Carnaval X Cristianismo

Publicado: 8 de junho de 2010 por Rafasoftwares em Seitas & Heresias

Você deve imaginar, assim como a maioria das pessoas, que o carnaval tem origem brasileira. Porém essa Festa existe desde a antiguidade e vem de muito longe.

Não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente trata-se de uma festa popular coletiva, transmitida oralmente através dos séculos como herança das festas pagãs, realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga).

Cada corrente de estudiosos adota uma provável origem. Há os que afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter de orgía, realizada em honra do ressurgimento da primavera.

Em certos rituais agrários da Antigüidade (10 mil anos AC), homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, entregando-se à dança, à festa e à embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito. Os egípcios festejavam o culto à Ísis (2 mil anos A.C).

O Carnaval Pagão começa quando Pisistráto oficializa o culto a o deus Dioniso na Grécia, no século VII a.C.

O primeiro foco de concentração carnavalesca se localizava no Egito. A festa era nada mais que dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre o século VII a.C. e VI d.C. A separação da sociedade em classes fazia com que houvesse a necessidade de válvulas de escape. É nessa época que sexo e bebidas se fazem presentes na festa.

Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, então, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles…

Atitude da Igreja: quando o Cristianismo se difundiu, já encontrou tais orgias no uso dos povos. Por princípio, o Evangelho não é contrário às demonstrações de júbilo, contanto que não degenerem em celebrações libertinas e pecaminosas. Por isto, os missionários não se opuseram formalmente à realização do Carnaval, mas procuraram dar-lhe caráter novo, depurando-o de práticas que tinham sabor nitidamente supersticioso ou mitológico e enquadrando-o dentro da ideologia cristã; assim, como motivo de alegria pública, os pastores de almas indicavam por vezes algum mistério ou alguma solenidade do Cristianismo (o Natal, por exemplo, ou a Epifania do Senhor ou a Purificação de Maria, dita “festa da Candelária”, em vez dos mitos pagãos celebrados a 25 de dezembro 6 de janeiro u 2 de fevereiro). Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a celebração oficial do Carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas (em nossos tempos alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo, a fim de evitar sejam os fiéis seduzidos por divertimento pouco dignos).

Como se vê, a Igreja não instituiu o Carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno vigente no mundo em que ela se implantou. Sendo em si suscetível de interpretação cristã, ela o procurou subordinar aos princípios do Evangelho; era inevitável, porém, que os povos não sempre observassem o limite entre o que o Carnaval pode ter de cristão e o que tem de pagão. Está claro que são contrários às intenções da Igreja  os desmandos assim verificados Em reparação dos mesmos, foram instituídas a adoração das Quarenta Horas e as práticas de Retiros Espirituais nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas.

 

Como vêem apesar de a Igreja tentar dar um novo sentido a essa festa pagã, não se obteve um grande sucesso nisso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade, de cunho idolátrico em homenagem a falsos deuses, não vemos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, mortes, brigas e etc. ainda hoje ocorrem e em escala muito maior. Nós como cristãos somos chamados a santidade, e santo é tudo aquilo que está afastado, separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus, não podemos fazer parte de algo que está em oposição aos preceitos cristãos.

Nunca é tarde para lembrar o que São Paulo disse:

1 Coríntios 10, 20-22 :

20. Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios.
21. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
22. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?

Referencias:

D. Estevão Bettencourt, osb. Revista PR, Nº 5, Ano 1958, Página 213.

comentários
  1. muito bem rafael, suas exposições tem base na história, é como a história diz. a origem da festa dizia ser uma homenagem á festas pagãs,
    como também diz a história a festa pode ter suas raízes primitivas a carater de orgia,e depois o carnaval se oficializa pagão, e depois se espalha á grécia ao egito , vai para veneza e depois ao mundo.

    oque a história pode nos clariar é que a festa tem seu inicío em deuses pagão.
    certo rafael?

    pois bem não é que eu sou radicalista demais e jogo toda a responsabilidade em cima da igreja católica, não,

    só quero dizer que é preciso afastarmos de toda esses atos impuros que o carnaval oferecem as pessoas, e entender-mos que não há nada de proveito nisso tudo,

    para irmos morarmos no céu com jesus precisamos nos santificar e purificar-mos, pois essa é a vontade de Deus, e estando no meio dessa comemoração pagã , não estamos fazendo a vontade de Deus.

    é só isso que quero dizer rafael.
    que Deus nos abençoe, obrigado

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