre outras coisas, se opunham a doutrina católica ?
    Quem estava certo ? Lutero ou os grupos que se opunham a Igreja Católica ?
    Se Lutero e tais grupos eram antagonistas, como você protestante consegue ao mesmo tempo se dizer primitivo e adotar teorias de Lutero que condenava os tais grupos “primitivos” ?
    11)Se todos os grupos, crentes e denominações são inspiradas pelo Espírito Santo na leitura da Bíblia, pergunta-se:
    Por que tantas divisões e doutrinas diferentes ?
    Por que precisam de pastores se cada um pode interpretar a Bíblia pessoalmente com a “assistência” do Espírito Santo ?
    12)Se todos já estão salvos, por que há necessidade de cultos ?
    Por que pregar para quem já está salvo ?
    Por que ao invés de cultos para os “sadios”, não se fazem missões para levar o evangelho aos doentes ?
    E se todos são inspirados pelo Espírito Santo a partir da sua própria leitura bíblia, por que não entregar Bíblias a cada ser humano para que ele mesmo interprete ?
    Afinal não é o protestante que diz que não há ninguém infalível em matéria de fé e doutrina ?
    Portanto, pela tese protestante, é prudente que não se dê ouvidos ao pregador ou palestrante, mas que cada qual faça a sua leitura particular da bíblia.
    13)Pergunta-se ainda:
    Como o protestante sabe que a Bíblia é a única fonte de revelação se a própria Bíblia nada fala a respeito ?
    Onde está na Bíblia a definição dos livros inspirados ?
    Onde está na Bíblia a definição de que a Bíblia protestante é a Bíblia que se deve seguir ?
    Onde está na Bíblia a definição de João Ferreira de Almeida como tradutor insuspeito ?
    E se a Bíblia não define o canon, os livros inspirados e mesmo a Bíblia que se deve seguir e a tradução adequada, como o protestante pode confiar em tudo que lê ?
    De onde o protestante parte para ter certeza de que sua Bíblia está correta em número de livros, aqueles que são inspirados, traduções, etc.. ?
    Considerando que é o protestante quem diz: “Só a Bíblia”, pergunta-se onde está na Bíblia, e, somente nela, a definição da Bíblia que se deve seguir ?
    Nós católicos cremos na Bíblia porque cremos na Fonte que nos diz e que é a Igreja Católica.
    E o protestante que não crê na Igreja ? Quem é o seu porto seguro sabendo-se que a Bíblia nada fala a respeito de si própria e sabendo-se que dela o protestante algum pode sair ?
    14)Considerando que todo protestante, independentemente de denominação, diz que não há homens infalíveis em matéria de fé e doutrina, pergunta-se:
    Como pretende o protestante convencer outro protestante, se antes de qualquer coisa o protestante que lhe ouve deve acreditar que ninguém é confiável ?
    Como pretende o protestante convencer a um católico de sua doutrina, se ele mesmo começa sua pregação dizendo que não há um homem infalível em matéria de fé e doutrina, e, portanto, ele acaba negando a si próprio ?
    E se não há homens infalíveis em matéria de fé e doutrina, por que os protestantes confiam nos conceitos de Lutero que era homem e pecador ?
    E por que confiam nos conceitos de Lutero que ainda por cima era católico ?
    E por que confiam nos conceitos de Lutero sabendo que sua atuação e “missão” nem mesmo são previstas pela Bíblia que o protestante jura defender !
    15)Considerando que a Bíblia diz que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade, portanto, sem a coluna e sustentáculo a verdade não se firma, pergunta-se:
    De que Igreja a Bíblia está falando ?
    Por que ao mesmo tempo que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade o protestante a considera como desnecessária para a salvação ?
    Se a igreja em questão é a tal da igreja “invisível” criada pelos protestantes, pergunta-se onde está o texto bíblico que define a Igreja invisível ?
    Se a igreja invisível é a reunião de todos aqueles que crêem em Jesus Cristo, pergunta-se por que apenas os católicos estão fora desta igreja invisível se a Bíblia nem mesmo define aqueles que dela fazem parte ?
    16)A Bíblia ensina que interpretação alguma é de caráter privado. Pergunta-se:
    De acordo com a determinação bíblica é lícito a qualquer um interpretar a Bíblia ?
    Pergunta-se ainda: Se a Bíblia proíbe a interpretação privada, a quem cabe tal interpretação ?
    Por que você interpreta a Bíblia se a própria Bíblia te proíbe de faze-lo ?
    17)Marque com um (x) aquele que prega o Cristo verdadeiro:
    ( )O pregador do aborto
    ( )O pregador que vende Bíblia da prosperidade
    ( )O pregador que prega o “ministério” do patrocínio, a determinação bíblica e o débito automático
    ( )O pregador do trízimo, ofertas, carnês e campanhas
    ( )O pregador do evangelho Judaizante
    ( )O pregador da unção do Zoológico
    ( )O pregador da unção do Leão
    ( )O pregador do divórcio
    ( )O pregador do casamento entre pessoas do mesmo sexo
    Qual deles é seu “irmão” em Cristo ?
    Se você fosse obrigado a escolher, você ficaria com alguma destas igrejas ou com a Igreja Católica de Santo Agostinho e São Tomás Aquino com seus 2.000 anos, concílios e mais de duzentos e tantos papas ?
    Se você fosse alguém que procurasse viver retamente a Palavra de DEUS e freqüentasse uma denominação séria protestante e tivesse que chamar alguém de irmão em Cristo, qual dos candidatos abaixo mereceria este título ?
    Um católico praticante que leva uma vida santa
    Um membro de uma igreja do evangelho judaizante
    Um membro de uma igreja que pratica a teologia da prosperidade
    Um membro de uma igreja que casa pessoas do mesmo sexo
    18) Sobre Lutero, veja o que ele disse e responda ao final:
    “Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão freqüentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero). (Marie Carré, Jai choisi lunité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi , Daniel Raffard de Brienne 1983).”
    “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.
    “Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma. Meu juízo é o juízo de Deus” (Weimar, X, 2 Abt, 107)
    Conhecendo agora alguns dos mais famosos apontamentos de Lutero, seria possível afirmar que Lutero era um homem comum sujeito a erros e pecados ?
    Se possível a Lutero cometer erros e, alguns bem graves, seria lícito supor que ele também pudesse cometer equívocos em sua avaliação sobre a Igreja Católica e seus dogmas ?
    Isto seria tecnicamente possível ?
    Não seria mais prudente a qualquer protestante antes de criticar e caluniar a Igreja Católica conhecer não só as obras de Lutero, fundador do protestantismo, mas também procurar conhecer um pouco mais de catolicismo ?
    Tal prudência não seria uma forma de sabedoria ?
    19)Sobre a leitura da Bíblia, pergunta-se:
    Se todos os crentes estão salvos e salvação não pode ser perdida, independentemente do Cristo que se segue e da interpretação bíblica que cada um faz, perguntamos que diferença faz ou não ler a Biblia ?
    Se tanto faz ser ou não herege, bastando ter aceitado a Jesus em tempo protestante para alcançar salvação, que diferença faz conhecer ou não a Bíblia ? Que diferença faz segui-la ou não ?
    20)Sobre a Eucaristia que somente os católicos praticam, o que significam as palavras de Jesus: “…minha carne é verdadeiramente comida. Meu sangue é verdadeiramente bebida”?
    Você ficaria com o ‘verdadeiramente’ de Jesus Cristo ou com o ‘relativamente’ dos pastores protestantes ?
    Onde está na Bíblia que o verdadeiramente de Jesus Cristo significa que verdadeiramente não é verdadeiro ?
    De onde você protestante tirou que o verdadeiramente é relativo?
    Quem te disse? Lutero ? Macedo ? Foi algum outro homem ? Com quem você ficaria ? Com a Bíblia ou com o homem ? Você ficaria com Jesus Cristo ou com pregador protestante ?
    21)Você crê que Jesus Cristo é filho de DEUS ?
    Você aceita que sendo Jesus Cristo filho de DEUS ele cumpre os mandamentos de seu pai ?
    Se Jesus honra os mandamentos de seu pai, você aceitaria que eu dissesse que Jesus entre outras coisas honra pai e mãe ?
    Seria aceitável dizer que Jesus Cristo honrava sua mãe Maria ?
    Então por que você a despreza ?
    Você acha realmente que Jesus Cristo fica feliz quando alguém chama sua mãe de mulher pecadora como outra qualquer ou como barriga de aluguel ? Você acredita realmente nisto ?
    22)Você lê a Bíblia? Você já leu a profecia que diz que Maria seria proclamada Bem Aventurada por todas as gerações ?
    O que isto quer dizer para você?
    Você acha que Bem Aventurada significa que ela pode ser desprezada e taxada de impura, entre outros apelidos ? É nisto que você acredita ?
    Você crê na Bíblia ou nos pregadores protestantes ?
    23)Em Genesis a Bíblia diz que DEUS poria inimizade entre os descentes da mulher e os descendentes da serpente. Pergunta-se que mulher é esta que foi descrita em Genesis ?
    Você acha mais provável que seja Maria mãe do salvador, Ana Paula Valadão ou Sonia Hernandez ?
    Você protestante é descendente de Mulher ou não ?
    Se você não é descendente de Mulher e não aceita Maria, você é descendente de quem ?
    A Bíblia é clara. Todos nós somos descendentes de alguém. E a Bíblia só nos trás duas opções. Ou somos descendentes da mulher ou somos descendentes da serpente.
    Se a mulher não é Maria, quem seria ela?
    A Bíblia diz ainda que a mulher esmagará a cabeça da serpente. Quem você acha que irá fazê-lo ?
    Você acha mais provável que seja Maria mãe de Jesus ou a pastora Ludmila ou Valnice ?
    24)A Bíblia diz que não haverá perdão para o pecado contra o Espírito Santo. A Bíblia fala precisamente em blasfêmia. Pergunta-se o que é a blasfêmia contra o Espírito Santo ?
    Em que situações seria possível blasfemar contra o Espírito Santo ? Você pode explicar isso pela Bíblia ?
    Nós temos o magistério da Igreja que nos ensina sobre as blasfêmias contra o Espírito Santo.
    E você que não crê no magistério da Igreja, como pode evitar os pecados contra o Espírito Santo se não pode conhecê-los pela Bíblia ?
    Você sabe quais são os pecados contra o Espírito Santo ? Você leu em algum livro ? Foi algum pastor que te disse?
    Então você está me dizendo que para conhecer os pecados contra o Espírito Santo você teve que sair da Bíblia ?
    Me explica ainda pela Bíblia, por que a distinção entre as blasfêmias contra Jesus e contra o Espírito Santo ? Não são ambos pessoas do mesmo DEUS uno e trino ? Por que tal distinção ?
    Nós católicos podemos entender a partir da explicação da Santa Igreja. E você pode compreender e explicar pela Bíblia?
    25)Jesus deu poder aos apóstolos para perdoar e reter pecados de outros. O texto é claro.
    O que significa para você reter pecados ?
    Você aceitaria que um apóstolo só pode reter pecado de alguém se este vier a lhe confessar ?
    É possível algum apóstolo perdoar ou reter pecado de outro sem conhecê-lo ? E por que você não se confessa ?
    Você fica com a Bíblia e com Jesus que é claro a este respeito ou com o com a rebeldia dos pregadores protestantes ?
    26)O protestante diz que todo e qualquer homem pode interpretar a Bíblia. Diz até mesmo que a Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia.
    O protestante afirma ainda que o Espírito Santo assiste ao crente em sua leitura privada.
    Quando perguntado sobre as heresias vistas em larga escala nas denominações protestantes, o protestante não sabe reconhecer os motivos de tantas divisões e aberrações.
    Por um lado o protestante não pode dizer que existem vários Espíritos Santos com diferentes direções e doutrinas.
    Do mesmo modo, o protestante não pode admitir que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade, pois tal assertiva bíblica eliminaria qualquer possibilidade de magistério confiável entre denominações protestantes que começaram a existir 500 anos atrás, portanto, 1.500 anos depois da Igreja Católica.
    Combater o livre exame que desencadeia o processo de múltiplas interpretações seria reconhecer a necessidade de uma autoridade infalível. Ora, entre tantas contestações promovidas pelo protestantismo, encontra-se justamente a infalibilidade da Igreja Católica e de seus papas.
    O que fazer se ao mesmo tempo o protestante diz que todo e qualquer membro que fez o favor de aceitar a Jesus já está salvo ? E acrescenta que salvação não pode ser perdida ?
    Como explicar tudo isto ?
    Não tem explicação. Mas alguns contradizendo-se e descredenciando tudo aquilo que eles próprios defendiam, chegam ao extremo absurdo quando afirmam que será salvo quem melhor interpretar a Bíblia. Pasmem. Isto mesmo. Depois de tão eloqüente sacrifício na cruz é como se Jesus viesse a nos dizer:
    “Vire-se”. “Trate de ler a Bíblia que será produzida algum dia por Lutero. Leia, interprete e faça suas escolhas. Escolha denominações, doutrinas e pastores. E quem não puder ler ou entender que se dane.”
    Sinceramente eu não acredito nisto. Para mim a criação e sobrevivência da Igreja Católica é mais uma prova do amor de Jesus que conhecendo o coração humano que é dúbio, fraco e duvidoso, não desejou que nos perdêssemos. Ora, a vontade dele é que nenhum de nós se perca. Ele nos deu a Igreja para fossemos guiados. Não nos deixou por conta própria tão grande é o seu amor.
    Mas vamos lá:
    Se cada qual deve ler, interpretar e escolher por conta própria, ou seja, salvar-se-á aquele que melhor interpretar, conforme tese protestante, então perguntamos:
    Quem salva afinal ? É Jesus ou a nossa Inteligência ?
    Somos salvos por méritos próprios a partir da nossa “melhor” interpretação ?
    Para que serviu o sacrifício de Jesus na Cruz se no final cada qual deve interpretar e julgar todas as coisas por si só ?
    27)Dizem os protestantes que foi Constantino que fundou a Igreja Católica. Negam que a Igreja Católica tenha sido fundada pelo Senhor Jesus Cristo.
    Dizem ainda os protestantes que Lutero foi um homem levantado por DEUS para corrigir os erros do catolicismo. Alguns o chamam de “anjo”.
    Pergunta-se:
    Se a Igreja Católica é obra de homens, como é possível ao protestante abraçar a sua pretensa reforma ?
    Quer dizer que a igreja é obra do homem e sua reforma obra divina ?
    É nisto que você acredita Senhor Protestante ?
    Já pensou um católico abraçar a reforma de uma denominação protestante ? Faz algum sentido que ele acate a reforma de uma denominação protestante se negou a igreja protestante original ?
    Por que você abraça as teorias de um reformador da Igreja de Constantino que você nega como sendo a Igreja do Senhor Jesus ?
    Se você ignora a Igreja não deveria também ignorar tudo que lá acontece, incluindo sua pretensa reforma e ao próprio Lutero ?
    E se Lutero surgiu no mundo 1.500 anos após o início da era cristã, você realmente acredita que Jesus Cristo esperou tanto tempo para instituir sua igreja na terra ? É nisto que você acredita ?
    Você acredita que o mundo ficou sem cristianismo e sem igreja por 1.500 anos ? E de onde partiu a Bíblia de Lutero se não havia cristianismo por 1.500 anos ?
    E por que Lutero não iniciou logo a “era” cristã ao invés de tentar “consertar” a grande Babilônia que para vocês é a Igreja Católica ?
    É neste Lutero que você acredita ?
    Você acredita no Lutero que recebeu “ordens” de DEUS para iniciar a era cristã e ao invés disto resolveu consertar a Igreja de Constantino ?
    E se a Igreja Católica tivesse aderido as teses de Lutero e portanto tornado desnecessário o protestantismo ? O que você faria se não existisse protestantismo ao mesmo tempo que você considera que o mundo ficou sem cristianismo por 1.500 anos ?
    E se não houvesse protestantismo por certo não haveria bíblia protestante. E então ? Você acreditaria na Bíblia ? Como seria possível a você ter em mãos uma bíblia que não fosse católica ?
    28)Imagine senhor protestante que não tivesse ocorrido reforma alguma.
    Pergunta-se de que igreja você faria parte hoje em dia ?
    Imagine agora que a Igreja Católica acatou todas as teses de Lutero e portanto nunca houve protestantismo. Pergunta-se de que igreja você faria parte ?
    Você vai me dizer que pertence a uma igreja anterior a Lutero ?
    Então o que você tem a ver com a reforma da Igreja Católica ou com o seu reformador a ponto de abraçar o “Só a Bíblia” e o “Só a fé” que o herege criou ?
    30)De onde vem a tua Bíblia senhor protestante ?
    Vem de Lutero ?
    E onde teve origem a Bíblia de Lutero que você hoje em dia manuseia e interpreta do seu próprio modo ?
    Você acha que a Bíblia caiu no colo de Lutero ?
    A Bíblia de Lutero teve origem na Bíblia compilada e traduzida pela Igreja Católica ? Sim ou não ?
    Sim ? Então você reconhece que ninguém pode falar em Bíblia sem reconhecer a autoridade da Igreja Católica ?
    Não ? Então você confia plenamente em Lutero a ponto de acreditar em uma Bíblia produzida por homens ? E se você confia tanto assim em Lutero por que continua mudando de denominação ou frequentando outras que não são Luteranas, ou ainda fundando novas seitas protestantes ?
    Você tem certeza que a Bíblia te autoriza a desafiar Lutero ? Será que Lutero teria produzido uma Bíblia que faria com que seus filhos se voltassem contra ele ?
    31)Embora a Bíblia proíba divisão, o protestante acredita que Lutero tinha o direito de fazer o que fez. Lutero contestou o catolicismo. Calvino contestou Lutero. Outros contestaram Calvino. Outros contestam Macedo, outros contestam Soares e outros contestam Batistas, Adventistas, Anglicanos, pentecostais ou néo pentecostais.
    Pergunta-se: Considerando que uns podem contestar os outros, nós católicos estamos autorizados a não aderir as teses protestantes ?
    É lícito a nós, ou, apenas os protestantes podem se auto contestarem e chamarem uns aos outros de hereges ?
    E dentro desta pergunta, se por algum absurdo algum protestantes vier a dizer que devemos aderir ao protestantismo, perguntamos a qual das 50.000 denominações deveremos abraçar ?
    As que batizam ou as que não batizam ?
    As que acatam o divórcio ou àquelas que o repudiam ?
    As denominações do evangelho judaizante ?
    Da prosperidade ?
    Do aborto ?
    Que bate palmas ou a que ouve música Gospel ?
    Que casa pessoas do mesmo sexo ?
    Que adora a arca da aliança ?
    Que tem unção de bichos ?
    A qual delas devemos aderir de maneira que não sejamos chamados de hereges pelas outras denominações ?
    32)Para finalizar, vamos falar das boas obras.
    O protestante diz praticamente que as obras não servem para nada. Lutero disse que o texto de Tiago é palha morta.
    Pergunta-se:
    Protestante, você concorda com Lutero quando ele diz que é “palha morta” o texto de Tiago que ensina que a Fé sem obras é morta ?
    O que Jesus quis dizer quando afirma: “A verdadeira religião é visitar órfãos e viúvas” ?
    O que significa o que Jesus disse: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber…” ?
    Você realmente acredita que as obras não servem para nada ?
    Você realmente acredita que a assistência aos mais necessitados é coisa apenas para os governos ?
    Você realmente acha que alguém já está salvo de véspera ? Ou será que haverá um julgamento onde nossas obras serão levadas em conta ?
    O que você entende no texto bíblico: “perseverai até o fim” ?
    Com quem você fica ? Jesus ? Lutero ? Pregadores protestantes ? Com você mesmo ?
    Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho

  11. Lucas Barros disse:

    RAZÕES PARA NÃO SER PROTESTANTE OU PARA NÃO SER CATÓLICO
    É muito comum na Web encontrarmos textos de católicos e protestantes justificando porque aderiram ou repudiaram ao catolicismo ou ao protestantismo.
    Qualquer pessoa que esteja com dúvidas sobre sua fé por certo terá dificuldades em entender todos os contextos.
    E mesmo que esta pessoa possa compreender a maioria dos apontamentos, não saberá definir para si próprio o caminho que deve abraçar.
    Católicos escrevem razões porque alguém não deve ser protestante.
    Protestantes dizem porque deixaram de ser católicos e vice-versa.
    Basicamente, os protestantes acusam os católicos de práticas antibíblicas.
    Os católicos por sua vez, comprovam que os protestantes não seguem a Bíblia quando adotam ou eliminam dogmas e credos previstos nas sagradas escrituras.
    Mas quem está com a razão ?
    Provaremos que são os católicos que estão certos.
    Mas como ?
    Ora, o protestante parte de um critério de homens para contestar o catolicismo.
    Como assim ?
    O critério “Só a Bíblia” ou Sola Scriptura é um critério meramente humano.
    O tal critério não está previsto na Bíblia.
    Também sabemos que Jesus nunca disse: “Só a Bíblia”.
    E tampouco os apóstolos que lhe sucederam o disseram.
    Como surgiu o critério “Só a Bíblia” ?
    Partiu de Lutero.
    Lutero homem e pecador.
    Lutero fundador do protestantismo:
    Martinho Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.
    Quando um protestante diz “Só a Bíblia”, deveria usar pare ele próprio o critério que pretende estabelecer para os demais.
    É no mínimo repugnante que alguém cobre de outro aquilo que ele próprio não faz.
    E como sabemos que os protestantes não seguem a Bíblia ?
    Porque deixam de observar regras fundamentais estabelecidas pelo livro sagrado.
    Podemos destacar duas destas regras:
    1)A Bíblia diz que interpretação alguma é de caráter individual. O protestante faz o contrário. Ele diz que todo e qualquer homem pode interpretar a Bíblia com o auxílio do Espírito Santo.
    Diz o protestante que a Bíblia é de fácil interpretação.
    No entanto para justificar seus desvios e teorias usa aramaico, hebraico e grego, o que por si só invalida a dita “facilidade” na interpretação da Bíblia .
    Perguntamos se todo e qualquer protestante conhece os idiomas aqui citados ? Então como o protestante pode dizer que é fácil interpretar a Bíblia ?
    E se todos são assistidos pelo Espírito Santo, por que cada um tem sua própria doutrina, se sabemos que o Espírito Santo nunca se divide ?
    2)A Bíblia diz que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. O que isto significa ? Significa que sem a igreja a verdade não se sustenta. O protestante, fazendo o contrário, diz que igreja não serve para nada.
    Por outro lado, além das regras não observadas pelos protestantes, outras disposições bíblicas são totalmente ignoradas por eles em conseqüência da não observância dos critérios iniciais.
    Podemos citar a não observância da Bem Aventurança de Maria, a recitação do Pai Nosso e a confissão dos pecados. Ora, os apóstolos receberam poder para reter e perdoar pecados. Como alguém pode reter pecados ou perdoá-los se ninguém irá confessá-los ? Teria Jesus Cristo dado uma ordem sem sentido aos seus apóstolos ?
    Portanto, temos três principais erros que levam o protestante a cometer todos os demais desvios.
    Primeiro: A Bíblia não diz ser a única fonte de revelação. Nem Jesus o disse. Nem os apóstolos. Pelo contrário, São Paulo nos ensinou que guardássemos as tradições de tudo que nos foi ensinado. E a própria Bíblia ensina que muitas outras coisas foram feitas e ditas por Jesus, as quais não foram escritas.
    Segundo: O protestante ignora que a Bíblia não pode ser interpretada privadamente. Ou seja, nem todos podem ser intérpretes. No protestantismo todos se julgam intérpretes.
    Terceiro: O protestante ignora que somente a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. A Bíblia não fala de si mesma como sendo coluna e sustentáculo da verdade.
    A partir das deficiências protestantes em entender o papel da Igreja e da Bíblia, todos os demais enganos são consequências de interpretações bíblicas à margem do magistério da Igreja.
    Além disto, existe o ranço contra o catolicismo, que parece ser prioridade entre os protestantes, e que faz surgir uma animosidade, que elimina qualquer gesto de boa vontade para compreensão dos dogmas de fé e doutrinas católicas.
    Onde está a solução da questão ?
    Ora, os católicos não estão obrigados ao “Só a Bíblia”. Este é um critério meramente humano. Não foi criado por Jesus, nem pela Bíblia e nem pela Igreja, mas somente por Lutero. E Lutero é ídolo dos protestantes e não dos católicos. Quem escolheu Lutero e rejeitou a Igreja foi o protestante.
    Os católicos não estão obrigados a provarem suas crenças e costumes pela Bíblia.
    Os católicos seguem corretamente o magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade(Timóteo).
    Os católicos corretamente ouvem a interpretação da Igreja, pois sabemos que interpretação alguma é de caráter particular. O que escrevo aqui não ouvi de mim mesmo.
    Ora, uma vez que nem todas as coisas que foram feitas e ditas por Jesus estão escritas, como poderiam estar todas estas mesmas coisas na Bíblia ?
    Ora, se São Paulo nos ensina que devemos guardar a tradição, por que deveríamos ignorar a transmissão oral que é a tradição viva ?
    Ora, se os cristãos dos 350 primeiros anos não dispunham de Bíblia e por certo eram melhores do que nós e seguramente foram mais provados, como é possível tornar a Bíblia maior do que Cristo e sua Igreja ?
    Ora, não é a Igreja anterior à Bíblia ?
    Foi a Igreja que criou a Bíblia ou a Bíblia que criou a Igreja ?
    Não é DEUS antes de todas as coisas ? Como é possível ao protestante criar um DEUS que está restrito a tinta, ao papel e a interpretação de cada homem ?
    Sem Bíblia, como foi possível transmitir o cristianismo nos 350 primeiros anos, exceto pela tradição oral ?
    Quem está obrigado ao critério “Só a Bíblia” é quem dele se utiliza para julgar aos demais.
    É o protestante e somente ele que precisa provar pela Bíblia suas teses, teologias e doutrinas.
    É pela Bíblia que devem provar Lutero, Calvino, o protestantismo, o Canon, a Bíblia protestante, as traduções que usam e também o tradutor “insuspeito” dos protestante João Ferreira de Almeida.
    Não fosse tudo o que já dissemos acima, bastaria verificar que um protestante não concorda com o outro em matéria de fé e doutrina.
    Tão logo surge uma discordância já surge uma nova “igreja”.
    Uns batizam e outros não. Uns acatam o divórcio e outros tantos o repudiam. Tem quem case pessoas do mesmo sexo e tem quem se recuse a fazê-lo. Tem quem condene e quem aprove o sacerdócio feminino.
    As diferenças são tantas que já podemos contar somente no Brasil mais de 50.000 seitas. Tem até quem defenda o aborto ou o evangelho judaizante.
    Como podem estar todos certos ao mesmo tempo ?
    Como podem todos ter interpretado corretamente a Bíblia se a Bíblia de todos é a mesma e se as doutrinas de cada um não correspondem às doutrinas de outro ?
    Quem procurar na internet não terá dificuldades em encontrar protestantes chamando outros protestantes de hereges. Uns condenando as doutrinas dos outros.
    Não há protestante que não tenha chamado outro protestante de herege. E quem chamou outro de herege provavelmente também já foi chamado ou ainda será.
    Quando um protestante lista suas razões para não ser católico, reparem sempre meus amigos que as razões fazem referências a textos bíblicos soltos.
    É sempre um tal de “biblicamente correto ou porque a palavra diz isso ou aquilo ou ainda porque isto não está na Bíblia…”
    Além de interpretações equivocadas, já que ao contrário do que diz a Bíblia, cada protestante sente-se um intérprete e acaba interpretando do seu jeito, o critério usado “Só a Bíblia” nunca é provado.
    O protestante parte de uma premissa falsa para contestar o catolicismo e esquece-se de provar para si mesmo que o critério que ele utiliza é o critério adequado.
    Tudo isto engana os mais inocentes, que chegam ingenuamente a acreditar que a Igreja que compilou e traduziu a Bíblia não dispõe de homens que lêem a Bíblia ou que já leram.
    Imaginem se seria possível que nos últimos 2000 anos todos os católicos, vivos e mortos, incluindo mais de 260 papas, jamais tivessem tido a idéia da consultar as Sagradas Escrituras ?
    Por outro lado, quando um católico lista suas razões para não ser protestante ou para deixar o protestantismo, sempre são provados os enganos e erros protestantes a partir da não observância dos critérios bíblicos que evidenciamos acima.
    Reparem que um protestante, contestando textos católicos, nunca esgota um tema. Vencido em um argumento, ele parte imediatamente para outro tema sem esgotar o primeiro.
    Confrontado, um protestante nunca responde objetivamente o que lhe é perguntado, mas antes faz outras duas perguntas para desviar seu oponente do tema para o qual não tem resposta.
    E isto acontece rapidamente, tão logo um católico pergunte a um protestante onde está escrito que a Bíblia ensina “Só a Bíblia”.
    Antes mesmo de um protestante listar suas razões para não ser católico, deveria enumerar os motivos pelos quais ele integra uma determinada denominação protestante e não as outras 49.999 denominações.
    Desejando ser honesto, o protestante deveria mencionar uma a uma e as razões porque não adere a cada uma das quase 50.000 outras seitas.
    Afinal de contas, todo protestante parece conhecer todas as seitas e todos os crentes do mundo inteiro em todos os tempos.
    Como assim ?
    Porque ele mesmo, sem conhecer todas as 50.000 seitas e todos os seus crentes, entende que todos estão salvos a partir do “aceitar Jesus” e porque todos se consideram “irmãos em Cristo”, ainda que cada um pregue um Cristo diferente ou ainda que ele protestante não conheça o tipo de cristianismo que é praticado ou apresentado em outras denominações.
    O que “garante” salvação é o rótulo protestante adquirido a partir do momento que alguém levantou o dedo em uma denominação protestante e fez o favor de “aceitar” Jesus.
    Para finalizar citamos uma outra contradição que prova a debilidade da doutrina protestante:
    O protestante que desconhece a diferença entre infalibilidade e impecabilidade, contesta a igreja e o papado.
    (Comentário: O papa é infalível quando se pronuncia em matéria de fé e doutrina. Não se ensina no catolicismo que o papa não é pecador).
    Diz o protestante que todos os homens são pecadores e portanto falhos em suas interpretações.
    O protestante que contesta a infalibilidade papal pretende impor aos seus pares e aos católicos sua particular doutrina.
    Onde está a contradição ?
    O protestante, antes mesmo de convencer os demais que sua doutrina é a doutrina correta, necessita convencer os demais que homem algum é confiável.
    Ora, se o protestante antes mesmo de defender sua doutrina tem que convencer a todos que o homem algum é digno de confiança em matéria de fé e doutrina, por que acha que quem lhe ouve deveria com ele concordar ?
    Como pretende o protestante impor seus conceitos ao católico, se antes de qualquer outra coisa pretende negar-se a si próprio como intérprete infalível ?
    São os próprios pregadores protestantes que negando a si mesmo dizem: “…não é o que o pastor está falando, mas é ao que diz a palavra.”
    Como pretendem unidade aqueles que contestam o dogma da infalibilidade ?
    (Comentário: É de fato impossível ao protestante defender a infalibilidade de um eventual protestante, seita ou conselho protestante se todos negam o dom da infalibilidade. Como admitir a infalibilidade entre protestantes e negar a infalibilidade da igreja peregrina que deu origem a tudo que está relacionado ao cristianismo ?)
    Como pretendem fazer discípulos aqueles que negam a si próprios ?
    Como pretendem eliminar do meio protestantes todas as heresias, se todo e qualquer homem pode ser um intérprete da Bíblia “infalível” para si mesmo ?
    (Comentário: O processo que dá origem a uma denominação protestante séria é o mesmo que dá origem a uma denominação protestante repleta de heresias. Se todos podem fundar denominações e dizer-se inspirados pelo Espírito Santo, como deter os maus e ignorantes ? Como saber previamente se aquele que diz ter tido uma visão para fundar uma nova denominação é um homem temente a DEUS ou se é um abutre ?)
    Ora meus amigos, o protestante crê apenas na sua própria “infalibilidade”.
    Julgando-se sábios aos seus próprios olhos, ele acaba sendo infalível apenas para si mesmo.
    Concluímos que os filhos de Lutero, mesmo que não queiram, acabam fazendo exatamente as obras de seu pai:
    “Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma. Meu juízo é o juízo de Deus(Martinho Lutero – Weimar, X, 2 Abt, 107)”
    Católicos, provem como sempre seus credos pelo magistério da Igreja, pela Bíblia e pela transmissão oral.
    Desta forma, jamais serão vencidos.
    Protestantes: Façam um teste. Tentem provar todos os seus credos e costumes pela Bíblia.
    Nem mesmo a rebeldia protestante pode ser provada pela Bíblia.
    Agora pense meu amigo que me lê, seja católico ou protestante:
    Em tudo na vida, quando temos dúvidas sobre a seriedade e luminosidade das propostas que nos apresentam, devemos lembrar de algumas regras que podem fazer cair por terra as doutrinas e ideologias que nos remetem aos erros.
    Uma destas regras é a unidade.
    Ora, a verdade não se divide. A verdade é una.
    Quando te apresentam uma doutrina que mais divide do que agrega, pode acreditar sem medo de errar que seus defensores estão longe da verdade.
    Não existe meia verdade.
    Meia verdade também é meia mentira.
    No caso específico do debate entre protestantes e católicos, além da regra da unidade, quando alguém estiver com dúvidas sobre os textos que descrevem as razões para não ser católico e as razões para não ser protestante, lembre-se de pedir a cada parte que prove suas teorias, teologias, doutrinas e costumes pelos critérios que pretendem impor aos outros.
    Você pode perguntar sem receio de se deparar com um protestante que eventualmente viva exatamente de modo correto todo o contexto da Bíblia.
    Se isto fosse possível, o tal seria católico e não protestante.
    Os católicos vivem exatamente o que pregam para os protestantes. Ninguém pode nos acusar do contrário.
    Atendemos ao magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade e por isto nos chamam de papistas.
    Confiamos na transmissão oral e portanto para nós nem todas as coisas precisam estar na Bíblia e por via de consequência nos acusam em alto e bom som: “Católicos leiam a Bíblia”.
    Pregamos a veneração a Virgem Maria e aos santos e nossos acusadores protestantes nos dizem: “Mariólatras, idólatras !”.
    Pregamos a Eucaristia e a vivemos intensamente. O que dizem os nossos opositores ? “A hóstia católica é só uma bolachinha.”
    Dizem ainda os protestantes sobre a Eucaristia Católica: “Os católicos crucifixam a Cristo em cada Missa”.
    Então Cristo está de fato vivo na Eucaristia Católica ?
    Então Cristo está verdadeiramente presente na Santa Missa ?
    Enfim,
    Pregamos ainda o purgatório e a confissão e por isto somos repudiados.
    Pregamos o batismo de crianças e disto nos acusam os protestantes aos gritos: “As crianças não possuem capacidade de entendimento.”

    Ora, no passado alguns perguntaram a Jesus: “Então, tu és o Filho de Deus?”
    O que lhe respondeu o Senhor da Glória ?
    Respondeu ele: “Vós o dizeis: eu o sou!”
    São os protestantes com suas críticas e apontamentos que dão testemunho de nós e da doutrina da Santa Igreja que pregamos e e vivemos.

    Por outro lado, se vivemos tudo que pregamos aos protestantes, provamos também que os defensores do “Só a Bíblia” não vivem o que a Bíblia ensina e portanto não vivem pelo conceito que pretendem impor a nós católicos.
    Se ainda você tiver dúvidas, pergunte ainda a cada católico e a cada protestante quais são as suas fontes de revelação.
    E uma vez que cada parte respondeu, peça provas de que tais fontes de revelações são divinas e não apenas meras doutrinas de homens.
    E sendo você católico, nunca se esqueça, que não estamos obrigados a provar tudo pela Bíblia. Foram os protestantes que se obrigaram ao “Só a Bíblia”.

    Não estamos dizendo que católicos são melhores do que protestantes.
    Não duvidamos que existem protestantes que levam vidas mais saudáveis do que católicos.
    Reconhecemos o direito de todos homens e mulheres aderirem e professarem a fé que lhes pareçam mais convenientes. .
    O que não aceitamos é o velho “pulo do gato” protestante de exigir de um católico que prove tudo pela Bíblia antes mesmo do protestante provar para si próprio e para os demais que o critério por ele escolhido vem de DEUS e não dos homens.
    E todos nós sabemos que o critério protestante “Só a Bíblia” veio da árvore má que é Lutero.
    Quem cobra de mim deve ser o primeiro a fazer o que me pede.
    Quem diz “Só a Bíblia” deve de fato considerar a Bíblia e assim não pode ignorar que interpretação alguma é de caráter pessoal e tampouco que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade.
    Quem diz “Só a Bíblia” deve provar todos os seus conceitos pela Bíblia que jura defender, inclusive que todas as coisas estão na Bíblia e que a Bíblia é a única fonte de revelação.
    Autor: V.de Carvalho e A.Silva – Livre divulgação mencionando-se os autores.

  12. Elyseu disse:

    O DIABO DÁ AQUELA FORÇA QUANDO LEIGOS QUEREM ASSUMIR POR CONTA PROPRIA DOUTRINAR NA FÉ…

    As S. Escrituras têem o mesmo valor da Tradição Apostólica pois o início de redação da Bíblia se deu aprox. em 56 DC e terminaram os escritos em aprox. 150DC e os livros do cânon atual definiram-se em aprox. 312 DC.
    Durante o período de início e fim houve intensos debates dentro da Igreja a respeito de qual seriam os textos corretos e os rejeitáveis; uma longa discussão interna contra os gnósticos, que nada aprovavam e o herege Marcião, que aceitava tudo incluir, até evangelhos apócrifos de Tomé e M Madalena e outros.
    Até quase ao ano 1600 a Igreja se valeu praticamente do Magistério eclesial e da Tradição Oral, pois não havia imprensa, logo bíblias portáteis, como hoje.
    E os protestantes ou evangélicos querem aceitar como Revelação divina apenas a Palavra escrita e interpretá-la pessoalmente. E escrita por católicos, para os mesmos. Primeiro surgiu a Igreja, depois a Bíblia; sem Igreja não há Bíblia, que aliás, foi escrita para os católicos e não para alheios à fé, militando, querendo ir ao Pai nas vias paralelas, como se o itinerário propostos por esses humanos fundadores de seitas fosse mais seguro que Cristo nos deixou, sua Igreja, Ele mesmo; veja em Cl 1,18, Cl 1.22 Ef 1,22-23+, dentre mais.

    Pior: reinos divididos contra si mesmos, onde cada um faz o que quer ou convém com a Bíblia, daí, centenas de seitas, cada qual querendo pregar uma verdade mais verdadeira que o outro – nem dentro da seita se entendem bem – já que o protótipo deles, Lutero, admitiu de os “crentes” seriam inspirados pelo Espírito Santo(?) e assim cada um se considera, um paradoxo, dado à interpretação particular e pessoal do texto, contrastantes entre si, sendo que quase todas as seitas, para piorar o caótico quadro, têem os cultos e práticas semelhantes às adotadas em centros espíritas, com gritos, rodopios e caídas ao chão, entidades se manifestando, expulsões de supostos maus espíritos(?). Aliás, o socialismo/comunismo originaram-se dessas divisões do cristianismo no século passado e têem sua raízes também bem assentadas no protestantismo.

    Confira no You Tube as mútuas acusações odiosas de hereges pastores famosos se abocanhando entre si, incriminando mutuamente de inúmeras “heresias”(!) recíprocas e de pertença à maçonaria…

    As seitas pretensamente evangélicas não passam de um tremendo “shake” doutrinário-litúrgico-religioso e subjetivista.

  13. Anderson disse:

    Como escolher uma denominação na Babel Protestante ?

    O que tragicamente faz um católico que não estuda a doutrina da Igreja ?

    Para onde caminha o católico que tem por hábito criticar os dogmas da Igreja ?

    Qual é o destino do católico que “discorda” de Pedro ou que acha que a Igreja precisa “ampliar” seus conceitos ?

    E se depois de tanta “sabedoria” revelada pela falta de estudo e críticas infundadas este católico fizesse a opção de escolher uma denominação protestante ?

    Como escolher ? São milhares de denominações só no Brasil. E todas divergem umas das outras. Nenhuma delas concorda integralmente com outra em matéria de fé e doutrina. Algumas são escandalosamente divergentes de outras.

    Jesus Cristo é o mesmo hoje, ontem e eternamente. Portanto, Jesus é alguém imutável. Ele só tem uma só opinião para cada tema.

    Infelizmente, estas comunidades ditas cristãs possuem diversas e divergentes opiniões sobre cada tema e mesmo quem está aparentemente certo não permanece firme para sempre e não raras vezes estes mesmos deixam-se levar por novidades de toda ordem e por caprichos humanos.

    Os que guardam o sábado acusam de hereges aqueles que observam o domingo. E vice-versa. Os que não batizam acusam de hereges aqueles que batizam e vice-versa. Os que aceitam divórcios e uniões homoafetivas são massacrados por aqueles que são contrários e vice-versa.

    Pensemos, por exemplo, em uma denominação que abraça a teologia da prosperidade.

    Mas outros protestantes dizem que estas denominações são heréticas. Dizem outros vários protestantes que tais organizações são consideradas como seitas. Dizem ainda que a Bíblia condena tal prática e que estes pregadores arderão no fogo do inferno.

    Então deixemos as seitas e nos concentremos nas denominações mais tradicionais que condenam a mesma teologia da prosperidade. Mas então vem uma outra situação. Ao ligar a TV, não é difícil encontrar um pastor dizendo que aqueles que não pregam tal teologia são trouxas.

    Outros ensinam ainda que como filhos do Rei, o crente deve ter tudo do bom e do melhor e portanto aqueles que pregam um evangelho de sacrifício e de cruz não estão sintonizados com a palavra de DEUS.

    Uma outra denominação cujo líder prega em favor do aborto é duramente criticada pelos seguidores da maior parte das outras denominações.

    Por outro lado, imaginemos alguém procurando conselho no rádio de pilhas onde existem um grande número de programas protestantes. No rádio é possível encontrar pastores pregando uma tal de confissão positiva. Dizia um pastor que o crente que fica doente é porque não tem fé ou está possuído pelo demônio.

    Segundo este pregador, o protestante tem que determinar em nome de Jesus e seja lá qual for a doença esta mesma tem que bater em retirada.

    Triunfalista demais ! Não é difícil encontrar um bom número de protestantes que condena esta abordagem.

    Mudando o rádio de estação é possível escutar um outro pregador dizendo que o protestante tem que tomar posição diante de DEUS e assumir sua condição de rei e sacerdote.

    Mas não foi exatamente isto que Judas Iscariotes fez ? Não foi Judas que tomou posição diante do DEUS vivo ?

    Confuso com tantas informações o claudicante cristão resolve sair de casa. Passando pela rua nota um templo protestante próximo de onde reside. Percebe que o culto irá começar. Todos cantam e parecem bem felizes.

    Quando começa a pregação o pastor afirma que o problema do povo evangélico é que ele não toma posse de sua benção.

    Como assim ? Dizia este mesmo pregador que se o crente não exige de DEUS a sua vitória e posição no reino, este mesmo DEUS não pode agir do modo que se espera.

    Ele nunca tinha ouvido que DEUS “não pode” isto ou aquilo. Pensava que DEUS podia todas as coisas. E pode mesmo.

    E nunca tinha ouvido que alguém pode “exigir” de DEUS o cumprimento de determinada promessa. Pensava que o homem é devedor e não credor de DEUS. O próprio filho de DEUS nada pediu ao pai em proveito próprio.

    Sabe o que alguém indeciso resolve fazer ?

    Decide ser um cristão primitivo. Será Luterano e assim questiona-se: “Afinal de contas, não foi Lutero que começou tudo ?”

    Façamos aqui algumas observações adicionais:

    Para não fugir a regra, não há consenso de espécie alguma entre protestante sobre o que seria cristianismo primitivo.

    Parte dos sectários diz que o cristianismo primitivo antecede até mesmo a fundação da Igreja Católica que, segundo estes tais protestantes teria sido mera criação de Constantino com direito a placa de inauguração, festa com jantar de gala, inscrição no CNPJ e possivelmente registro de um contrato social na junta comercial de Roma com a designação de diretores, bispos, papas e sócios.

    Sobre estes que acreditam em tudo que dizem contra Igreja Católica e dão crédito a tudo que lhes contam os lobos devoradores está escrito: “…darão crédito às fábulas.”

    Para outro grupo, o cristianismo primitivo vai e volta conforme a época. Para estes as promessas de Jesus de que as portas do inferno não prevalecerão contra sua Igreja não estão se cumprindo e o altíssimo DEUS teria necessitado de Lutero para consertar os “desmandos” do catolicismo e o aparente fracasso de Jesus.

    Para estes a referida promessa de Jesus é válida somente para a “Igreja invisível protestante” que para variar não está na Bíblia mas vale assim mesmo, pois para o protestante só precisa estar na Bíblia aquilo que ele deseja cobrar dos demais.

    “Visões” de pastores, “Igreja invisível”, “Bater palmas”, “Culto das princesas”, “Unção da Vassoura”, “Unção da Meia”, “Unção da vaca”, “Teologia da Prosperidade”, “Troca de anjos”, “Transferência de Unção”, “Música Golspel”, “Unção do helicóptero”, dízimos extorsivos e pagos em dinheiro, tudo isto não precisa estar na Bíblia e tudo para o protestante “representa” a igreja primitiva.

    Para estes o cristianismo primitivo teria durado até a “fundação da Igreja Católica por Constantino” e depois teria ficado 1.200 anos completamente ausente e então finalmente, um “santo” e “enviado” por DEUS chamado Martinho Lutero teria trazido de volta o cristianismo as suas “verdadeiras” raízes que pelo jeito incluem todas as doutrinas que acima mencionamos. Será ???

    Não consigo ver os cristãos primitivos pregando a favor do aborto ou dizendo que ajudar os pobres desvia recursos da Igreja ou ainda pedindo bízimos e trízimos.

    O fato é que para a maior parte dos protestantes, Jesus parece ter esperado 1.500 anos para edificar sua igreja visível(na verdade são milhares) sobre Lutero, já que a Igreja Católica sempre teria sido a “Babilônia” e com isto concorda a maior parte dos protestantes, especialmente aqueles que se dizem membros da “una e convergente” Igreja Evangélica Brasileira onde as únicas coisas certas são: que todos repudiam o catolicismo, que todos discordam entre si e que todos se dizem certos e inspirados pelo Espírito Santo.

    Lutero foi na visão dos protestantes indispensável. E mesmo que tenha chamado o Senhor Jesus de bêbado e adúltero, continua sendo alguém que merece crédito e tem boa parte de suas teorias reproduzidas.

    Porém, ao mesmo tempo que é considerado um “escolhido” por DEUS, todos continuam reformando a igreja do “ungido” e “escolhido” do Senhor a partir da fundação de novas e incontáveis denominações.

    Não faz sentido algum, mas ninguém no protestantismo está preocupado com isto. E, corroborando a máxima protestante de que nada precisa ter nexo, muitos daqueles que fizeram de Lutero alguém imprescindível, dizem que a Igreja Luterana incorpora muitos dos ritos e costumes católicos e por isto deve ser rejeitada.

    Funciona mais ou menos assim: “Amo Lutero, mas não gosto da Igreja Luterana.”

    Não por acaso, hoje escutamos por aí: “Amo Jesus. Mas Igreja não salva ninguém ou não serve para nada.”

    Isto é dito desta maneira tão e somente para encobrir: “Amo Jesus mas odeio a igreja que ele fundou.”

    É como se DEUS tivesse feito uma “reforma” incompleta e Lutero ao mesmo tempo que é um herói é alguém que não fez tudo que deveria ter feito.

    Naturalmente, a “admiração” e o título de “ungido” decorrem do fato de que o herege afrontou o catolicismo. É isto que conta.

    Ele afrontou a Igreja e seu Papa. E assim sendo, se nos dias alguém chutar a santa católica, por exemplo, mesmo que pertença ou tenha pertencido a uma denominação que todos condenam como herética, o seu ato servirá como referência e este mesmo que praticou a violência será tido como um herói e merecerá artigos e textos que nas entrelinhas engrandecerão o eventual ato de ofensa ou deliquência.

    Se por um lado Lutero é herói por sua infame agressão contra a Igreja Católica, o título tácito de incompetente que justifica a abertura de novas denominações vem do fato de que ninguém no protestantismo deseja seguir integralmente doutrina alheia quando julga que tem uma ligação direta com o Espírito Santo.

    Amar ou odiar Lutero, assim como amar ou odiar Calvino será decidido em cada situação ou ocorrência.

    Quem copia o Sola Fide e o Sola Scriptura de Lutero, o rejeita logo a seguir nos sacramentos e na devoção a Virgem Maria.

    Quem copia Calvino, finge não saber que o mesmo chamou de ignorantes e loucos aqueles que atribuíram filhos carnais a José e Maria.

    São estes mesmos que escolhendo o que desejam seguir de Lutero e Calvino também escolhem o que querem seguir e o que querem rejeitar no evangelho.

    Cobram a palavra purgatório na Bíblia, mas não cobram o bater de palmas ou a “visão” dos pastores para a inauguração de novas denominações.

    Afirmam que Maria teve outros filhos além de Jesus, ainda que as Escrituras em parte alguma digam que Maria e José tiveram outros filhos. E dizem que o texto é “claro”.

    No entanto quando os textos claros de verdade não lhes favorecem, partem para achismos e traduções obscuras e/ou falsificadas.

    É o caso de Pedro ser a Pedra. E são também os casos em que Jesus concede a Pedro o poder de ligar e desligar na terra, ou ainda quando Jesus diz a Pedro: “…apascenta minhas ovelhas…” , ou, “…confirma teus irmãos na fé…”

    Quando é necessário são literais e quando é necessário não são tão literais assim.

    Cobram o batismo de crianças com textos claros e ignoram o texto claro em que Jesus diz que seu corpo é verdadeiramente comida e seu sangue é verdadeiramente bebida.

    Vale sempre o que cada crente quiser que seja tido como doutrina. A doutrina de cada crente é a doutrina “verdadeira”.

    Retomando o tema…Como escolher uma denominação protestante ?

    Talvez o indeciso deva tornar-se Calvinista! Mas então um grupo lhe ensina que Calvino era um herege por acreditar na predestinação dos eleitos. Alguns protestantes chegam a dizer que o tal do Calvino teria traído o grande escolhido por DEUS que era Lutero…

    Nesta hora Lutero volta a ser o grande “escolhido” e “enviado”.

    E mais uma vez não fazendo sentido algum, como é possível que um protestante acate as teorias de Lutero, especialmente o Sola Scriptura e o Sola Fide, achando que o mesmo era membro de uma seita ou talvez ex sacerdote da Igreja de Constantino ?

    Nada faz sentido. Vale apenas o que o protestante quer. E ele mesmo nem se importa de praticar as doutrinas de um suposto sacerdote da igreja falsa, ou, Babilônia, ou ainda igreja de Constantino.

    O eternamente indeciso e ávido por novidades decide ser pentecostal e quando manifesta o seu desejo, os protestantes históricos lhe dizem que estes grupos carismáticos nada tem de protestantes e que estes mesmos copiaram doutrinas oriundas da América do Norte e todos seriam traidores dos princípios defendidos pelos grandes reformadores, especialmente Lutero e Calvino.

    Nesta hora, Lutero e Calvino voltam a ser amigos e todos os protestantes os tem por Inspiração. E assim, Constantino desaparece tão rápido como apareceu. Mas deixa pra lá ! Não vamos insistir em entender aquilo que é inexplicável por si só.

    Então acrescentam os Metodistas e Episcopais que os tais pentecostais praticam heresias de toda ordem.

    E os Mórmons, Testemunhas de Jeová e Adventistas ? O que dizer deles ? Todos os demais grupos lhes condenam e por sua vez estes três grupos se condenam entre si e os três grupos condenam os demais grupos protestantes.

    Que Babel este protestantismo né ?

    Exausto, o desesperado cristão faz a opção de ouvir música Gospel.Pensa ele: “Quem sabe tenho alguma inspiração louvando a DEUS ?”

    Quando julga que terá alguns momentos de reflexão que lhe ajudariam tomar uma decisão adequada, eis que lhe vem um amigo da “igreja” que defende o aborto e lhe diz: “Estás louco ?”

    “Como assim ?” pergunta o confuso e indeciso crente. E responde o amigo “Você não sabia que 99% dos cantores Gospel estão com demônios ? Meu líder nos disse isto. E ele é uma benção”

    Este atormentado cristão declina imediatamente da música Gospel e decide que irá conhecer a igreja anglicana. Pensa ele: “Deve ser boa ! Já me disseram que é cheia de unção.”

    Então começa a pesquisar em sites protestantes sobre a Igreja Anglicana e encontra mais contras do que prós. Lê inclusive que tudo começou porque um rei desejava cometer adultério e não teria obtido a permissão da Igreja Católica para casar-se outra vez.

    E os protestantes da reforma e todos os demais que vieram depois condenavam como herética a dita Igreja Anglicana que segundo eles adota entre outras coisas muitos dos ritos do catolicismo.

    Bom, diante de tudo isto, pensa que só lhe resta ser neopentecostal. Pensa que talvez deva aderir ao pastor que usa chapéu ou àquele que trata seus súditos por patrocinadores. Quem eram os “patrocinadores” dos apóstolos da Igreja Primitiva ?

    Quem sabe deva ele ingressar na tal da “igreja” da Lagoinha ? Soube este “profeta” que lá tem um avivamento forte. Parece que tem uma tal de unção do Leão ! Pensa ele: “Se é Leão, deve ser tremendo !”

    Nem é preciso dizer o que todos os outros grupos protestantes disseram a respeito destes últimos líderes citados.

    E a unção do Zoológico ? “Dizem que nesta igreja a poder de DEUS se manifesta tremendamente.”

    Mas logo veio o vizinho batista para desestimulá-lo. “Meu amigo, esta unção do Zoológico é obra de Satanás. A Bíblia não fala nada a respeito disto. Quando se viu tal manifestação entre os apóstolos ? “

    E a unção da Vaca ? A unção da meia ? A unção da Vassoura ? A adoração da arca da aliança ? E aquele pastor da transferência de unção ? E aquele pastor da benção do helicóptero ? E aquele culto das princesas ? E o batismo em parque de diversões ? E o pastor que enrola cobra no pescoço ? E a troca de anjo ?

    Melhor parar por aí. A verdade é que só existe consenso entre protestantes quando o negócio é atacar e difamar a Igreja Católica.

    Curiosamente e tragicamente, quem grita “Só a Bíblia”, tem que sair da Bíblia para poder decidir tudo que questionamos.

    Quem impõe “Só a Bíblia” para os outros, é sempre o primeiro a esquivar-se do “Só a Bíblia para explicar sua própria doutrina e suas escolhas”.

    Afinal, qual denominação protestante um crente indeciso ou um católico ignorante e atrás de novidades deveria procurar ?

    Que tal a Igreja das células ?

    Diz para si mesmo o camaleão religioso: “A história da Igreja não começou assim com as comunidades reunidas em casas ? “

    ”Aliás, que igreja começou em células Senhor troca troca de “igrejas” ?

    A Igreja de Constantino ? A de Lutero ? A de Calvino ? A Batista ? A Bola de Neve ou Cuspe de Cristo ?

    Prossegue o cambaleante caçador de novidades : “Tem até patriarca nesta Igreja das células !”

    Porém, mais uma vez, este sujeito sem rumo encontra todo o tipo de opinião sobre esta vertente no meio protestante. Encontra quem é a favor e quem é contra. Muito mais contrários do que favoráveis.

    E o evangelho judaizante ? Será que é bom ?

    Mais uma vez não é possível encontrar consenso entre os protestantes. Pode-se perceber partidários e opositores do evangelho judaizante em todos os cantos.

    O protestantismo é assim mesmo. Nada é o que deveria ser. E tudo que parece ser não é.

    Finalmente, cansado de tanto procurar, encontra o Movimento dos Sem Igreja. Trata-se de um movimento supostamente evangélico. Seriam cristãos evangélicos sem templo e que estariam fartos de tantas heresias no meio evangélico/protestante.

    Parte dos partidários deste movimento ensina que através de um estudo bíblico sério e regular pode-se caminhar com pernas próprias.

    Evidentemente que não servem pernas católicas. A máxima só vale para quem já fez o favor de “aceitar” a Jesus em um templo protestante.

    Nisto os protestantes ainda que não saibam têm razão. Católico sem a Igreja não consegue caminhar mesmo.

    “Um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. o Espírito não segue um membro amputado.(Santo Agostinho)”

    E como todos se portam como “infalíveis”, não há possibilidade alguma de que ocorra algum tipo de unidade entre protestantes.

    Ninguém se pergunta como é possível que alguém no protestantismo seja “infalível” na interpretação da Bíblia se todos condenam a infalibilidade ?

    E se todos discordam uns dos outros, isto não é prova que a infalibilidade de fato não está com o protestantismo ?

    Na verdade, cada crente é “infalível” para si mesmo. Cada crente é uma espécie de Papa.

    Quando discordam, logo surge uma nova denominação sob a regência de um novo papa “infalível”.

    Cada crente é apto para julgar todos os demais. Ele é quem decide sobre a doutrina que ele próprio deve seguir e pregar.

    Ele é quem determina quem é ou não herege, quem está salvo e quem está condenado.

    Ele decide quem é idólatra e quem é adorador.

    A únicas certezas que o “infalível” protestante tem é que ele está certo e salvo e que a Igreja Católica é a Babilônia.

    Ele “pertence” ao Povo de DEUS e todos os protestantes que discordam dele, inclusive os que lhe acusam de heresias e aqueles a quem ele chama de hereges, uma vez que surgem as estatísticas e pesquisas, juntos integram o “Povo Santo” e todos são “Irmãos em Cristo”.

    Nesta hora, o pastor que prega a heresia de Ário, negando o Senhor Jesus é “irmão em Cristo” dos que confessam o mesmo Jesus. E tanto uns quanto os outros são “Irmãos em Cristo” do líder que prega a favor do aborto ou daquele que condena quem ajuda os pobres.

    Quem prega a favor da prosperidade é “irmão em Cristo” daquele que prega contra a prosperidade e quem acusa os cantores Gospel de terem demônios é aceito como “irmão em Cristo” pelos próprios acusados e vice-versa.

    Para explicar tanta distorção, recentemente um destes líderes da prosperidade disse em alto e bom som que existem “Diferentes vertentes teológicas no meio protestante”. Em outras palavras, cada qual entenda a Bíblia do seu jeito ou cada qual fabrique o Jesus que mais lhe convém.

    Ninguém se pergunta, por exemplo, quando um protestante tem o direito de deixar a sua denominação para aderir a outra ou fundar a sua própria ?

    E aqueles que se mantiveram com o pregador ? Qual deles está salvo ?

    Aquele que deixou a denominação porque não concordou com a pregação a partir da leitura individual que fez ? Ou aquele que se mantém fiel à denominação ? Ou ainda aquele que fundou uma nova denominação ?

    Todos estão salvos ? Então por que brigam ?

    Quantas vezes o crente pode mudar de denominação ?

    O fato é que com apenas 06 meses de Bíblia o “super mestre” protestante julga que já pode contestar a Igreja Católica de 2000 anos, todos seus concílios, toda a sua doutrina e todos os seus duzentos e tantos papas.

    E por vezes com pouco mais de 06 meses de decoreba bíblica e doutrinamento exaustivo, o novo super crente já se sente em condições de contestar seus próprios pares protestantes.

    Cada crente é uma espécie de teólogo de si mesmo. E os mais arrojados fundam suas próprias denominação e para tal dizem que tiveram uma “visão” e neste caso não há necessidade de provar nada pela Bíblia.

    Apesar das brigas e divisões e das acusações constantes de heresias que uns fazem aos outros, quando atacados por alguém de fora, logo se unem e expressões do tipo são logo ouvidas:

    “Não toca no ungido do Senhor” “Deixa que ele está fazendo a Obra de DEUS”. “Ai de quem tocar no servo de DEUS !”

    E você católico inseguro ? O que irá fazer ? Abraçará a auto suficiência protestante ?

    Não se engane. Quem diz que não precisa de padre para confessar os seus pecados está apenas demonstrando sua arrogância. Se Jesus deu aos apóstolos o poder de reter ou perdoar pecados, é evidente ser indispensável que alguém lhes confesse os pecados.

    São Leão Magno (400-461), Papa e doutor da Igreja:“Quem se aparta da confissão da verdade, muda de caminho e o percurso inteiro se torna afastamento. Tanto mais próximo da morte estará quanto mais distante da luz católica.” Católico, não entre na falsa humildade protestante que diz “só me confesso a DEUS”.

    “A Igreja é o mundo reconciliado”. (Santo Agostinho – Sermão 96,7,9)“Quem não crer que a Igreja lhe perdoa os pecados, a esses não lhe serão perdoados os pecados”.

    Só há salvação na Igreja que detém a confissão e a penitência. A Igreja que cuida da alma e dos pecados de seus filhos. “Sabe porque os consultórios de psiquiatras estão cheios porque os Confessionários estão vazios.” [João Paulo II].

    Saiba católico desinformado:

    “Portanto, a Igreja Católica é a única que retém o verdadeiro culto. Esta é a fonte da verdade; esta, o domicílio da fé; o templo de DEUS. Quem quer que não entre nela ou não saia daqui é um alienado em termos de esperança de vida e salvação… Porque, , ao contrário disso, todos os vários grupos de hereges têm confiança de que são os Cristãos, e pensam que a Igreja Católica é deles. Que se saiba que a verdadeira Igreja é na qual há confissão e penitência, e que cuida de maneira salutar dos pecados e das mágoas aos quais os fracos na carne estão sujeitos”. Lactantius, As Instituições Divinas, 304 A.D..

    Católico, não faça de Jesus um mentiroso ao imaginar que DEUS precisou de Lutero para alguma coisa. Jesus não mente e você não é protestante para escolher o que pretende seguir ou não do evangelho.

    “SE VOCÊ ACREDITA NO QUE LHE AGRADA NOS EVANGELHOS E REJEITA O QUE NÃO GOSTA, NÃO É NOS EVANGELHOS QUE VOCÊ CRÊ, MAS EM VOCÊ.(SANTO AGOSTINHO)”

    O abandono consciente da Igreja Católica será trágico para você meu amigo católico.

    “Os heréticos condenam-se a si mesmos já que por própria opção abandonam a Igreja, um abandono que, sendo consciente, torna-se sua condenação .”São Jerônimo Comentários acerca de Titus, 3,10 386 A.D.

    Se você ainda está em dúvida, não faça como os protestantes que nunca leram as obras de Lutero. Procure por elas e veja a pessoa do fundador do protestantismo.

    Fundador do protestantismo: Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”. “Eu estou, da manhã à noite, desocupado e bêbado. Você me pergunta por que eu bebo tanto, por que eu falo tão galhardamente e por que eu como tão frequentemente? É para pregar uma peça ao diabo que se pôs a me atormentar”. É bebendo, comendo, rindo, nessa situação, e cada vez mais, e até mesmo cometendo algum pecado, à guisa de desafio e desprezo por Satanás, procurando tirar os pensamentos sugeridos pelo diabo com o auxílio de outros pensamentos, como, por exemplo, pensando numa linda moça, na avareza ou na embriaguês, caso contrário ficarei muito raivoso.” (Lutero). (Marie Carré, Jai choisi lunité – D.P.F., 1973, apud Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi , Daniel Raffard de Brienne 1983).”

    O que dizem os defensores da fé católica sobre a Igreja ?

    S. Cipriano (+258): “Julga conservar a fé aquele que não conserva esta unidade recomendada por Paulo? Confia estar na Igreja aquele que abandona a cátedra de Pedro sobre a qual está fundada a Igreja?” (Sobre a Unidade da Igreja cap. 4). S. Cipriano: “se alguém tivesse escapado (do dilúvio) fora da arca de Noé, então poderíamos admitir que quem abandona a Igreja pode escapar da condenação.”

    Orígenes escrevia: “…se alguém quer salvar-se, venha a esta casa, para que possa consegui-lo… Que ninguém se engane a si mesmo: fora desta casa, isto é, fora da Igreja, ninguém se salva.”

    Papa Inocencio III (1198-1216): “Com nossos corações cremos e com nossos lábios confessamos só uma Igreja, não aquela dos hereges, senão a Santa Igreja Católica Apostólica e Romana, fora da qual achamos que não há salvação “(Denzinger 792).

    Quarto Concilio de Letrán (1215): “Há só uma Igreja Universal dos fiéis, fora da qual ninguém esta a salvo.”

    Papa Bonifacio VIII, Bula Unam Sanctam (1302): “Nós declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário para a salvação de toda criatura humana o estar submetida ao Romano Pontífice.”

    “Assim como há um só Deus, um só Cristo, um só Espírito Santo, assim também há uma só verdade divinamente revelada; uma só Fé divina que é o princípio da salvação do homem e o fundamento de toda a justificação, a Fé pela qual o justo vive e sem a qual é impossível agradar a Deus e chegar à comunhão dos Seus filhos. Há uma só Igreja una, verdadeira, santa e católica que é a Igreja Apostólica Romana. Há uma só cátedra fundada sobre Pedro pela palavra do Senhor, fora da qual não podemos encontrar nem a verdadeira Fé, nem a salvação eterna. Todo aquele que não tiver a Igreja como mãe não pode ter a Deus como pai, e quem quer que abandone a cátedra de Pedro sobre a qual a Igreja foi fundada confia falsamente que está na Igreja de Cristo. Na verdade, não pode haver crime maior e mancha mais repugnante do que se opor a Cristo, do que dividir a Igreja gerada e comprada pelo Seu Sangue, do que esquecer o amor evangélico e combater com o furor da discórdia hostil a harmonia do povo de Deus.” (Pio IX, Singulari Quidem)

    Católico não fuja à perseguição e combata o bom combate.

    Santo Hilário de Poitiers (367): ”Foi sempre privilégio da Igreja vencer quando é ferida, progredir quando é abandonada, crescer em ciência quando é atacada”.

    Católico não se envergonhe de sua fé e nem se intimide com os adeptos da religião do livro. “Toma cuidado com o homem de um só livro(São Tomás de Aquino).”

    O que é a Igreja Católica ?

    “A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época(Chesterton)”.

    São Cipriano (†258) – Bispo de Cartago:“A Esposa de Cristo não pode adulterar, é fiel e casta. Aquele que se separa dela saiba que se junta com uma adúltera, e que as promessas da Igreja já não o alcança. Aquele que abandona a Igreja não espere que Jesus Cristo o recompense, é um estranho, um proscrito, um inimigo. Não pode ter Deus por Pai no céu quem não tem a Igreja por mãe na terra”.

    São João Crisóstomo (350-407), doutor da Igreja; Patriarca de Constantinopla:“Não te afaste da Igreja: Nada é mais forte do que ela. Ela é a tua esperança, o teu refúgio. Ela é mais alta que o céu e mais vasta que a terra. Ela nunca envelhece”.

    Contemplando este mistério da Igreja, São Pio X dizia:

    “Os reinos e os impérios desmontaram; os povos que a glória de seus nomes assim como sua civilização os havia tornado célebres, desapareceram. Viram–se nações que, atingidas pela decrepitude, se desagregaram por si mesmas. A igreja, porém, é imortal por natureza, jamais o laço que a une ao seu celeste Esposo se romperá e, em consequência, a velhice não pode atingi-la; ela permanece exuberante da juventude, sempre transbordante dessa força com a qual ela nasceu do coração transpassado de Cristo morto sobre a Cruz”. (Encíclica Lucunda Sane).

    Aceitamos que todo homem e mulher devem aderir a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento a liberdade de culto. Reprovamos ainda ofensas a dignidade e honra das pessoas. Discordar ou concordar são direitos legítimos.

    Autor: A. Silva com a colaboração de V. de Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor.

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